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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Consumo de energia cresce na Sonae Distribuição

Clarabóias do tipo solartube, regulação automática do fluxo luminoso das lâmpadas, painéis fotovoltaicos, colectores solares e lâmpadas de tecnologia LED foram algumas das medidas introduzidas em 2007 pela Sonae Distribuição, para reduzir o seu consumo de energia.
Ainda assim, em 2007, o consumo de energia eléctrica da empresa foi de 319 Gwh, mais cerca de 15 por cento do que no ano anterior, que correspondeu a uma emissão de 155 234 toneladas de CO2 equivalente. Esta é, de resto, uma tendência que se verifica desde 2004.
De acordo com o relatório de sustentabilidade da Sonae Distribuição, lançado este mês, a evolução dos consumos de energia eléctrica, nos últimos 4 anos, «reflecte o ciclo de expansão da empresa e as necessidades crescentes da sua utilização para melhoria do conforto térmico e luminoso das instalações, bem como para a produção de frio para a conservação dos produtos alimentares».
Apesar daquelas condicionantes, acrescenta, «temos conseguido compensar a tendência de crescimento dos consumos dos últimos anos, mantendo estabilizado o indicador do consumo por m2».

Menos resíduos para aterro
Em 2007, a Sonae Distribuição gerou cerca de 46 170 toneladas de resíduos. Os principais tipos de resíduos são o cartão e os resíduos sólidos urbanos que, no seu conjunto, representaram 89 por cento da produção total.
Comparativamente ao ano de 2006, registou-se uma redução das percentagens de resíduos enviados para aterro ( menos 4 por cento) e para incineração (menos 1 por cento) e um acréscimo das percentagens de resíduos enviados para reciclagem (mais 4 por cento) e para compostagem (mais 1 por cento).
O ano de 2007 fica ainda assinalado por um forte crescimento dos quantitativos de resíduos enviados para reciclagem (mais 22 por cento relativamente a 2006) e pelo início da recolha e envio de resíduos equipamentos eléctricos electrónicos (REEE) para reciclagem.

(Fonte: Tânia Nascimento)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

PPEC 2007 promove poupanças de 46 milhões de euros

As iniciativas de eficiência energética implantadas no segmento residencial e da indústria, no âmbito do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Eléctrica de 2007 (PPEC), permitiram poupanças de energia eléctrica, com um benefício social de 46 milhões de euros.
Promovido pela ERSE, as 26 medidas do PPEC 2007 permitiram poupar o equivalente ao consumo anual de 165 mil famílias.
O valor das poupanças de energia eléctrica acumuladas, resultantes da implantação das medidas do PPEC 2007 no segmento residencial, é de 275 GWh (ou 104 mil toneladas de CO2), o que equivale ao consumo anual de 100 mil famílias.
Neste segmento, incentivou-se a utilização de 900 000 lâmpadas fluorescentes compactas (LFC) e de 7000 frigoríficos eficientes (classe A/A+), ultrapassando os valores inicialmente perspectivados (550 mil lâmpadas e 5 500 frigoríficos). Para esta vertente estima-se um benefício social de 26 milhões de euros.
No sector da indústria, o valor das poupanças de energia eléctrica acumuladas, resultantes da aplicação das medidas é de 184 GWh (ou 68 mil toneladas de CO2), o que equivale ao consumo anual de 65 000 famílias. Estas poupanças apresentam um benefício social de 20 milhões de euros.

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Registo das instalações consumidoras intensivas de energia até 15 de Outubro

As empresas e operadores de instalações consumidoras intensivas de energia (CIE), com consumos anuais iguais ou superiores a 500 toneladas equivalentes de petróleo (500/tep/ano), têm de efectuar o registo online em www.adene.pt até dia 15 de Outubro, de acordo com o quadro legal para a eficiência energética.
Esta obrigatoriedade resulta do Decreto-Lei n.º71/2008, publicado em 15 de Abril, que regula o Sistema de Gestão dos Consumos Intensivos de Energia (SGCIE), uma das medidas previstas no PNAEE – Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (2008-2015).
O SGCIE vigora desde 15 de Junho de 2008 para todos os sectores de actividade com incidência na indústria e tem como objectivo promover a eficiência energética no parque empresarial português, através da utilização de fontes de energia renováveis e de recursos endógenos.
Para tal, o SGCIE define um conjunto de medidas regulamentares, a ser implementado nas instalações CIE após a primeira fase de registo no site da Agência para a Energia (Adene). É, assim, obrigatória a realização de auditorias energéticas periódicas e a elaboração de Planos de Racionalização dos Consumos de Energia e dos respectivos Relatórios de Execução e Progresso.

