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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Mais de 40 entidades unem-se para promover responsabilidade social

Dinamizar actividades de promoção e implantação da responsabilidade social em Portugal, nas instituições públicas, empresas e organizações privadas é o objectivo da Rede Nacional de Responsabilidade Nacional das Organizações (Rede RSO PT), que é actualmente coordenada pelo Instituto da Soldadura e Qualidade (ISQ).
IBM, HP, Pestana, Somos, Associação Industrial Portuguesa, RSE Portugal, autarquias, IAPMEI e várias organizações não governamentais são alguns dos membros que integram esta entidade, criada no passado mês de Maio.
Neste momento, a rede conta com 40 parceiros, mas, até final do ano, o objectivo é chegar aos 200 membros.
Margarida Segard, coordenadora do projecto, explica ao AmbienteOnline que a iniciativa surgiu ao abrigo da iniciativa Equal, co-financiada pelo Fundo Social Europeu, que visa implantar a responsabilidade social em Portugal.
Workshops, acções de formação, consultoria em empresas e organizações e campanhas em órgãos de comunicação social são algumas das formas que a rede vai usar para fazer crescer uma rede de responsabilidade social das organizações.

(Fonte: Tânia Nascimento)

Amarsul conquista certificação integrada

Qualidade, ambiente e saúde, higiene e segurança no trabalho constituem as três áreas onde a Amarsul, empresa do grupo Empresa Geral do Fomento, acaba de obter a certificação, anunciou a empresa.
A certificação obtida abrange todas as instalações integradas no sistema da Amarsul, ou seja, três ecoparques, em Palmela, Seixal e Setúbal, sete ecocentros -Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Seixal e Sesimbra – e a unidade de eco-transferência, em Sesimbra.
A implantação deste sistema integrado de gestão «permite a estruturação de processos, a identificação e sistematização das acções individuais e colectivas de prevenção e controlo de riscos e a minimização de impactes ambientais», salienta a Amarsul. Também trará vantagens ao nível da melhoria na utilização dos recursos, o que permite potenciar «maior eficiência e melhor qualidade das operações, com o reforço da satisfação dos colaboradores, utentes e da sociedade em geral», remata a responsável pela gestão do sistema multimunicipal de tratamento e valorização de resíduos sólidos urbanos da Margem Sul do Tejo.
Os normativos ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001 referem-se, respectivamente, aos sistemas de gestão da qualidade, ambiente, e saúde, higiene e segurança no trabalho.

(Fonte: Portal Ambiente)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Naturgas Energia compra 30 por cento da Septentrional de Gas

A EDP, através da Naturgas Energia, comprou ao grupo Empresarial Inverduero, por 11 milhões de euros, os restantes 30 por cento da Septentrional de Gas, empresa de que ambos eram accionistas. A Septentrional de Gas é uma empresa de transportes, proprietária de dois gasodutos em Castilla e Léon: Robla–Guardo, Léon, e SoriaÁgreda, na província de Soria.
Robla–Guardo é um gasoduto de transporte secundário de 74 km de comprimento, que entrou em funcionamento em 2005, e Soria–Ágreda, também de transporte secundário, tem 54 km e começou a sua actividade em 2006. Os dois gasodutos, que contam com cinco estações de regulação e medida associadas, representaram um investimento total de 26 milhões euros. Estas duas infra-estruturas permitem actualmente o abastecimento dos municípios de La Robla e de Soria-Ágreda e, proximamente, também o de Cistierna, em Léon.
De acordo com a EDP, a operação de compra deverá ser autorizada pela Comissão Nacional de Energia (CNE) e, como aconteceu recentemente com a Gás Merida, é integrada na estratégia de crescimento já anunciada pela Naturgas Energia. A empresa continuará a considerar outros investimentos que possam contribuir para o crescimento do seu negócio.

(Fonte: Portal Ambiente)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Andritz e Alstom em concurso do Baixo Sabor

O concurso para o fornecimento dos equipamentos do aproveitamento hidroeléctrico do Baixo Sabor, lançado pela EDP, está a ser disputado pelos agrupamentos Andritz Va Tech Hydro/EnsulMeci e Alstom Power Hydro/Efacec/SMM-Sociedade de Montagens Metalomecânicas.
As propostas apresentadas ao concurso, que tem um prazo de execução de 57 meses, ultrapassam os 116 milhões de euros.
O fornecimento compreende todos os equipamentos relativos aos dois escalões do aproveitamento hidroeléctrico do Baixo Sabor, nomeadamente equipamentos hidromecânicos, grupos reversíveis, aparelhos de elevação e de movimentação de cargas e pessoas, transformadores ou instalações dos postos de observação e comando das barragens.

