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terça-feira, 2 de setembro de 2008

Açores querem aumentar quota das renováveis através dos transportes

Cerca de 30 por cento da electricidade produzida nos Açores tem origem em fontes de energia renovável. Mas o arquipélago quer mais. O objectivo, vertido no plano estratégico para a energia dos Açores, é aumentar essa quota através do sector dos transportes.
O Governo quer «assegurar que, dentro de 10 anos, um terço da frota de autocarros e táxis da região seja constituída por veículos híbridos, híbridos plug-in e eléctricos», sublinha o Governo dos Açores em comunicado.
Para aumentar a injecção de renováveis na rede eléctrica, o executivo deste arquipélago também tem em curso investimentos na geotermia, designadamente na Terceira, e na implantação de parques eólicos e mini-hídricas. Dados do Serviço Regional de Estatística referem que as fontes renováveis garantiram, entre Janeiro e Junho, uma produção acumulada de 109 908 MWh, dos quais 87 935 de origem geotérmica. Com efeito, na primeira metade do ano a produção eléctrica açoriana registou um aumento de 2,1 por cento, passando de 388 296 para 396 637 MWh. Recorde-se que cerca de 28 por cento da electricidade produzida nos Açores durante este período foi assegurada com recurso a centrais geotérmicas e aproveitamentos hídricos e eólicos.
O próximo investimento a ser inaugurado é um parque eólico, cuja capacidade de produção anual é de 10 GWh. Este projecto representou um investimento de 5,8 milhões de euros e integra cinco aerogeradores com uma potência unitária de 900 kW.

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

EDP e Generg com acordo para pequenas centrais hídricas

A EDP Produção e o grupo Generg celebraram, em Agosto, um acordo de princípios para os cursos de água das bacias dos rios Mondego e Tejo.
O objectivo do acordo é identificar, analisar e desenvolver conjuntamente pequenos/médios projectos de produção de energia hidroeléctrica, através da construção e exploração de novos centros electroprodutores hídricos, com potência instalada limitada a um máximo de 30 MW.
De acordo com as empresas, esta cooperação contribuirá para «reforçar a estratégia de valorização dos recursos hídricos nacionais na produção de electricidade, reforçando a independência energética do País e reduzindo as emissões de CO2».

(Fonte: Portal Ambiente)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Mercado das mini-hídricas parado

O mercado das pequenas centrais hídricas está parado. Há três anos que o Governo não emite licenças para exploração de mini-hídricas. «O processo de licenciamento sofreu um fortíssimo paredão na altura do governo de Guterres e depois disso nunca mais voltou a retomar o ritmo, desde que publiquei a legislação em 1989», recorda Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa Portugal. A situação mantém-se com o actual Governo. O negócio das mini-hídricas não avança devido a um «quadro de excessiva burocracia» ao nível dos três organismos governamentais: a Agência Portuguesa do Ambiente, a Direcção-Geral de Energia e Geologia e o Instituto da Água (Inag), discrimina.
António Sá da Costa, presidente da Associação de Energias Renováveis (Apren), espera uma resposta do Governo até Outubro deste ano. «A legislação já existe e os interessados também. O que falta é fixar o número de anos das concessões», de modo a que os investidores possam garantir a viabilidade económica dos seus projectos, reivindica. Um horizonte de concessão acima dos 35 anos seria o «mínimo desejável», embora o «ideal» seja conseguir entre 50 a 70 anos, sugere. Aliás, João Bártolo, presidente da Generg, alerta para o facto de, «em qualquer caso, incertezas que possam existir sobre essa duração e as condições da sua renovação, acentuam riscos que poderão mesmo tornar desinteressante o financiamento dos projectos por parte da banca».

(Fonte: Ana Cristina Ferreira)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Águas do Algarve reduz 1129 toneladas de CO2 com renováveis

A Águas do Algarve irá reduzir a emissão de cerca de 1129 toneladas anuais de dióxido de carbono (CO2) para atmosfera, através do investimento em energias renováveis. Neste momento, estão a ser instalados 49 sistemas solares fotovoltaicos em infra-estruturas nos sistemas multimunicipais de abastecimento de água e de saneamento do Algarve, que irão produzir 281 238 kWh/ano, com uma redução na emissão de CO2 para a atmosfera na ordem dos 143 toneladas anuais.
O retorno do investimento, na ordem de um milhão de euros, será alcançado em 5 anos, sendo que a redução de custos energéticos para o sistema multimunicipal de saneamento se cifrará em 9 por cento, e para o sistema multimunicipal de abastecimento de água na ordem dos 2,3 por cento. A Águas do Algarve prevê que a energia solar fotovoltaica entre em funcionamento entre o fim de Setembro e princípio de Outubro, adiantou a empresa ao AmbienteOnline.
Este mês será ainda lançado o concurso público para a instalação de uma mini-hídrica na estação de tratamento de água de Alcantarilha, com uma produção prevista de 1 870 000 kWh/ano, já para o ano de 2010. Esta produção implicará a redução da emissão de CO2 para a atmosfera na ordem das 950 toneladas anuais. O projecto desta instalação foi desenvolvido numa parceria entre a Águas do Algarve e a Hidropower.
A empresa possui igualmente cinco pedidos de informação prévia para injecção de energia na rede eléctrica de serviço público através de micro-hídricas. A instalação da primeira micro-hídrica, na estação de tratamento de água do Beliche, está em fase de conclusão e produzirá 65 700 kWh/ano, permitindo reduzir a emissão de CO2 para a atmosfera na ordem das 33,4 toneladas por ano. Prevê-se a entrada em funcionamento entre o fim de Agosto e o princípio de Setembro.
Está também a ser medido, há cerca de dois meses, o potencial eólico em terrenos de propriedade da Águas do Algarve em Giões, no concelho de Alcoutim, numa colaboração com o CEEETA e o INEGI. O potencial eólico será avaliado no final de 12 meses de medição, esperando a empresa a futura instalação de um parque eólico.
A produção de energia através de centrais de digestão anaeróbia com recurso ao biogás está também em fase de estudo para duas estações de tratamento de águas residuais, nomeadamente Lagos e Companheira em Portimão.

(Fonte: Portal Ambiente)