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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Aldeia da Vila da Ponte aderiu à energia solar

Com pouco mais de cem habitantes e 40 painéis solares instalados, Vila da Ponte tornou-se na aldeia mais renovável do concelho e, por ventura, da região. A opção beneficia o ambiente, mas foi feita a pensar na economia.
As contas estão mais que feitas. Antes da instalação de quatro painéis solares, o professor Alcino Moura gastava cerca de três mil litros de gasóleo para aquecer a casa e ter água quente. Agora, com o sistema solar a funcionar em paralelo com a caldeira tradicional, gasta apenas mil. Ao certo, o proprietário do Restaurante Residencial a Cista só vai saber quanto vai poupar quando tiver de voltar a encher o depósito de gasóleo da caldeira. Mas, porque desde que os painéis solares estão a funcionar, o sistema anterior funciona "muito menos", acredita que a economia venha a ser significativa. Aliás, tenciona mesmo reforçar o sistema que aproveita a luz do sol.
No centro da aldeia, Maria Alves também aderiu aos painéis que transformam energia solar em água quente. "O meu é só para os banhos", explica. E dá resultado? A água sai quente? "Ai dá! Até dá para pelar as galinhas", responde. A vizinha, também Maria, mostra-se igualmente satisfeita com o investimento. Abre a torneira da cozinha para mostrar que a água sai a "escaldar". O contador instalado no local exibe mais de 70 graus.
Neste momento, na aldeia da Vila da Ponte, em Montalegre, são já 40 os painéis solares instalados. Metade são térmicos e a outra metade fotovoltaicos, ou seja, destinam-se à produção de energia que irá ser comprada pela EDP e integrada na rede de distribuição. Neste momento, Alcino Alves aguarda apenas uma última vistoria para começar a vender a energia que vai produzir a partir dos dispositivos colocados no telhado da própria casa. Entrará, assim, na restrita lista de pessoas que fazem microgeração, ou seja, consumidores que geram energia através com equipamentos de pequena escala. A inscrição nas vagas abertas pelo Governo é feita via Internet no portal "Renováveis na Hora". "Tive sorte. Mal fui aceite, o sistema fechou passados dois minutos", recorda. A quota de produção de Alcino é de 3,68 quilowatts.
Apesar dos apelos e incentivos constantes à protecção do ambiente, não foi por este motivo, nem por força da Lei (ver caixa), que a Vila da Ponte de transformou, por ventura, na aldeia com mais painéis solares por habitante. Foi graças aos apelos de um filho da terra que abriu, em Braga, uma empresa de comercialização e montagem deste tipo de sistema. João Alves decidiu começar a mostrar as vantagens dos peinéis na terra natal. Sobretudo, económicas. "Eu puxo sempre pela parte económica, mas mesmo assim não é fácil", lembra o jovem, que garante aos conterrâneos que gastem duas botijas de gás por mês, que conseguirão reaver o investimento em três anos. Para abastecer de água quente uma família de quatro pessoas, o sistema de painéis solares, instalação incluída, custa cerca de 2 mil euros. No entanto, cerca de um terço do investimento é dedutível em IRS. "É compensatório", conclui João Alves.
Menos dependente do petróleo e mais à mercê da generosidade do sol, à população da Vila da Ponte resta agora pedir que este brilhe com muita intensidade. Uma vantagem em relação às grandes cidades para que o sistema funcione melhor já tem: níveis de poluição muito inferiores.

(Fonte: Margarida Luzio)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

EDP Renováveis inaugura 12º parque eólico nos Estados Unidos

A EDP Renováveis, através da sua participada Horizon Wind Energy, inicia esta sexta-feira a produção de electricidade no parque eólico Pioneer Prairie, o primeiro do grupo no estado norte-americano do Iowa.
O parque terá uma capacidade instalada de 301 MW, dos quais mais de 200 estarão operacionais até ao final do ano, e representa o 12.º eólico da empresa nos Estados Unidos.
«Quando concluído, em 2009, as 182 turbinas Vestas instaladas no parque vão produzir o equivalente à electricidade consumida por um universo de 90 mil famílias no Iowa. A energia gerada será comercializada no mercado», esclarece a empresa em comunicado.
A entrada em operação do 12.º parque da Horizon nos Estados Unidos coincide com a abertura oficial do escritório de Minneapolis, no estado do Minnesota.
O Upper Midwest (Minnesota, Iowa, Minneapolis, North Dakota and South Dakota) detém quatro dos 10 estados com maior potencial para a produção de energia eólica, segundo estimativas da American Wind Industry Association (AWEA).
A presença do grupo nesta região iniciou-se em 2007 com a instalação do parque Prairie Star (100MW), no Minnesota, sendo agora reforçada com o Pioneer Prairie, no Iowa.
Dos mais de 11.000 MW que a Horizon detém actualmente em pipeline, cerca de 1.500 localizam-se no Upper Midwest.
Os Estados Unidos são já o maior produtor mundial de energia eólica, tendo ultrapassado a Alemanha, de acordo com a associação do sector, AWEA.
No final do primeiro semestre, a capacidade instalada nos Estados unidos atingia os 20.152 MW.