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Brisa investe 7,2 milhões de euros em ambiente

A componente ambiental tem sido uma prioridade para a Brisa. Actualmente, esta vertente é suportada por um sistema de gestão ambiental que controla todas as fases da actividade da empresa, gerando um investimento total de 7,2 milhões de euros na área do ambiente só em 2007, ressalta o relatório de sustentabilidade da empresa.
Em 2007, a Brisa deu particular atenção à biodiversidade, uma área crítica para a sua actividade. A título de exemplo, definiu uma declaração de política de biodiversidade e desenvolveu uma nova estratégia assente em seis parcerias, que contemplam o desenvolvimento de acções de investigação e educação, integradas na dinâmica da empresa.
Relativamente a outros indicadores, a empresa conseguiu reduzir o consumo de electricidade, que passou de 109 248 gigajoules, em 2006, para 98 662 gigajoules, em 2007. A mesma tendência foi verificada ao nível dos combustíveis. O consumo passou de 116 666 gigajoules, em 2006, para os 101 560, no ano transacto.
Ao nível do consumo de água, houve um acréscimo de 38 339 metros cúbicos (m3), atingindo, no ano transacto, os 248 614 m3.
Em 2007, foi criado um Grupo de Trabalho de Eficiência Energética, do qual resultaram diversas iniciativas. É o caso do projecto telemática, que contempla a instalação de painéis de energia solar como fonte de energia para o equipamento de telemática ao longo da rede. Em 2007, esta solução foi adoptada em postos SOS e em equipamentos de suporte ao sistema de telemática rodoviária.
A empresa tem também em curso o projecto energia eólica, para tornar a rede de lojas Brisa e Via Verde autónomas em termos de energia, através da instalação de micro-eólicas. Esta solução encontra-se já operacional na loja de Oeiras.

(Fonte: Tânia Nascimento)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Nova geração de lâmpadas permite poupar mais energia

A nova geração de lâmpadas já se encontram à venda e permitem um consumo de energia inferior a dois watts desde que usadas em locais adequados nas habitações portugueses. Esta nova tecnologia vai permitir uma poupança geral de quase 5.6 milhões de euros anuais.
De acordo com a engenheira do ambiente, Filipa Alves, o recurso aos “ledes” nos moldes adequados levaria à poupança de 47.2 milhões de quilowatts/hora (kwh) por ano, quase a energia consumida num concelho como Bragança, com cerca de 35 mil habitantes, onde se consomem anualmente 48.5 milhões de kwh.
Deste modo, esta poupança corresponderia a 5.6 milhões de euros anuais, aliada a uma duração de 13 meses ininterruptamente. Há “ledes” que duram mais de 27 meses consecutivamente ligados.

(Fonte: Correio da Manhã)

terça-feira, 24 de junho de 2008

ANA regista aumento de emissões e consumo de electricidade

Em 2007, o total de emissões da ANA – Aeroportos de Portugal correspondestes ao consumo de electricidade e gás natural cresceu 16 por cento relativamente a 2006, de acordo com o relatório de sustentabilidade da empresa, publicado recentemente. Com efeito, passou de 28,6 mil toneladas para 33,1 mil toneladas.
«O aumento das emissões de gases com efeito de estufa correspondentes ao consumo de electricidade corresponde não só ao aumento de consumo de electricidade por parte da ANA como a uma menor eficiência da rede eléctrica», explica a empresa no documento.
Quanto ao consumo de energia directa também se verificou um ligeiro aumento. No ano passado, foram consumidos 220 terajoules de electricidade, mais 2 por cento que em 2006. Ao nível do gás natural verificou-se um aumento de 6 por cento, passando-se de 76 para 80 terajoules.
Os consumos de electricidade registados nos aeroportos da ANA decorrem essencialmente da climatização e iluminação das infra-estruturas aeroportuárias. Os principais consumos aparecem associados à aerogare, às pistas e placas de estacionamento de aeronaves.

