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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

AP2H2 debate hidrogénio

«A Economia do Hidrogénio e a Sustentabilidade Energética e Ambiental» é o tema que estará em destaque no seminário internacional que a Associação Portuguesa para a Promoção do Hidrogénio (AP2H2) está a organizar.
José Perdigoto, director geral de energia e geologia, Verónica Mesa, da Hynergreen, Campos Rodrigues, da AP2H2, ou são algumas das figuras que marcarão presença no evento, que decorrerá no dia 23 de Setembro,
No ano 2050 o hidrogénio poderá reduzir em 40 por cento o consumo de petróleo nos transportes, de acordo com o projecto europeu HyWays, que propõe uma estratégia para ultrapassar os constrangimentos económicos e tecnológicos e potenciar a competitividade europeia.
Vários estudos calculam que o patamar da rentabilidade possa ser atingido entre 2025 e 2035. O plano de acção que consta no projecto HyWays indica que durante esse período, com estimativas para o ano de 2030, já possam circular 16 milhões de automóveis movidos a hidrogénio, caso se concretize o investimento de 60 mil milhões de euros.
Em termos de potencial, o hidrogénio, por ser um vector energético com zero de carbono, pode produzir-se a partir de todos os recursos energéticos e converter-se em electricidade e calor com «uma alta eficiência e sem emissão de gases», destaca o relatório da ETAP - Enviromental Technologies Action Plan, sobre este vector energético.

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Hidrogénio atrai interesse energético de municípios e empresas

Vários sistemas alimentados a hidrogénio já estão a funcionar em municípios e empresas portuguesas, no âmbito do Projecto LUCIS – Demonstração de Pilhas de Combustível a Hidrogénio em Ambiente Real, liderado pelo Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (Inegi), em parceria com o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação e a Soluções Racionais de Energia.
«O objectivo é testar sistemas desenvolvidos com o hidrogénio como base tecnológica em ambiente real e em diferentes configurações e especificações, demonstrando as vantagens da utilização das pilhas de combustível a hidrogénio como solução de energia na competitividade das empresas e da economia», lembra o Inegi em comunicado.
A autarquia de Torres Vedras é uma das associadas deste projecto, sendo disso exemplo dois projectos de demonstração, que prevêem a utilização de pilhas de combustível como backup de sistemas de comunicação de unidades concelhias que integram o Serviço Nacional de Protecção Civil e como alimentadoras de sistemas de sinalização de emergência para obras a realizar na via pública.
O concelho de Albufeira, por sua vez, atrai a si quatro projectos de demonstração, referentes a alimentação energética do gabinete do vice-presidente, de focos e bombas de água da rotunda dos golfinhos situada na cidade, de dois candeeiros de iluminação pública e de karts para crianças.
O envolvimento do sector empresarial está representado pela Auto-estradas do Atlântico, cuja «colaboração focar-se-á na alimentação, por pilhas de combustível, das câmaras de videovigilância de auto-estradas, como complemento aos painéis fotovoltaicos», vinca o Inegi.
Também a Autosil, empresa produtora de baterias/acumuladores de chumbo, «vai utilizar pilhas de combustível como carregadores das baterias esperando-se, com isto, que consiga ganhar maior operacionalidade e flexibilidade», conclui a mesma fonte.
O projecto LUCIS envolveu um total de seis colaboradores e um investimento na ordem dos 240 mil euros.

(Fonte: Portal Ambiente)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Entrevista a Jeremy Rifkin pela Revista Exame, com o tema Petróleo Imparável

Jeremy Rifkin diz que se alguém acredita que o preço do petróleo vai baixar, então não pertence a esta realidade. E confessa-se preocupado!

Exame: O que prevê em relação ao preço do petróleo?
Jeremy Rifkin: Quando escrevi o livro Hydrogen Economy, em 2002, o barril de petróleo valia 19 dólares, e eu escrevi na imprensa que, em dois anos, atingiria os 50 dólares. Chamaram-me alarmista. Estamos já nos 120 dólares e vamos atingir os 200 dólares. Se pensamos que estamos em apuros em 2008, como será em 2010? Estamos a consumir três barris por cada um que descobrimos. Se alguém julga que o preço do petróleo vai descer, como estava há uns tempos, não pertence a esta realidade.

Exame: Isso provocará uma grave crise económica?
Jeremy Rifkin: É para onde nos dirigimos agora. Se alguém pensa que o que está a acontecer é um ajuste estrutural de curto prazo, está enganado e não está a olhar para a História. Hoje estamos na fase da entropia da segunda Revolução Industrial. O mundo inteiro está dependente do petróleo. Estamos em crise com os preços, as alterações climáticas, a guerra em África e a falta de água. Como é que alguém pode prever que isto vai melhorar? Temos de instituir já a terceira Revolução Industrial. Se não o fizermos estamos perdidos.

Exame: Defende o hidrogénio como alternativa energética. Mas quando será competitivo?
Jeremy Rifkin: O hidrogénio pode ser competitivo agora. Se avançarmos com o devido investimento público, ou privado, ou com o devido sustento financeiro, o processo andará mais depressa. Não há razões para não fazermos a terceira revolução. Dentro de 20/25 anos será possível criar milhões de empregos e instituirmos as energias renováveis. O que estamos à espera quando há oportunidade de negócio agora?

Futuro negro ou verde

Jeremy Rifkin, visionário da energia e defensor do hidrogénio, assegura que já estamos à porta da terceira revolução industrial e defende que a esperança para o futuro da economia assenta na forma como as fontes de energia serão utilizadas. Rifkin transmitiu estas preocupações recentemente em Lisboa, num evento internacional da IBM sobre o papel da tecnologia no futuro energético, à margem do qual concedeu esta entrevista em exclusivo à EXAME, e também em Roma, na conferência internacional Sustaining Growth promovida pela consultora Hay Group. Para o especialista, estamos perante uma mudança de paradigma energético, em que o hidrogénio será a nova fonte de abastecimento, que terá um impacto tão grande como as anteriores revoluções económicas e tecnológicas.

(Fonte: Revista Exame)