(Fonte: Agencia Financeira)

Siemens e E.ON firmam parceria para eólica

A Siemens Energy e a E.ON assinaram ruma parceria para a área da energia eólica. As empresas concordaram em trabalhar em conjunto para melhorar a performance de projectos eólicos a nível global, tornando-os fiáveis e amigos do ambiente.
Esta colaboração já inclui o fornecimento de 500 turbinas eólicas com uma capacidade total de 1150 MW à E.ON para novos projectos da empresa nos Estados Unidos e na Europa. As turbinas, que serão entregues em 2010 e 2011, vão incluir diversas combinações de alturas de torre e diâmetros de rotor. Cerca de 600 MW de capacidade destinam-se a projectos americanos e os restantes 550 MW serão utilizados em parques eólicos europeus.
Esta cooperação vai permitir a ambas as partes trabalhar no sentido de «melhorar a eficiência e reduzir os custos de manutenção das turbinas».

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Mais 570 pedidos apresentados para microprodução

A iniciativa «Renováveis na Hora» tem vindo a impulsionar a microprodução. Em 5 de Setembro, o último período que decorreu para apresentação de pré-registos, foram apresentados 570 pedidos, aos quais correspondeu uma potência de 1951 kW.
Nas cinco fases para pré-registos no Sistema de Registo da Microprodução, que decorreram desde 2 de Abril, foram apresentados 3312 pedidos no território continental, correspondentes a uma potência de 11 268 kW.
Todos estes pedidos são para o regime bonificado. O regime geral conta apenas com 27 pré-registos, que não ultrapassam os 102 kW.

(Fonte: Tânia Nascimento)

Produção de energia a partir das ondas arranca com projecto da Enersis

Chama-se Parque de Ondas da Aguçadora e é o primeiro parque de aproveitamento de energia a partir das ondas. O projecto da Enersis e da escocesa Ocean Power Delivery (OPD), localizado ao largo da Póvoa do Varzim, e que envolveu um investimento de mais de 8,5 milhões de euros, foi hoje inaugurado.
«Queremos que daqui a 15 anos a tecnologia que hoje é inaugurada seja muito importante», destacou o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.
Nesta primeira fase foram instaladas três máquinas Pelamis, com capacidade de 750 kW cada, num total de 2,5 MW, o que permitirá uma produção média anual de 7GWh. As máquinas estão a 5 km da costa, medem cerca de 50 metros de comprimento, com um perímetro de 3,5 metros, dos quais apenas um metro fica acima do nível da água.
De acordo com Rui Barros, da Enersis, as máquinas produziram a primeira electricidade em Julho deste ano. Até ao momento, o projecto esteve em testes, com as máquinas a serem instaladas e desinstaladas, já que há procedimentos próprios para cada uma das operações. Estiveram igualmente a ser resolvidas algumas avarias, nomeadamente nas amarras.

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Portugal vai ser pioneiro a nível mundial no aproveitamento da energia das ondas