(Fonte: Portal Ambiente)

Martifer e CME aliam-se na microgeração fotovoltaica

A Martifer e a CME formaram uma parceria com vista à instalação de sistemas solares fotovoltaicos a consumidores finais e outras entidades, nomeadamente através do canal EDP. A parceria, que começou a ser desenvolvida no início de 2008, surge no âmbito da publicação do Decreto-Lei n.º 363/2007, que estabelece o regime jurídico aplicável à produção de electricidade por intermédio de instalações de pequena potência, designadas por unidades de microprodução.
A Martifer faz a comercialização dos equipamentos à CME e esta apresenta as propostas chave-na-mão para as instalações, indica João Paulo Figueiredo, da Martifer, ao jornal Água&Ambiente. «No final do ano será feita uma avaliação da actual parceria e poderão surgir novos projectos dentro deste âmbito», avança.
Segundo João Paulo Figueiredo, a publicação deste decreto-lei veio impulsionar a energia solar fotovoltaica, mas o que está feito «é manifestamente insuficiente». Por exemplo, a limitação da quota anual a 10 MW «está a levar a que haja uma correria às licenças».

(Fonte: Tânia Nascimento)

Objectivos do projecto Mobilidade Sustentável «plenamente alcançados»

Ao fim de quase dois anos de trabalho, a quase totalidade dos planos contratualizados no âmbito do projecto Mobilidade Sustentável, que abrange 40 municípios, foram concluídos.
De acordo com Fernando Nunes da Silva, que tem estado ligado ao projecto, «apenas quatro ainda se prolongam até ao final do ano, devido a atrasos no seu início». De resto, o despertar tardio de alguns responsáveis políticos para o interesse e importância do projecto, o que conduziu a atrasos na elaboração dos relatórios de proposta, é um dos aspectos negativos apontados pelo docente do Instituto Superior Técnico, da Universidade Técnica de Lisboa (IST-UTL), à iniciativa Mobilidade Sustentável, que visa a melhoria contínua das condições de deslocação, a diminuição dos impactes no ambiente, e o aumento da qualidade de vida dos cidadãos.
A existência, em alguns casos, de uma menor disponibilidade dos técnicos municipais para acompanharem de perto o desenvolvimento dos estudos, dada a sua absorção pelo trabalho quotidiano na autarquia, e a insuficiente consideração dos impactes ambientais associados à mobilidade, nomeadamente o ruído e a poluição atmosférica, devido à quase generalizada escassez de dados nestes domínios, são outros dos aspectos menos positivos apontados.

Manual de boas práticas da mobilidade quase concluído
No decurso do projecto foram realizados perto de 20 encontros e seminários em todo o País, elaborados 110 relatórios técnicos de diagnóstico, de objectivos e conceitos de intervenção e propostas.
Para além disso, encontra-se em fase de finalização um Manual de Boas Práticas para uma Mobilidade Sustentável, em cuja elaboração colaboraram os 15 centros e instituições de ensino superior e de investigação envolvidos no projecto, bem como o Grupo de Trabalho Ambiente e Transportes.
Como balanço final, «pode considerar-se que não só os objectivos do projecto foram plenamente alcançados, como se conseguiu mesmo ir além do inicialmente previsto em termos de cooperação entre centros universitários e entre estes e os municípios», realça Nunes da Silva.
Por outro lado, a experiência de cooperação institucional entre vários organismos e entidades do Estado permitiu «avaliar na prática as grandes vantagens que esse modo de trabalhar encerra, mas também detectar fragilidades que essa abordagem inovadora comporta e que importa superar», acrescenta.
Por fim, conclui o especialista, a disponibilização do trabalho técnico produzido através de um site do projecto, sediado na Agência Portuguesa do Ambiente, e a próxima edição do Manual de Boas Práticas «constituem o maior acervo de informação produzida neste domínio no País, permitindo uma clara compreensão dos problemas existentes em termos de mobilidade urbana ao nível local».
A conversão de transportes urbanos para gás natural ou biocombustíveis, a adequação dos horários dos transportes públicos às necessidades da população, a construção de ciclovias e zonas pedonais com estudos adequados ou a elaboração de um manual de boas práticas para a mobilidade são alguns dos objectivos do projecto Mobilidade Sustentável. Apresentado em Março, envolve 40 municípios, cujos planos de mobilidade terão de estar concluídos em 2008.