(Fonte: Tânia Nascimento)

terça-feira, 13 de maio de 2008

CE quer melhorar eficiência energética através das TIC

A Comissão Europeia (CE) revelou que pretende promover a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação para melhorar a eficiência energética de todos os sectores da economia europeia.
Em comunicado a CE explica que através das tecnologias é possível alcançar «um comportamento mais ecológico» e caso seja «amplamente adoptado, reduzirá em grande escala a pegada de carbono da Europa».
O plano da instituição passa por incentivar o sector das TIC «a liderar a redução das suas próprias emissões de CO2 e a identificar e criar soluções que beneficiem toda a economia».
A CE dá como exemplo a criação de servidores que tenham um consumo de energia idêntico ao de uma lâmpada normal, o que poderá permitir poupanças de até 70 por cento em energia.
Para Viviane Reding, Comissária para a Sociedade da Informação e Media, «a investigação e a rápida adopção de soluções inovadoras e que consumam pouca energia no âmbito das tecnologias da informação e das comunicações vão ser fundamentais para reduzir as emissões em todos os sectores económicos».
O Executivo europeu alerta para o facto de se não forem tomadas medidas, o consumo de energia no espaço comunitário poderá aumentar cerca de 25 por cento até 2012, sublinhando que «a promoção de um mercado de vanguarda para essas tecnologias de grande eficiência energética pode ser também uma potencial fonte a longo prazo de competitividade, crescimento e emprego».

(Fonte: www.i-gov.org)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Adene gere novo sistema de gestão dos consumos intensivos de energia

A Agência para a Energia (Adene) vai fazer a gestão operacional do Sistema de Gestão dos Consumos Intensivos de Energia (SGCIE), aplicável a todos os sectores de actividade. Esta acção tem conta com a supervisão e fiscalização da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).
A responsabilidade da Adene passa por assegurar o funcionamento do sistema, organizar e manter o registo das instalações consumidoras intensivas de energia (CIE), receber os Planos de Racionalização dos Consumos de Energia (PRCE), e analisar os pedidos de credenciação de técnicos ou entidades, bem como acompanhar todas as actividades dos operadores e técnicos. A operacionalização do SGCIE, no âmbito do Decreto-Lei n.º 71/2008, é uma das medidas do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética que «permitirá obter economias de energia de cerca de 500 mil toneladas equivalentes de petróleo/ano», informa a Adene em comunicado.
O referido diploma define quais as instalações consideradas CIE e alarga o âmbito de aplicação do anterior regulamento a um maior número de empresas e instalações, com vista ao aumento da sua eficiência energética. Estabelece ainda um regime diversificado e administrativamente mais simplificado para as empresas vinculadas a compromissos de redução de emissões de CO2 no quadro do Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão, concretiza a Adene. (PNALE).
As instalações CIE estão ainda obrigadas à realização periódica de auditorias energéticas, com o objectivo último de promover o aumento da eficiência energética. O diploma prevê também que as empresas elaborem e executem os PRCE, mediante acordos com a DGEG. «Estes acordos contemplam objectivos mínimos de eficiência energética e associam o respectivo cumprimento à obtenção de incentivos ou aplicação de penalidades», completa a mesma fonte.