Portugal é, a partir de hoje, o primeiro país do mundo a produzir, a sério, electricidade a partir das ondas. Há muitos protótipos em teste em vários pontos do globo. Mas o parque das ondas da Aguçadoura, que é hoje inaugurado ao largo da Póvoa de Varzim, é pioneiro na produção eléctrica numa escala pré-comercial, a partir de equipamentos produzidos industrialmente.
São três máquinas com tecnologia britânica, que oscilarão ao sabor das ondas, gerando electricidade que o fabricante diz ser suficiente para alimentar 1500 habitações.
O projecto da Aguçadoura arranca com uma pequena capacidade 2,25MW, equivalente à de um único aerogerador de um parque eólico. É uma migalha no bolo energético nacional.
Mas sair na frente pode ser decisivo para o país. "É claramente um projecto pioneiro", afirma António Sarmento, do Centro de Energia das Ondas, uma associação privada que estuda e promove esta forma alternativa de produzir electricidade.
O projecto da Aguçadoura é uma aposta do grupo Enersis, que se dedica às energias renováveis em Portugal (ver caixa) e que há alguns anos contratou uma nova tecnologia desenvolvida pela empresa Pelamis Wave Power, com sede na Escócia. A instalação dos equipamentos, prevista para 2006, sofreu sucessivos atrasos.
O primeiro acabou por ser colocado no seu posto, a cinco quilómetros da costa, apenas em meados de Julho passado. Uma segunda máquina foi instalada posteriormente. Ambas já estão a produzir electricidade. A terceira estará hoje ancorada no Porto de Leixões, para a cerimónia de inauguração. Depois, bastará rebocá-la e uni-la a um ponto de ligação, como uma ficha a uma tomada.

"O parque está operacional", afirma Rui Barros, responsável na Enersis pelo parque da Aguçadoura. O projecto prevê uma segunda fase, com mais 27 máquinas Pelamis, somando 20 MW. A empresa está a pensar mais alto e tem projectos para mais 550 MW ao longo da costa.
É mais do que os 330 MW que o Governo quer pôr à disposição de novos projectos pré-comerciais ou de demonstração, numa zona piloto para a energia das ondas, ao largo de São Pedro de Moel, Marinha Grande. Mas ainda não está operacional a entidade gestora que irá servir de interlocutor único para as empresas interessadas.
A entidade gestora possivelmente será uma sociedade a ser criada pela Rede Eléctrica Nacional. Os detalhes da concessão ainda não foram, porém, formalizados. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Economia e da Inovação, já está concluído um projecto de decreto-lei, que se encontra à espera de pareceres até ao final deste mês. "No início do mês de Outubro será iniciado o processo formal para aprovação do diploma em Conselho de Ministros", assegura o Ministério da Economia, numa nota enviada ao PÚBLICO.
A costa portuguesa tem potencial para a instalação de 5000 MW de potência em energia das ondas - 15 vezes a capacidade da zona piloto. Mas, para António Sarmento, do Centro de Energia das Ondas, o pontapé de partida com o projecto da Aguçadoura e a zona piloto "é um bom começo".
"Pode fazer diferença, dependendo do que o país conseguir fazer das iniciativas que estão a ser lançadas", diz António Sarmento. O desenvolvimento de novos projectos pode proporcionar não só a fabricação de componentes no país como o seu próprio desenvolvimento tecnológico, associado a patentes.
Além disso, as primeiras empresas a lançar-se, como agora a Enersis, estarão em melhores condições de abrir caminho no mercado. "Há aqui uma série de oportunidades, e a componente energia é apenas uma delas", diz Sarmento. Mas tudo isto, acrescenta o especialista, implica esforço em inovação, compartilhado entre empresas e o Estado.

Numa lista elaborada pelo Centro de Energia das Ondas, aparecem 62 possíveis tecnologias para o aproveitamento da energia das ondas. Algumas foram já testadas em Portugal, como a central de coluna de água oscilante da ilha do Pico, Açores, ou o sistema Archimedes, cujos ensaios deixaram um ponto de ligação eléctrica reaproveitado agora pelo projecto da Aguçadoura.
Em Peniche, está em curso uma nova experiência, da empresa portuguesa Eneólica. Um protótipo, com uma asa submersa que bascula com as correntes de fundo, foi alvo de testes em 2007 e 2008. Agora será instalada uma nova máquina, com três asas, numa escala piloto.
Os ensaios em Peniche aproveitam uma licença já existente, para a instalação de um megawatt de potência das ondas no local - fora da zona piloto da Marinha Grande.
Mas as atenções principais voltam-se agora para as máquinas Pelamis da Aguçadoura, que serão as primeiras a operar em contínuo, em regime pré-comercial, produzindo electricidade e injectando-a no sistema eléctrico nacional.
A empresa Pelamis Wave Power, detentora da tecnologia, tem dois outros projectos em curso no Reino Unido - na Escócia e na Cornualha -, mas num estádio menos avançado. "Esperamos construir mais máquinas dentro de alguns meses", afirma Max Carcas, director da empresa.
Um bom empurrão seria a segunda fase do projecto da Aguçadoura, que depende da Enersis. "Da nossa parte, gostaríamos de avançar o mais rapidamente possível", diz Max Carcas.