(Fonte: Portal Ambiente)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Siemens e E.ON firmam parceria para eólica

A Siemens Energy e a E.ON assinaram ruma parceria para a área da energia eólica. As empresas concordaram em trabalhar em conjunto para melhorar a performance de projectos eólicos a nível global, tornando-os fiáveis e amigos do ambiente.
Esta colaboração já inclui o fornecimento de 500 turbinas eólicas com uma capacidade total de 1150 MW à E.ON para novos projectos da empresa nos Estados Unidos e na Europa. As turbinas, que serão entregues em 2010 e 2011, vão incluir diversas combinações de alturas de torre e diâmetros de rotor. Cerca de 600 MW de capacidade destinam-se a projectos americanos e os restantes 550 MW serão utilizados em parques eólicos europeus.
Esta cooperação vai permitir a ambas as partes trabalhar no sentido de «melhorar a eficiência e reduzir os custos de manutenção das turbinas».

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Mais 570 pedidos apresentados para microprodução

A iniciativa «Renováveis na Hora» tem vindo a impulsionar a microprodução. Em 5 de Setembro, o último período que decorreu para apresentação de pré-registos, foram apresentados 570 pedidos, aos quais correspondeu uma potência de 1951 kW.
Nas cinco fases para pré-registos no Sistema de Registo da Microprodução, que decorreram desde 2 de Abril, foram apresentados 3312 pedidos no território continental, correspondentes a uma potência de 11 268 kW.
Todos estes pedidos são para o regime bonificado. O regime geral conta apenas com 27 pré-registos, que não ultrapassam os 102 kW.

(Fonte: Tânia Nascimento)

IBM lança nova ferramenta de consultoria ambiental

A IBM disponibiliza uma nova ferramenta de consultoria que pretende ajudar os clientes a tornarem os seus produtos mais amigos do ambiente, desde o seu desenvolvimento e manufactura, passando pela sua disponibilização e utilização, até à sua recuperação e reciclagem final.
O IBM Environmental Product Lifecycle Management, que abrange uma ampla variedade de produtos, como carros, tractores, televisores, máquinas de barbear, e mesmo alimentação e vestuário, permite aos clientes analisar todas as fases da existência de um produto e concebê-lo para que seja ecológico desde o início. Isso inclui os materiais utilizados para a sua concepção e acondicionamento, a energia necessária para o produzir, transportar e utilizar, e a possibilidade de ser reciclado ou remodelado quando já não for utilizável.
Segundo a IBM, este produto «é especialmente relevante para os clientes dos sectores automóvel, equipamentos pesados, electrónica e produtos de consumo». A oferta prevê uma análise global do ciclo de vida do produto, tendo em conta as actuais preocupações ambientais, as regulamentações e questões empresariais, e as melhores práticas da indústria.
Com base nessa análise, a empresa ajuda o cliente a compreender eventuais lacunas nas suas práticas actuais, a desenvolver metas realistas para reduzir o impacto ambiental e a estabelecer um plano estratégico de iniciativas para cumprir esses objectivos.

(Fonte: Portal Ambiente)

Produção de energia a partir das ondas arranca com projecto da Enersis

Chama-se Parque de Ondas da Aguçadora e é o primeiro parque de aproveitamento de energia a partir das ondas. O projecto da Enersis e da escocesa Ocean Power Delivery (OPD), localizado ao largo da Póvoa do Varzim, e que envolveu um investimento de mais de 8,5 milhões de euros, foi hoje inaugurado.
«Queremos que daqui a 15 anos a tecnologia que hoje é inaugurada seja muito importante», destacou o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.
Nesta primeira fase foram instaladas três máquinas Pelamis, com capacidade de 750 kW cada, num total de 2,5 MW, o que permitirá uma produção média anual de 7GWh. As máquinas estão a 5 km da costa, medem cerca de 50 metros de comprimento, com um perímetro de 3,5 metros, dos quais apenas um metro fica acima do nível da água.
De acordo com Rui Barros, da Enersis, as máquinas produziram a primeira electricidade em Julho deste ano. Até ao momento, o projecto esteve em testes, com as máquinas a serem instaladas e desinstaladas, já que há procedimentos próprios para cada uma das operações. Estiveram igualmente a ser resolvidas algumas avarias, nomeadamente nas amarras.