(Fonte: Portal Ambiente)

Responsável da Agência Internacional pede "revolução energética" para evitar desastre ambiental

O director-executivo da Agência Internacional da Energia (AIE), Nabuo Tanaka, pediu hoje, em Roma, uma "revolução energética" para evitar "resultados desastrosos" ao meio ambiente se a política actual não mudar.
Falando na abertura do 11º Fórum Internacional da Energia (IEF, em inglês), que decorre até terça-feira em Roma, Itália, Nabuo Tanaka anunciou que a Agência elaborou um relatório que delineia as acções necessárias para reduzir as emissões de dióxido de carbono (Co2) em 50 por cento até 2050.
O documento será apresentado na cúpula do Grupo dos países mais industrializados do mundo G8 (Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia) em Hokkaido, no Japão, em Julho próximo, mas o director-executivo da AIE sublinhou que alcançar o citado objectivo exigiria "enormes quantidades" de investimento.
"Só na captura e armazenamento de carvão, precisaríamos de construir pelo menos 20 unidades até 2020, com um custo de 1,5 mil milhões de dólares cada", avançou.
O responsável sublinhou que "se as políticas actuais não mudarem", a AIE calculou que o uso de combustíveis fósseis continuará sendo a fonte prioritária de energia nos próximos 30 anos.
Até 2030, a procura de energia crescerá mais de 100 por cento, avançou o responsável, especialmente devido à China e à Índia, que juntos serão responsáveis por cerca de 45 por cento do aumento do consumo energético.
Isso elevará em 57 por cento as emissões que provocam o aquecimento do planeta, e aumentará a insegurança energética, segundo as estimativas do documento da AIE.
"Estes resultados desastrosos seriam obtidos enquanto 1,6 mil milhões de pessoas continuariam sem acesso à electricidade", disse o principal responsável da agência internacional.
No entanto, afirmou que "estas sentenças não estão gravadas em pedra", e que "é possível mudá-las", se os Governos aplicarem políticas e medidas para reduzir significativamente a procura de combustíveis fósseis e emissões poluentes.
Nabuo Tanaka considerou também essencial aprofundar o diálogo entre os produtores e consumidores de energia para enfrentar os desafios do futuro.
A segurança e futuro energéticos e o desenvolvimento sustentável de energia são os principais temas em debate durante o maior encontro de ministros do sector energético a nível mundial.

(Fonte: Lusa)

terça-feira, 15 de abril de 2008

Plano Nacional para a Eficiência Energética prevê a redução de energia em dez por cento até 2015

O Plano Nacional para a Eficiência Energética prevê a redução do consumo de energia em dez por cento até 2015 e será aprovado na próxima semana, anunciou hoje o primeiro-ministro, durante o debate quinzenal no Parlamento.José Sócrates declarou que ainda este mês ficará disponível o Fundo para as Energias Renováveis, que envolverá cerca de 70 milhões de euros. Este fundo destina-se a "apoiar projectos apresentados por múltiplas entidades e a promover a formação avançada no domínio da eficiência energética e das energias renováveis". Em relação ao Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética, Sócrates referiu que a poupança dos consumos na ordem dos dez por cento, até 2015, "permitirá ultrapassar a meta da União Europeia". Segundo o primeiro-ministro, a estratégia "contará com os contributos dos vários sectores de actividade, com o Estado a liderar em termos de eficiência, com uma economia induzida de cerca de 12 por cento". Perante os deputados, o primeiro-ministro aproveitou também para fazer um breve balanço da política de energia seguida pelo Governo ao longo dos últimos três anos. De acordo com Sócrates, nos últimos três anos, o seu executivo "resolveu crises nas empresas participadas pelo Estado, dando-lhes orientações claras", razão pela qual "hoje têm estabilidade accionista e condições de concorrência aberta e leal". "Estabelecemos parcerias internacionais estratégicas no aprovisionamento de petróleo e gás natural; desenvolvemos infra-estruturas de armazenamento e transporte do gás natural e reforçámos a capacidade de interligação eléctrica com Espanha", sustentou o chefe do Governo. Ainda na perspectiva de Sócrates, desde 2005, Portugal "acelerou o processo de liberalização do mercado e concretizou efectivamente o MIBEL, que se tornou o segundo mercado regional a ser criado na Europa". "Este Governo adoptou uma política tarifária que defende os consumidores" e "dinamizou a iniciativa empresarial no sector, com o lançamento de sucessivos concursos para a energia eólica, energia hídrica e para a construção de quatro centrais de ciclo combinado", acrescentou.

(Fonte: Jornal Público)