(Fonte: Ricardo Garcia)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sócrates: aposta nas renováveis é a estratégia certa

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu esta quinta-feira que a «forte aposta» de Portugal nas energias renováveis nos últimos três anos vai continuar, sublinhando que esta é a estratégia certa para fazer face ao «choque petrolífero» em curso.
«É absolutamente fundamental que o país tome consciência que não deve estar tão dependente do petróleo, e a melhor forma de reduzir essa dependência é aumentar a percentagem de electricidade baseada em energias renováveis, aproveitando a energia que podemos produzir aqui», avançou a «Lusa».
José Sócrates falava em Viana do Castelo, durante a cerimónia de lançamento da primeira de uma fábrica de pás de rotor da «Enercon», um investimento de 55 milhões de euros que criará 500 postos de trabalho e que integra um cluster eólico que aquela empresa alemã está a instalar no concelho.
Sócrates lembrou que nos dois anteriores choques petrolíferos «todos disseram» em Portugal que era preciso reduzir a dependência do petróleo, mas «nada se fez».
«Não estou disponível para que tudo volte a acontecer sem ninguém fazer nada. Ninguém nos perdoaria se, daqui a 15 ou 20 anos, aqui estivessem os actores da nova geração dizendo que vivemos o terceiro choque petrolífero e nada fizemos. Não quero que isso aconteça», afirmou.
O primeiro-ministro sublinhou a aposta nos últimos três anos na energia eólica e hídrica, garantindo que estes continuarão a ser os sectores que «puxarão» pela energia do país.
«Três anos depois, podemos dizer que Portugal está numa situação no Mundo que nos coloca no conjunto de países mais evoluídos em termos de energias renováveis», frisou.
O chefe do Governo disse ainda que esta aposta nas energias renováveis é também «essencial» para a modernização da indústria e da economia do país, apontando como exemplo o cluster que a Enercon está a instalar em Viana do Castelo.

(Fonte: Lusa)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Offshore marcará crescimento português na eólica depois de 2015

Portugal terá de investir nos parques eólicos offshore de modo a fazer face ao decréscimo de instalação de energia eólica que se começará a verificar em 2015. Quem o diz é Ana Estanqueiro, directora da unidade de energia eólica e dos oceanos do Instituto de Engenharia, Tecnologia e Inovação, que participou no seminário sobre energia eólica offshore, promovido pela Embaixada Britânica, e que decorreu esta manhã no Centro Cultural de Belém.
Segundo a investigadora, numa primeira fase será possível instalar cerca de 3500 MW de potência eólica offshore com tecnologia convencional. A costa norte de Portugal, principalmente Viana do Castelo e Porto, tem a 40 metros de profundidade um potencial de 500 MW. Já no centro, entre Peniche e Cascais, esse potencial pode chegar aos 700 MW, sendo que a zona da Figueira da Foz pode representar 100 MW, e a zona de Lisboa poderá disponibilizar 1000 MW. Numa segunda fase, a especialista refere que será necessário recorrer a tecnologia flutuante para o deep offshore, a instalar a pelo menos 40 metros de profundidade.
O evento reuniu várias empresas e associações da Grã-Bretanha que se dedicam à energia eólica offshore, tanto ao nível do projecto, como da construção, manutenção, investimento e investigação. Os oradores salientaram as oportunidades que se abrem às empresas portuguesas que queiram ser parceiros ou investidores nesta área na Grã-Bretanha, uma vez que foi lançada uma terceira fase de disponibilização de locais pelo governo britânico, com vista à instalação de parques eólicos deep offshore.
De acordo com alguns dos oradores, o Reino Unido beneficia da experiência obtida com as plataformas de petróleo e gás natural, e a Escócia tem mesmo 25 por cento do potencial europeu de energia eólica offshore. Até 2020 a expectativa é chegar à instalação de 25 GW de energia eólica offshore.