(Fonte: Portal Ambiente)

Sector residencial pode evitar mais de 100 milhões de toneladas de CO2

Se os consumidores portugueses optassem por utilizar as tecnologias mais eficientes disponíveis no mercado, para além de contribuírem para a redução da factura mensal de electricidade, evitariam a emissão de dois milhões de toneladas de dióxido de carbono e a importação de 800 milhões de m3 de gás natural.
Em toda a Europa, esta poupança impedia a libertação de mais de 100 milhões de tonelada de CO2 para a atmosfera. Estas são as principais conclusões de um estudo europeu, liderado por uma equipa de investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
Os resultados do projecto intitulado REMODECE - Residential Monitoring to Decrease Energy Use and Carbon Emissions in Europe - vão ser apresentados em 29 de Setembro, num workshop sobre utilização racional de energia eléctrica no sector residencial e nos serviços, que terá lugar no auditório da Comissão de Coordenação da Região Centro, em Coimbra.
Com um orçamento global de um milhão e meio de euros, o REMODECE envolveu, além de Portugal, 11 países da Europa, e foi financiando em 50 por cento pela União Europeia no âmbito do Programa Energia Inteligente Europa.
De acordo com a directora técnica do projecto, Paula Fonseca, o REMODECE é «uma óptima ferramenta para avaliar o potencial de economias de energia eléctrica existentes no sector residencial na Europa, pela utilização de equipamentos energeticamente mais eficientes e pela eliminação/redução dos consumos de stand-by. O poder político passa a ter ao seu dispor um instrumento precioso para influenciar decisivamente a eficiência energética».

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Barragens adjudicadas valem 1850 milhões de euros

Quase um a seguir ao outro. Os concursos públicos para a construção e exploração dos 10 aproveitamentos hidroeléctricos do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico já foram todos lançados. O último a ser aberto refere-se à barragem de Pinhosão (77 MW), localizada no rio Vouga, e cujas candidaturas devem ser apresentadas até ao dia 27 de Outubro.
A esta barragem junta-se a de Girabolhos, cujo concurso está aberto até dia 20 de Outubro, sendo o investimento conjunto entre 200 e 340 milhões de euros.
Alvito, Fridão e Almourol, que vão aumentar em 392 MW a capacidade de produção hídrica do País, já têm os concursos fechados. As duas primeiras barragens foram adjudicadas à EDP, que apresentou um valor de 161,7 milhões de euros a concurso. O investimento total na construção das duas centrais está estimado em 510 milhões de euros, com início de operação previsto para 2016.

A barragem de Almourol (78 MW) não atraiu o interesse dos privados. Por sua vez, a Iberdrola ganhou a corrida ao lote de quatro novas barragens – Gouvães, Padroselos, Vidago e Daivões, todas situadas no rio Tâmega. O caderno de encargos pedia uma capacidade total de 424 MW, e um investimento entre 450 e 760 milhões de euros, mas a Iberdrola subiu a parada, apresentando um investimento de 1000 milhões de euros e uma potência total de 1134 MW.
De qualquer modo, a EDP continua a estar à frente na exploração dos aproveitamentos hidroeléctricos, tendo em conta que actualmente dispõe de 4650 MW instalados de potência em Portugal Continental e mais 692 MW em carteira. Depois de ter exercido o seu direito de preferência para a barragem de Foz do Tua, o Governo já procedeu à adjudicação provisória do aproveitamento. O investimento estimado para a construção da central e das respectivas infra-estruturas hidráulicas é de 340 milhões de euros.

(Fonte: Ana Cristina Ferreira)

Generg conquista certificação ambiental

O grupo Generg, que comemora o seu 20º aniversário no mercado das renováveis, obteve a certificação do seu sistema de gestão ambiental, de acordo com a norma ISO 14 001. A Lloyds Register Quality Assurance Limited, entidade certificadora, concluiu recentemente o processo de verificações dos procedimentos e práticas ambientais em vigor na Generg, anunciou a empresa certificada.
«A obtenção desta certificação é motivo de orgulho para o grupo Generg, uma vez que reflecte o esforço, dedicação e o grande envolvimento de todos os trabalhadores da empresa na adopção das boas práticas exigidas por um sistema de gestão ambiental comprometido com os valores da sustentabilidade ambiental», acrescenta a mesma fonte.
No entanto, a Generg alerta que a obtenção desta certificação não é sinónimo de meta atingida: «Este é um processo contínuo que nos responsabiliza, cada vez mais, à medida que novos desafios se vão colocando à empresa.»

