quinta-feira, 29 de maio de 2008

Dia Mundial da Energia - Poupe mais de 20 euros com a luz na sua empresa

Porquê gastar mais energia do que aquela que realmente necessita? Para evitar que isso aconteça, e a propósito do Dia Mundial da Energia, a Agência Financeira recolheu junto do regulador (ERSE) algumas dicas para poupar este bem precioso na sua empresa.
Privilegie as soluções de iluminação baseadas em lâmpadas fluorescentes, quer as clássicas de tubos, quer as compactas. Uma lâmpada convencional de 100 Watts (W) proporciona a mesma luz que uma lâmpada de baixo consumo de 20 W e ao final de um ano terá uma poupança de cerca de 3 euros por ano por cada hora diária de utilização e têm um período de vida útil de quatro a dez vezes superior a uma lâmpada convencional.
Opte pela utilização de equipamentos de classe energética mais eficiente, incluindo computadores e monitores com a designação «ENERGY STAR». Nos monitores, o uso da protecção de ecrã não reduz o consumo de energia. A redução de consumo verifica-se no modo standby.
Desligue os aparelhos que entram em modo standby (monitores, radios, HIFI, entre outros), sempre que preveja ausências de utilização superiores a 30 minutos. Apague também todas as luzes que se encontram acesas desnecessariamente.
Verifique que todo o equipamento de escritório não está ligado desnecessariamente, como computadores, monitores, fotocopiadoras, impressoras, faxes ou máquinas de café.
Poupança de 20 euros por ano com carregadores fora da tomada Desligue os carregadores (transformadores) dos telemóveis, dos computadores portáteis da tomada. Se possível, ligue alguns equipamentos a uma tomada múltipla com extensão com interruptor de pé. Ao desligar esse interruptor apagará todos os equipamentos, o que lhe permitirá poupanças anuais superiores a 20 euros.
No Verão, promova a utilização dos estores exteriores de forma a minimizar a exposição solar das salas, reduzindo a necessidade de refrigeração condicionada. No Inverno, promover a maximização de exposição solar de forma a reduzir a necessidade de aquecimento e a utilização de iluminação artificial. Consome mais energia e é mais caro refrigerar ou aquecer um espaço do que iluminá-lo.
Verifique ainda se a programação térmica e horária dos aparelhos de HVAC e águas sanitárias. Tenha o equipamento de ar condicionado regulado para uma temperatura de 22ºC no Inverno e 24ºC no verão. As águas sanitárias garantem a sensação de conforto com temperaturas entre os 30ºC e os 35ºC.
Outra boa dica é a utilização dos equipamentos de refrigeração/aquecimento com as janelas e portas, sempre que possível, fechadas.
Por fim, faça uma manutenção periódica dos equipamentos de refrigeração: limpeza dos filtros, dos permutadores (quer no evaporador quer no condensador) e do ventilador.

(Fonte: Agencia Financeira)

Grupo Oceânico promove energias renováveis

No âmbito da sua política de desenvolvimento sustentável, o grupo Oceânico, que actua no mercado de empreendimentos imobiliários de luxo na área do turismo residencial, vai aplicar sistemas de microgeração no seu Vilamoura Golf & Garden Resort, no Algarve.
O projecto vai contemplar a instalação de 124 sistemas fotovoltaicos em moradias e 70 em apartamentos. Prevê-se que a instalação destes sistemas solares fotovoltaicos e térmicos, a par da fixação de dióxido de carbono gerada pela extensa área verde do empreendimento, evite a emissão de 640 toneladas de CO2 por ano», de acordo com a empresa.
O grupo sublinha ainda que a instalação destes sistemas equivale a plantar um total de 60 100 árvores ou cerca de 75 hectares de floresta.
Além deste empreendimento, foram também adoptadas medidas de desenvolvimento sustentável no âmbito da construção do resort Royal Óbidos Spa & Golf Resort, assinalado como Projecto de Interesse Nacional (PIN). A MSF – TUR.IM, uma das parceiras, assinou com a Câmara Municipal de Óbidos um acordo de adesão ao programa Carbono Social, que monitoriza e promove a redução das emissões de CO2. A carta de compromisso assinada «aponta para uma construção sustentável, com recurso a painéis fotovoltaicos e materiais reciclados e menos poluentes, de forma a diminuir o impacto ambiental e a utilização de recursos não renováveis», acrescenta.