(Fonte: Sofia Vasconcelos)

Martifer entra no mercado eólico da Bulgária

A Martifer passa a estar presente no mercado eólico da Bulgária, através da búlgara Vesto, detida a 100 por cento pela Martifer Renewables. A empresa vai avançar com um parque eólico de 12,6 MW na região nordeste do país, cuja construção deverá arrancar já no próximo ano e estima-se que a produção anual atinja os 70 mil MWh.
«Além deste projecto a Vesto está a analisar a possibilidade de desenvolvimento de vários projectos naquela região com vista à exploração de futuros parques eólicos», adianta a Martifer em comunicado.
De acordo com a NEK, empresa eléctrica búlgara, «16 por cento do consumo energético do país deve, a curto prazo, começar a ser produzido a partir de fontes renováveis», informa a Martifer, referindo ainda que, no final de 2007, a Bulgária tinha 29 MW de projectos eólicos em operação e 700 MW em fase de licenciamento. Para atingir o objectivo estabelecido pela NEK a Bulgária deverá instalar 1450 MW de parques eólicos, implicando a duplicação da actual capacidade de produção, o que representa para a Martifer «uma enorme oportunidade de expansão na Europa».
Além da Bulgária, a Martifer já tem presença nos mercados de Portugal, Alemanha, Espanha, Polónia, Roménia, Eslováquia, Ucrânia, Estados Unidos e Brasil. O total de projectos da Martifer em carteira, a partir de fontes de energia renováveis, soma já mais de 3300 MW.

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Pelamis lançado na próxima semana

O projecto da Enersis para a energia das ondas, constituído por três máquinas da tecnologia Pelamis, irá começar a funcionar em pleno na semana que vem, anunciou Manuel Pinho, ministro da Economia, na conferência «Inovação e Energias Renováveis», que teve lugar hoje em Lisboa.
De acordo com Rui Barros, da Enersis, as máquinas produziram a primeira electricidade em Julho deste ano. Até ao momento, o projecto esteve em testes, com as máquinas a serem instaladas e desinstaladas, já que há procedimentos próprios para cada uma das operações. Estiveram igualmente a ser resolvidas algumas avarias, nomeadamente nas amarras.
O projecto será instalado ao largo de Póvoa do Varzim, sendo a potência a instalar nesta fase de 2,5 MW, ou seja, três máquinas da tecnologia Pelamis, de 750 kW cada, num investimento de 9 milhões de euros. Até 2009 a Enersis contava pôr em funcionamento mais duas máquinas da mesma potência, que exigem um investimento adicional de 5 milhões de euros.
No mesmo ano a Enersis e a sua parceira tecnológica escocesa, a Ocean Power Delivery, preparam os testes no mar para alcançar os 20 MW, o que poderá equivaler à instalação de mais 28 máquinas de 750 kW cada, ou de 20, cada uma com 1 MW.

(Fonte: Sofia Vasconcelos)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Paisagem condiciona instalação de parques eólicos

Os parques eólicos estão a alterar a paisagem de muitas localidades portuguesas. A potência eólica instalada, no final de Junho de 2008, situava-se em 2526 MW e distribuía-se por 161 unidades, de acordo com os dados mais recentes da Direcção-Geral de Energia e Geologia. A presença imponente de torres e aerogeradores vai intensificar-se nos próximos anos, devendo atingir os 5700 MW em 2012.
O facto de os locais de maior potencial eólico se situarem em cumeadas de serras, integradas em áreas protegidas ou sítios da Rede Natura 2000, tem vindo a chamar a atenção para os impactes ambientais desta fonte de energias renováveis, com destaque para o impacte paisagístico. Esta situação veio trazer maior exigência à avaliação ambiental dos parques eólicos, por exigir a justificação da compatibilidade entre a aptidão para a conservação e os impactes induzidos pelo projecto.
Não será de estranhar que, desde 2000, 20 das 113 ocorrências (17,7 por cento) de processos de AIA que apresentaram desconformidade de EIA digam respeito à instalação de parques eólicos. De qualquer forma, alerta António Sá da Costa, presidente da Apren, essa “sentença” significa que «o estudo tem deficiências ou está mal instruído. Mas a maior parte dos resultados dos estudos são favoráveis condicionados». Ou seja, o projecto pode avançar, mas cumprindo diversas exigências de minimização de impactes ambientais.
Da lista da Agência Portuguesa do Ambiente, das 112 ocorrências de processos de AIA da área da energia, 65 (58 por cento) são projectos de aproveitamentos eólicos. Só este ano estão indicados 8 parques. O exemplo mais recente, cuja decisão remonta a 14 de Agosto, é o da ampliação do Parque Eólico do Passarinho, do proponente Empreendimentos Eólicos Verde Horizonte.

