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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A estratégia certa é apostar nas energias renováveis

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu hoje que a forte aposta de Portugal nas energias renováveis nos últimos três anos vai continuar, sublinhando que esta é a estratégia certa para fazer face ao choque petrolífero em curso.
«É absolutamente fundamental que o país tome consciência que não deve estar tão dependente do petróleo, e a melhor forma de reduzir essa dependência é aumentar a percentagem de electricidade baseada em energias renováveis, aproveitando a energia que podemos produzir aqui», referiu.
José Sócrates falava em Viana do Castelo, durante a cerimónia de lançamento da primeira de uma fábrica de pás de rotor da "Enercon", um investimento de 55 milhões de euros que criará 500 postos de trabalho e que integra um cluster eólico que aquela empresa alemã está a instalar no concelho.
Sócrates lembrou que nos dois anteriores choques petrolíferos «todos disseram» em Portugal que era preciso reduzir a dependência do petróleo, mas «nada se fez».
«Não estou disponível para que tudo volte a acontecer sem ninguém fazer nada. Ninguém nos perdoaria se, daqui a 15 ou 20 anos, aqui estivessem os actores da nova geração dizendo que vivemos o terceiro choque petrolífero e nada fizemos. Não quero que isso aconteça», afirmou.
O primeiro-ministro sublinhou a aposta nos últimos três anos na energia eólica e hídrica, garantindo que estes continuarão a ser os sectores que «puxarão» pela energia do país.

(Fonte: Jornal Destak)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Quarto acidente nuclear em 15 dias

Ao início da manhã, durante uma operação de manutenção no edifício do reactor número 4 «foi aberta uma tubagem no interior do edifício e escapou pó radioactivo», explicou Alain Peckre, o director da central.
A autarquia e a Autoridade de Segurança Nuclear (ASN) foram imediatamente prevenidas, decidindo esta última propor provisoriamente o incidente de nível 0 (da escala Ines que classifica incidentes e acidentes nucleares de 0 a 7).
A este nível, a ASN geralmente não torna públicos os incidentes, mas a autoridade que fiscaliza o nuclear teve em conta o contexto, explicou o seu director-geral Jean-Christophe Niel.
«Não há qualquer ligação entre os dois incidentes ocorridos em 15 dias em Tricastin, em instalações que dependem de exploradores diferentes», precisou.
Já a 7 de Julho, uma fuga de líquidos radioactivos de um tanque da fábrica Socatri, filial do grupo Areva especializada nos resíduos nucleares, levara à demissão do seu director. Esta «anomalia» foi classificada no nível 1.
Uma outra fuga, a semana passada, de líquidos radioactivos numa fábrica de combustíveis em Romans-sur-Isère (Drôme) foi também classificada no nível 1.
Finalmente, sexta-feira, 15 funcionários foram contaminados «muito ligeiramente» por elementos radioactivos num estaleiro de manutenção de uma unidade de produção da central nuclear de Saint-Alban/Saint-Maurice (sudeste), sem que o incidente tenha sido classificado pela ASN.

(Fonte: Jornal Destak)