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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Suécia é inspiração para Portugal nas renováveis

«A Suécia é uma fonte de inspiração para Portugal», afirmou o ministro da Economia, Manuel Pinho, na abertura do simpósio sobre energias renováveis na Suécia e em Portugal, que decorreu ontem, no Museu da Electricidade, por ocasião da visita de Estado dos reis da Suécia a território português.
Segundo Manuel Pinho, o simpósio, que contou com a presença do rei Carlos XVI Gustavo, «é a melhor maneira de mostrar a importância das renováveis para os dois países». Já segundo António Mexia, presidente executivo da EDP, Portugal e Suécia são os dois países europeus que lideram a «revolução» nas energias renováveis, e esta é um oportunidade de troca de experiência.
Presente na iniciativa, Andreas Carlgren, ministro do Ambiente sueco, relembrou que, há cerca de 50 anos, a Suécia deparou-se com problemas ambientais severos. «Actualmente, Estocolmo é uma das cidades mais limpas do mundo», referiu o governante, acrescentando que «é possível ter uma economia florescente em simultâneo com um desenvolvimento sustentável». Na Suécia, 40 por cento de toda a energia consumida é renovável, mas o objectivo do Governo sueco é chegar aos 100 por cento em 2020.
O evento contou ainda com as participações de António Sá da Costa, presidente da Apren, e com as apresentações das empresas suecas Envac, Ena Energi, Scandinavian Biogas, Scania Portugal, Chemrec e da portuguesa Martifer.

(Fonte: Portal Ambiente)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Solar fotovoltaico: o dilema da escala de produção

Portugal é um dos países mais ricos da Europa em termos de energia solar. A insolação em Portugal Continental varia entre 1800 e 3100 horas de sol por ano. Para aproveitar este recurso estão a ser investidos, por exemplo, quase 600 milhões de euros no solar fotovoltaico.
A central de Serpa, com 11 MW de capacidade, e a de Moura, na qual vão ser instalados 46,41 MW de pico e 35 MW de potência de injecção na rede, são dois dos projectos mais emblemáticos do País, figurando entre os maiores do mundo. No entanto, a escala de produção é um dos dilemas que se colocam relativamente a este tipo de investimentos. Para António Sá da Costa, presidente da Associação de Energias Renováveis (Apren), «a aposta na vertente fotovoltaica não deve ser feita em projectos de grande escala, da mesma maneira que a bicicleta não dá para ser um transporte de massas», metaforiza.
Muito pequena, pequena e média dimensão. É nesta escala que Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Sociedade Portuguesa de Energia Solar (SPES), também vê o futuro da fotovoltaica. «É negativo e contraproducente investirmos em projectos megacentralistas. Não faz sentido praticar uma cultura intensiva de painéis solares. É como termos um mono, um elefante perdido num monte alentejano», compara. A solução passa por diversificar as utilizações dos painéis, em explorações agrícolas, hotéis, escolas, e outros edifícios públicos.
A Associação Portuguesa da Indústria Solar (Apisolar) é outra entidade contra os projectos de grande dimensão. «Uma potência de 62 MW é megalómana. No máximo aprovaríamos três centrais de 5 MW e repartidas pelo País», defende o presidente da associação, Carlos Campos. «A conta é muito simples: 62 MW equivalem a 24 800 pequenos sistemas de 2500 W, o que daria para 248 empresas se criarem e instalar cada uma delas 100 sistemas de 2500 W, o que é muito», enfatiza.
No mesmo sentido, Sá da Costa lembra que existem perto de 3 milhões de casas em Portugal. «Se em 10 por cento for instalada essa potência, teremos 800 MW, disseminados em 300 mil projectos, ou seja, uma potência 12 vezes superior à que será instalada em Moura», reflecte. «Ao contrário da centralização da potência, é preciso descentralizar», conclui Carlos Campos.

(Fonte: Portal Ambiente)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Comissão Europeia lança vídeo sobre energias renováveis

A Comissão Europeia publicou um pequeno vídeo que visa ajudar a compreender o que são as energias renováveis, apresentando as metas para energias renováveis para 2020. (vídeo em inglês)

(Fonte: APREN)