Apesar da oposição à instalação de parques eólicos em zonas sensíveis, como áreas protegidas ou Rede Natura 2000, existe ainda um elevado potencial eólico por explorar nesses locais, acredita Luís Antunes, country manager da empresa Airtricity. O Parque de Montesinho, para onde a empresa irlandesa tem planos, é apenas um dos exemplos. «Do lado de cá ainda não há nada, mas do lado de lá da fronteira os espanhóis já estão a aproveitar o vento gerado na região», lembra o responsável.
Outra região a explorar é a Serra do Marão, o que levou a empresa irlandesa a assinar um acordo com a Hispano Lusa, do qual resultará a constituição da empresa Airtricity Marão, que será detida em 90 por cento pela Airtricity. A nova empresa será responsável pelo desenvolvimento de oito potenciais parques eólicos, cuja potência a instalar poderá rondar os 150 MW, nos municípios de Baião, Amarante e Mondim de Basto. «Há ali um raio de 5 a 10 km que tem um potencial enorme. Mas existem outras zonas com grande potencial, até fora da área protegida», afirma.
No mesmo sentido, Sá da Costa lembra que todas as zonas onde haja vento são interessantes, independentemente de estarem ou não em áreas protegidas. «Resta saber se os terrenos estão disponíveis e a que distância se encontra a subestação», diz.
Existência de linhas de alta tensão condiciona instalação
Para Aníbal Fernandes, presidente da Eneop, o potencial eólico, além do vento, tem de ter também em conta a proximidade da instalação de linhas de alta tensão. É por esta razão que afirma que «não há muito mais por explorar em termos eólicos». O especialista defende antes a substituição das máquinas antigas por novas. Desta forma, consegue-se mais potência com menos equipamentos.
A instalação de parques eólicos em áreas sensíveis, defende Hélder Spínola, presidente da Quercus, deve ser analisado caso a caso. «Nas áreas protegidas e na Rede Natura 2000 é necessário um cuidado acrescido. É preciso ter noção do potencial eólico em todo o território nacional para saber se não haverá outras áreas com igual potencial em zonas menos sensíveis», acrescenta o presidente da associação ambientalista, advogando também que se dê atenção às instalações offshore.

(Fonte: Tânia Nascimento)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

EDP Renováveis vai investir 3 mil milhões de euros em Espanha

A EDP Renováveis prevê investir 500 milhões de euros na Andaluzia e 3 mil milhões em Espanha, disse hoje o CFO da empresa portuguesa, Rui Teixeira, numa conferência sobre investimentos hispano-luso.
Rui Teixeira avançou que o investimento da participada da Energias de Portugal na província da Andaluzia deverá ser de 500 milhões de euros, em projectos de energias renováveis até 2012. Em Espanha, o investimento da EDP Renováveis deverá atingir os 3 mil milhões de euros, disse o responsável citado pela agência EFE.
O CFO da EDP Renováveis frisou que estes investimentos estão sujeitos às autorizações que forem concedidas para a construção de parques eólicos e elogiou a fixação de regras para a adjudicação da exploração dos parques eólicos levada a cabo pela Junta da Andaluzia.

(Fonte: Jornal de Negócios Online)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Martifer constrói fábrica de torres eólicas no Texas

A Martifer vai iniciar este mês a construção de uma fábrica de torres eólicas, nos Estados Unidos. Localizada na cidade de San Angelo (Texas), esta é a segunda fábrica de torres eólicas que o grupo Martifer constrói, num espaço de 4 anos, representando um investimento que ronda os 40 milhões de dólares. O pacote de incentivos atribuídos pelo Estado do Texas, de 945 mil dólares, foram «determinantes para a Martifer se decidir pelo Texas para a localização desta unidade», justifica a Martifer.
A empreitada deverá estar concluída no segundo semestre de 2009 e para 2013 calcula-se a uma capacidade de produção anual de 400 torres. «Esta fábrica será a alavanca da actividade da Martifer Energy Systems nos Estados Unidos, um novo mercado para a área de negócio dos equipamentos para energia e uma enorme oportunidade para a expansão das actividades de fornecimento de parques eólicos chave-na-mão, alinhando com as restantes áreas de negócio do grupo na estratégia definida para este segmento», conclui.

