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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Martifer e CME aliam-se na microgeração fotovoltaica

A Martifer e a CME formaram uma parceria com vista à instalação de sistemas solares fotovoltaicos a consumidores finais e outras entidades, nomeadamente através do canal EDP. A parceria, que começou a ser desenvolvida no início de 2008, surge no âmbito da publicação do Decreto-Lei n.º 363/2007, que estabelece o regime jurídico aplicável à produção de electricidade por intermédio de instalações de pequena potência, designadas por unidades de microprodução.
A Martifer faz a comercialização dos equipamentos à CME e esta apresenta as propostas chave-na-mão para as instalações, indica João Paulo Figueiredo, da Martifer, ao jornal Água&Ambiente. «No final do ano será feita uma avaliação da actual parceria e poderão surgir novos projectos dentro deste âmbito», avança.
Segundo João Paulo Figueiredo, a publicação deste decreto-lei veio impulsionar a energia solar fotovoltaica, mas o que está feito «é manifestamente insuficiente». Por exemplo, a limitação da quota anual a 10 MW «está a levar a que haja uma correria às licenças».

(Fonte: Tânia Nascimento)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Ensul Meci lança nova marca para microgeração solar

A empresa Ensul Meci acaba de lançar no mercado nacional soluções de microgeração a marca Sunday para fornecimento e instalação de sistemas e equipamentos com recurso à energia solar.
O custo médio de um sistema fotovoltaico de 2kW é de 12 mil euros e um sistema de 3,68 kW é de 22 mil euros. Segundo a empresa, os turistas residenciais e revendedores da energia produzida, além da vantagem de utilização de uma eco-marca, podem produzir energia ao longo do ano. «O custo de manutenção é relativamente baixo em relação ao valor do sistema e é garantida eficácia a 90 por cento ao fim de dez anos de utilização», acrescenta.
Os sistemas Sunday são financiados a 100 por cento, incluindo a montagem dos equipamentos, seguros onde consta a cobertura relativa a incêndios, raios e explosão; tempestades, inundações e aluimentos de terras, furto ou roubo e efeitos directos de corrente eléctrica. A instalação de um equipamento Sunday de microgeração do tipo solar fotovoltaico com uma potência de 3,68 kW permite evitar a emissão de aproximadamente 58 toneladas de CO2 , ao fim de 20 anos.
Segundo Luís Pais, director de novos negócios da empresa, os principais objectivos desta iniciativa são a democratização do acesso dos consumidores à produção independente de energia eléctrica e, ao mesmo tempo, a simplificação do processo de licenciamento. A Ensul Meci será responsável pela promoção e comercialização deste serviço, através da integração num só produto financeiro e de parcerias internacionais no fabrico e instalação de equipamentos.

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Açores querem aumentar quota das renováveis através dos transportes

Cerca de 30 por cento da electricidade produzida nos Açores tem origem em fontes de energia renovável. Mas o arquipélago quer mais. O objectivo, vertido no plano estratégico para a energia dos Açores, é aumentar essa quota através do sector dos transportes.
O Governo quer «assegurar que, dentro de 10 anos, um terço da frota de autocarros e táxis da região seja constituída por veículos híbridos, híbridos plug-in e eléctricos», sublinha o Governo dos Açores em comunicado.
Para aumentar a injecção de renováveis na rede eléctrica, o executivo deste arquipélago também tem em curso investimentos na geotermia, designadamente na Terceira, e na implantação de parques eólicos e mini-hídricas. Dados do Serviço Regional de Estatística referem que as fontes renováveis garantiram, entre Janeiro e Junho, uma produção acumulada de 109 908 MWh, dos quais 87 935 de origem geotérmica. Com efeito, na primeira metade do ano a produção eléctrica açoriana registou um aumento de 2,1 por cento, passando de 388 296 para 396 637 MWh. Recorde-se que cerca de 28 por cento da electricidade produzida nos Açores durante este período foi assegurada com recurso a centrais geotérmicas e aproveitamentos hídricos e eólicos.
O próximo investimento a ser inaugurado é um parque eólico, cuja capacidade de produção anual é de 10 GWh. Este projecto representou um investimento de 5,8 milhões de euros e integra cinco aerogeradores com uma potência unitária de 900 kW.

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 3 de junho de 2008

Moura financia microgeração

A Câmara Municipal de Moura, a partir do fundo social disponibilizado pela instalação da central fotovoltaica da Amareleja, financia em 70 por cento, sem juros, a instalação de sistemas de microgeração de energia eléctrica, em edifícios particulares, de empresas ou instituições.
As vantagens deste novo regime de microprodução traduzem-se no facto dos micro produtores passarem a dispor de uma tarifa bonificada, de 0,65 euros por kWh produzido. Para instalações fotovoltaicas a implantar na região, esta situação pode traduzir-se no retorno do investimento inicial num espaço de tempo reduzido, na ordem dos 5 anos, face ao tempo útil de duração dos equipamentos, acima de 25 anos, explica a autarquia em comunicado.
Recorde-se que a microgeração consiste num novo regime de produção de electricidade em que qualquer pessoa ou entidade, desde que seja consumidor de energia eléctrica, passa a ter o direito a ser também produtor.

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Febre da microprodução leva à apresentação de mais de 1200 pré-registos

Nas duas fases para pré-registos no Sistema de Registo da Microprodução (SRM), que decorreram nos meses de Abril e Maio, foram apresentados 1237 pedidos. Só no dia 2 de Abril, altura em que a Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) teve que determinar, ao fim de 5 horas de funcionamento, a suspensão de novos registos no SRM, pelo facto dos pré-registos para novas instalações de microprodução terem atingido os 2 MW de potência, 645 instaladores apresentaram os seus pedidos, que totalizaram uma potência de 2259 kW, revelou hoje Renato Romano, da DGEG, durante a conferência «Energia em Movimento», organizada pela sociedade de advogados ABBC.
No entanto, desses pedidos quatro foram logo anulados e, posteriormente, 144 acabariam por ser chumbados. Assim, apenas 497 pedidos foram aceites pelo SRM, o equivalente a 1725 kW. Já no dia 5 de Maio, quando decorreu o segundo período para pré-registos, foram apresentados 592 pedidos, correspondentes a 2067 kW de potência. Contudo, a DGEG ainda está a fazer a análise dos mesmos, no sentido de ver quais os que cumprem os requisitos definidos pela legislação.
Em declarações ao AmbienteOnline, Renato Romano sublinhou que, enquanto a tarifa compensar, deverá manter-se esta «febre» na corrida à microprodução. O processo será reaberto no próximo dia 9 de Junho, às 12h00.
Recorde-se que o Decreto-Lei nº 363/2007 incentiva a produção de electricidade pelos particulares a partir de energias renováveis, especificamente, solar, eólica, hídrica, cogeração a biomassa e pilhas de combustível com base em hidrogénio.

(Fonte: Portal Ambiente)