(Fonte: Portal Ambiente)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Ensul Meci lança nova marca para microgeração solar

A empresa Ensul Meci acaba de lançar no mercado nacional soluções de microgeração a marca Sunday para fornecimento e instalação de sistemas e equipamentos com recurso à energia solar.
O custo médio de um sistema fotovoltaico de 2kW é de 12 mil euros e um sistema de 3,68 kW é de 22 mil euros. Segundo a empresa, os turistas residenciais e revendedores da energia produzida, além da vantagem de utilização de uma eco-marca, podem produzir energia ao longo do ano. «O custo de manutenção é relativamente baixo em relação ao valor do sistema e é garantida eficácia a 90 por cento ao fim de dez anos de utilização», acrescenta.
Os sistemas Sunday são financiados a 100 por cento, incluindo a montagem dos equipamentos, seguros onde consta a cobertura relativa a incêndios, raios e explosão; tempestades, inundações e aluimentos de terras, furto ou roubo e efeitos directos de corrente eléctrica. A instalação de um equipamento Sunday de microgeração do tipo solar fotovoltaico com uma potência de 3,68 kW permite evitar a emissão de aproximadamente 58 toneladas de CO2 , ao fim de 20 anos.
Segundo Luís Pais, director de novos negócios da empresa, os principais objectivos desta iniciativa são a democratização do acesso dos consumidores à produção independente de energia eléctrica e, ao mesmo tempo, a simplificação do processo de licenciamento. A Ensul Meci será responsável pela promoção e comercialização deste serviço, através da integração num só produto financeiro e de parcerias internacionais no fabrico e instalação de equipamentos.

(Fonte: Portal Ambiente)

EDP e Lisboa promovem veículos eléctricos

A EDP, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e a Lisboa E-Nova, vai instalar pontos de carregamento para veículos eléctricos na cidade de Lisboa.
Os pontos de carregamento dos veículos eléctricos WattDrive vão estar situados nos Jerónimos (junto à Praça do Império), no Marquês de Pombal, Rossio (Rua dos Sapateiros), Praça de Londres, Chiado (Rua António Maria Cardoso) e na Estrela (Rua Domingos Sequeira).
Estão abertos ao público nos dias 20, 21 e 22 de Setembro entre as 10h e as 19h e o seu acesso é gratuito. Nos locais estará presente uma equipa de apoio da eléctrica nacional para esclarecer o condutor e ajudá-lo no carregamento do veículo. Esta é uma iniciativa da EDP que se insere na Semana da Mobilidade, que este ano adopta o tema “Ar puro para todos”.
De acordo com a EDP, os veiculos eléctricos apresentam-se hoje como uma solução com muitos beneficios para a qualidade do ar em zonas urbanas, para a redução do ruido e para as emissões de CO2.
A ligação à rede PLUG IN dos veículos eléctricos, durante os momentos em que estão estacionados, é útil à rede eléctrica, uma vez que esta poderá assim beneficiar de uma maior capacidade de armazenamento através das baterias destes veículos, para acumular energia eléctrica quando esta existe em excesso na rede e para devolvê-la à rede quando a procura ultrapassa a oferta.
A partir do dia 23 de Setembro, estes pontos de abastecimento irão funcionar durante um periodo temporário para experimentação da frota da Policia Municipal.

(Fonte: Portal Ambiente)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Impacte paisagístico de turbinas eólicas sem consenso

A luta contra a construção das turbinas eólicas industriais tem tido cada vez mais sucesso em diversas partes do mundo, desde os Estados Unidos à Austrália. Em Janeiro do ano passado, na Alemanha, a população de Bieswang conseguiu, depois de uma dura luta de dois anos, levar a que a empresa Windwârts desistisse da construção de um parque eólico na localidade. Os habitantes lutam para que esta região do Reno não perca a sua beleza paisagística, considerando que a construção de parques eólicos representa uma violação da paisagem natural.
Em Portugal, a potência eólica instalada quadruplicou nos últimos três anos, ultrapassando já os 2500 MW. A presença imponente de torres e aerogeradores vai intensificar-se nos próximos anos na paisagem portuguesa, já que, em 2012, deverão estar instalados 5700 MW.
A instalação de qualquer infra-estrutura eólica deverá, segundo a arquitecta Cristina Castel Branco, ter em atenção a Convenção Europeia da Paisagem, a qual foi ratificada por Portugal. «Todas as grandes intervenções na paisagem, como a instalação de torres eólicas, devem ter em conta a convenção», indica a especialista.
Para Hélder Spínola, presidente da Quercus, «o impacte paisagístico das turbinas eólicas não faz confusão, desde que não seja em exagero». Segundo o ambientalista, «se pudéssemos ter o aproveitamento de energia eólica sem o impacto visual seria o ideal. De qualquer modo, preocupa-me mais a questão do ruído».
As resistências a nível local vão ganhando alguma expressão. Por exemplo, a proposta inicial do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho não permitia a instalação de um parque eólico na serra de Montesinho, já que, segundo os habitantes, as torres eólicas iriam desvirtuar a paisagem». Também a intenção de instalação de um parque eólico na Serra d'Arga foi contestada por moradores da freguesia da Montaria, em Viana do Castelo, que temiam pelo impacto visual e paisagístico das "ventoinhas gigantes".