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Registo das instalações consumidoras intensivas de energia até 15 de Outubro

As empresas e operadores de instalações consumidoras intensivas de energia (CIE), com consumos anuais iguais ou superiores a 500 toneladas equivalentes de petróleo (500/tep/ano), têm de efectuar o registo online em www.adene.pt até dia 15 de Outubro, de acordo com o quadro legal para a eficiência energética.
Esta obrigatoriedade resulta do Decreto-Lei n.º71/2008, publicado em 15 de Abril, que regula o Sistema de Gestão dos Consumos Intensivos de Energia (SGCIE), uma das medidas previstas no PNAEE – Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (2008-2015).
O SGCIE vigora desde 15 de Junho de 2008 para todos os sectores de actividade com incidência na indústria e tem como objectivo promover a eficiência energética no parque empresarial português, através da utilização de fontes de energia renováveis e de recursos endógenos.
Para tal, o SGCIE define um conjunto de medidas regulamentares, a ser implementado nas instalações CIE após a primeira fase de registo no site da Agência para a Energia (Adene). É, assim, obrigatória a realização de auditorias energéticas periódicas e a elaboração de Planos de Racionalização dos Consumos de Energia e dos respectivos Relatórios de Execução e Progresso.

(Fonte: Portal Ambiente)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

WS Energia ultima comercialização de novo produto

O sistema DoubleSun tem sido o trunfo para a empresa responsável pelo seu desenvolvimento, a WS Energia, que venceu a edição de 2006 do Concurso Nacional de Inovação do Banco Espírito Santo. A partir de Novembro, a empresa iniciará a comercialização do seu novo sistema, que passará a ter mais um módulo fotovoltaico, ou seja, cinco no total.
Na área da microgeração, o objectivo é chegar ao final do ano com mais de 100 instalações concretizadas. «Até Julho tínhamos 60 instalações, mas esperamos duplicar este número até ao final de 2008, o que equivalerá a 300 DoubleSun», afirma ao AmbienteOnline João Wemans, um dos responsáveis pela empresa.
Em resposta à solicitação nacional recente na área da microgeração, a WS Energia tem registado um forte interesse nos seus sistemas de seguimento e concentração solar de alta tecnologia e rentabilidade. Quando foi fundada, em 2006, a empresa estava muito virada para o mercado internacional, uma situação que se alterou a partir de Novembro de 2007, com a publicação do decreto-lei da microgeração. Agora, cerca de 50 por cento da sua produção é destinada ao mercado nacional, sendo a outra metade dirigida para as grandes centrais fotovoltaicas.

(Fonte: Tânia Nascimento)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

EDP renováveis lança parque eólico de 120 MW na Polónia

A EDP Renováveis lança hoje a primeira pedra de um novo parque eólico em Margonin, na região de Wielkopolska, na Polónia. Este será o primeiro de vários investimentos planeados pela empresa no sector das energias renováveis para a Polónia, Europa de Leste e Europa Central.
O parque eólico de Margonin, com uma capacidade instalada de 120 MW, será constituído por 60 turbinas, fornecidas pela Gamesa, e irá produzir anualmente cerca de 260 000 Mwh de electricidade, o equivalente ao consumo médio de mais de 50 mil famílias.
A primeira fase, com 20 MW de capacidade instalada, estará concluída até ao final de 2008. A conclusão da segunda fase, com 100 MW, está prevista para o primeiro semestre de 2010. Quando terminado, Margonin estará entre os maiores parques eólicos da Europa Central e de Leste.
Adicionalmente, a EDP Renováveis, que tem cerca de 1 GW em desenvolvimento naquele país, incluindo o parque eólico de Margonin, considera a Polónia um dos seus principais mercados estratégicos.

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Parque eólico nos Açores evita emissão de 9000 toneladas de CO2 anuais

Cerca de cinco por cento da energia eléctrica consumida, anualmente, na ilha Terceira, vai passar a ser fornecida pelo parque eólico da Serra do Cume, ontem inaugurado. O investimento de 5,7 milhões de euros da Empresa de Electricidade dos Açores (EDA), evitará o consumo anual de 2 400 toneladas de fuelóleo e de 19 toneladas de óleo lubrificante, evitando igualmente a emissão para a atmosfera de 9000 toneladas de dióxido de carbono.
A nova infra-estrutura, que se insere no âmbito do plano de desenvolvimento das energias renováveis da EDA e do plano estratégico para a energia nos Açores, dispõe de cinco aerogeradores, de 900 kW, perfazendo uma potência global instalada de 4,5 MW e uma produção anual de cerca de 12 GWh. O objectivo do Governo dos Açores é que infra-estruturas como estas ajudem a cumprir a meta estabelecida no plano estratégico para a energia nos Açores. De acordo com Carlos César, presidente do Executivo açoriano, que apresentou ontem as medidas a implantar no âmbito deste plano, «cerca de 40 por cento do consumo de energia primária na região deverá ser, dentro de dez anos, de origem renovável».