(Fonte: Portal Ambiente)

PME nacionais poderiam poupar 154 milhões com utilização mais eficiente de energia

As pequenas e médias empresas (PME) do sector industrial em Portugal poderiam poupar 154 milhões de euros por ano com uma utilização mais eficiente da energia, de acordo com os dados do Índice de Eficiência Energética, elaborado pela Union Fenosa. O estudo, apresentado ontem, na Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola, é o primeiro índice quantitativo que se realiza em Portugal sobre as práticas energéticas no sector industrial.
De acordo com o relatório, o índice de eficiência energética nas PME industriais atinge um valor de 3 pontos num máximo de 10. Isto corresponde a um desperdício de cerca de 17,1 por cento da energia que consomem ou 2080 GWh, o que daria, por exemplo, para abastecer 16 mil empresas do sector industrial português durante um ano.
Entre os pontos fortes dos resultados do estudo destacam-se alguns hábitos eficientes das PME industriais portuguesas como, por exemplo, a optimização do tarifário energético ou a troca de fornecedores (84 por cento). Mais de metade das empresas (54 por cento) realizam inventários periódicos dos equipamentos consumidores de energia, 26 por cento utilizam baterias de condensadores e 31 por cento dispõem de programas de manutenção e limpeza de lâmpadas.
A maioria das empresas (68 por cento) não pensa realizar acções de poupança de energia a curto/médio prazo, demonstrando também um reduzido conhecimento sobre programas e financiamentos de apoio estatal em matéria de eficiência energética. A contabilização energética foi identificada como a principal área a melhorar, uma vez que apenas 7 por cento das empresas inquiridas contrataram nos últimos três anos uma auditoria energética.
As PME mais eficientes encontram-se no distrito da Guarda, enquanto que as de Santarém apresentam o valor mais baixo a nível nacional.

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Amb3E tem novo local de recepção de REEE no Cacém

A Amb3E – Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos celebrou uma parceria com a AGOA – Gestão de Resíduos, para a constituição de um novo local de recepção de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE), no Cacém.
A nova instalação está preparada para receber todos os fluxos de REEE: grandes equipamentos (por exemplo, máquinas de lavar), equipamentos de arrefecimento e refrigeração e outros, nomeadamente, telemóveis e rádios, lâmpadas, monitores e aparelhos de televisão.
No distrito de Lisboa, a Amb3E já conta com sete locais de recepção nos concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Cadaval, Loures, Vila Franca de Xira, Lisboa e, agora, em Sintra.

(Fonte: Portal Ambiente)

Inventário dos PCB sem rasto

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ainda não tem actualizado o inventário de Policloretos de Bifelino (PCB), óleos sintéticos contidos em transformadores e condensadores eléctricos, cuja comercialização foi proibida em 1985 quando se conheceram os seus efeitos nocivos para saúde pública. Há um ano que a APA deveria ter elaborado os relatórios periódicos, com base nas actualizações anuais do inventário nacional de PCB, exigíveis pelo Decreto-Lei n.º 72/07.
Também é competência da APA planificar os processos de eliminação e/ou descontaminação de PCB e equipamentos que os contenham, de modo a dar cumprimento ao prazo máximo de 2010 definido neste diploma. Os últimos dados disponibilizados ao jornal Água&Ambiente referem-se a 2005, ano em que os PCB existentes, em serviço e fora de serviço, equivaleram a 476 toneladas. Em relação aos quantitativos de PCB exportados para eliminação no estrangeiro, registou-se uma redução de 223 toneladas em 2000 para 69 toneladas em Julho de 2005.
O trabalho, desenvolvido pelo ex-Instituto Nacional de Resíduos, não registou assim qualquer avanço nos últimos dois anos, apesar das imposições do Decreto-Lei n.º 72/07, que veio introduzir alterações processuais ao Decreto-Lei n.º 277/99. Para António Costa Almeida, presidente da Ambicare Industrial, este interregno de dois anos «confirma o falhanço da administração pública na aplicação do diploma».

(Fonte: Ana Cristina Ferreira)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Directiva da cogeração transposta no final do ano

A transposição completa da directiva da cogeração em todos os países da União Europeia (UE) não irá acontecer antes da publicação da decisão da Comissão Europeia sobre as directrizes detalhadas que estão a ser desenvolvidas, o que deverá acontecer no final deste ano. A informação foi dada ao AmbienteOnline por Guido de Wilt, director do Departamento de Regulação de Políticas e Promoção de Energia Renovável da Comissão Europeia.
Actualmente todos os Estados-membros estão a trabalhar na transposição, e a maior parte deles já submeteu notificações de transposição parcial. Neste momento, o enfoque da Comissão e dos Estados-membros está na finalização do quadro legal para a cogeração ao nível europeu e em completar a transposição a nível nacional. Nos próximos anos, adianta o responsável, existirão avaliações do efeito da directiva que poderão levar a revisões. «Uma revisão poderá acontecer nos próximos anos, caso seja necessário, devido às medidas anunciadas no Plano de Acção para a Eficiência Energética», diz.
Para Guido de Wilt, é necessário que se estabeleça, o mais depressa possível, um quadro legal e de apoio estável para os operadores e investidores na cogeração de alta eficiência na UE, bem como um acesso à rede justo e uma rede que consiga suportar a crescente geração descentralizada. Chamar a atenção para a importância da quantidade de calor que constitui um sub-produto da geração de electricidade é outro dos pontos a focar. «A capacidade de evitar o mais possível o desperdício de energia deveria ser um princípio intrínseco do investimento na geração de energia», conclui.

(Fonte: Sofia Vasconcelos)