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Açores querem aumentar quota das renováveis através dos transportes

Cerca de 30 por cento da electricidade produzida nos Açores tem origem em fontes de energia renovável. Mas o arquipélago quer mais. O objectivo, vertido no plano estratégico para a energia dos Açores, é aumentar essa quota através do sector dos transportes.
O Governo quer «assegurar que, dentro de 10 anos, um terço da frota de autocarros e táxis da região seja constituída por veículos híbridos, híbridos plug-in e eléctricos», sublinha o Governo dos Açores em comunicado.
Para aumentar a injecção de renováveis na rede eléctrica, o executivo deste arquipélago também tem em curso investimentos na geotermia, designadamente na Terceira, e na implantação de parques eólicos e mini-hídricas. Dados do Serviço Regional de Estatística referem que as fontes renováveis garantiram, entre Janeiro e Junho, uma produção acumulada de 109 908 MWh, dos quais 87 935 de origem geotérmica. Com efeito, na primeira metade do ano a produção eléctrica açoriana registou um aumento de 2,1 por cento, passando de 388 296 para 396 637 MWh. Recorde-se que cerca de 28 por cento da electricidade produzida nos Açores durante este período foi assegurada com recurso a centrais geotérmicas e aproveitamentos hídricos e eólicos.
O próximo investimento a ser inaugurado é um parque eólico, cuja capacidade de produção anual é de 10 GWh. Este projecto representou um investimento de 5,8 milhões de euros e integra cinco aerogeradores com uma potência unitária de 900 kW.

(Fonte: Portal Ambiente)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Enercon inicia produção de torres eólicas

A Enercon, empresa alemã que está a instalar um cluster eólico em Viana do Castelo, começou a produzir torres de betão para os geradores que irão servir vários parques eólicos de Portugal. Programada para o mês de Setembro, a produção avança agora na fábrica de 12 mil metros quadrados, que está instalada no parque empresarial da Praia Norte, onde está também uma outra de pás de rotor da mesma empresa.
A fábrica, cuja produção irá permitir a construção mensal de 20 torres de betão com 83 metros de altura, emprega 100 trabalhadores e implicou um investimento de 21,7 milhões de euros. Para Outubro, está previsto o início da laboração da fábrica de mecatrónica situada no Parque Empresarial de Lanheses, completando assim o cluster eólico da Enercon que o Governo Português classificou como PIN (Projecto de Potencial Interesse Nacional).
A primeira fábrica da Enercon em Viana do Castelo, a funcionar desde Novembro de 2007, tem vindo a aumentar progressivamente a sua produção, atingindo actualmente as dez pás de rotor por semana. Em breve, deverá atingir as 15 pás de rotor semanais. Por isso, da fábrica de Viana do Castelo estão a sair estes equipamentos para diversos parques eólicos nacionais, como é o caso do da Serra da Gardunha, em Castelo Branco.
O investimento total do cluster eólico de Viana do Castelo, pertencente ao grupo que integra ainda a EDP, a Finerge, a Generg e a TP – Térmica Portuguesa, ronda os 1700 milhões de euros e criará cerca de 2000 postos de trabalho, para além de várias empresas subsidiárias ou de actividades associadas.

(Fonte: Portal Ambiente)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Martifer Renewables entra no mercado eólico brasileiro

A Martifer Renewables detém agora uma participação de 55 por cento na brasileira Ventania, empresa de projectos de geração eléctrica a partir de fontes de energia renovável. O investimento nesta participação de controlo na Ventania, que ascenderá a 6,9 milhões de euros, formaliza a entrada da Martifer Renewables no mercado brasileiro.
A Ventania detém dois parques eólicos com cerca de 14 MW no nordeste do Brasil, os quais deverão entrar em operação em Outubro. Estima-se que estes parques atinjam uma produção anual de cerca de 61 200 MWh. Aliado a isso, esta empresa ainda está a desenvolver um porta-fólio de projectos de cerca de 350 MW.
Com este novo mercado, a Martifer Renewables está presente em Portugal, Alemanha, Espanha, Polónia, Roménia, Ucrânia, Estados Unidos e Brasil. O total de projectos da Martifer Renewables em operação e em desenvolvimento corresponde a cerca de 3 300 MW.

(Fonte: Portal Ambiente)