(Fonte: Tânia Nascimento)

AP2H2 debate hidrogénio

«A Economia do Hidrogénio e a Sustentabilidade Energética e Ambiental» é o tema que estará em destaque no seminário internacional que a Associação Portuguesa para a Promoção do Hidrogénio (AP2H2) está a organizar.
José Perdigoto, director geral de energia e geologia, Verónica Mesa, da Hynergreen, Campos Rodrigues, da AP2H2, ou são algumas das figuras que marcarão presença no evento, que decorrerá no dia 23 de Setembro,
No ano 2050 o hidrogénio poderá reduzir em 40 por cento o consumo de petróleo nos transportes, de acordo com o projecto europeu HyWays, que propõe uma estratégia para ultrapassar os constrangimentos económicos e tecnológicos e potenciar a competitividade europeia.
Vários estudos calculam que o patamar da rentabilidade possa ser atingido entre 2025 e 2035. O plano de acção que consta no projecto HyWays indica que durante esse período, com estimativas para o ano de 2030, já possam circular 16 milhões de automóveis movidos a hidrogénio, caso se concretize o investimento de 60 mil milhões de euros.
Em termos de potencial, o hidrogénio, por ser um vector energético com zero de carbono, pode produzir-se a partir de todos os recursos energéticos e converter-se em electricidade e calor com «uma alta eficiência e sem emissão de gases», destaca o relatório da ETAP - Enviromental Technologies Action Plan, sobre este vector energético.

(Fonte: Portal Ambiente)

Offshore marcará crescimento português na eólica depois de 2015

Portugal terá de investir nos parques eólicos offshore de modo a fazer face ao decréscimo de instalação de energia eólica que se começará a verificar em 2015. Quem o diz é Ana Estanqueiro, directora da unidade de energia eólica e dos oceanos do Instituto de Engenharia, Tecnologia e Inovação, que participou no seminário sobre energia eólica offshore, promovido pela Embaixada Britânica, e que decorreu esta manhã no Centro Cultural de Belém.
Segundo a investigadora, numa primeira fase será possível instalar cerca de 3500 MW de potência eólica offshore com tecnologia convencional. A costa norte de Portugal, principalmente Viana do Castelo e Porto, tem a 40 metros de profundidade um potencial de 500 MW. Já no centro, entre Peniche e Cascais, esse potencial pode chegar aos 700 MW, sendo que a zona da Figueira da Foz pode representar 100 MW, e a zona de Lisboa poderá disponibilizar 1000 MW. Numa segunda fase, a especialista refere que será necessário recorrer a tecnologia flutuante para o deep offshore, a instalar a pelo menos 40 metros de profundidade.
O evento reuniu várias empresas e associações da Grã-Bretanha que se dedicam à energia eólica offshore, tanto ao nível do projecto, como da construção, manutenção, investimento e investigação. Os oradores salientaram as oportunidades que se abrem às empresas portuguesas que queiram ser parceiros ou investidores nesta área na Grã-Bretanha, uma vez que foi lançada uma terceira fase de disponibilização de locais pelo governo britânico, com vista à instalação de parques eólicos deep offshore.
De acordo com alguns dos oradores, o Reino Unido beneficia da experiência obtida com as plataformas de petróleo e gás natural, e a Escócia tem mesmo 25 por cento do potencial europeu de energia eólica offshore. Até 2020 a expectativa é chegar à instalação de 25 GW de energia eólica offshore.

(Fonte: Sofia Vasconcelos)

Martifer entra no mercado eólico da Bulgária

A Martifer passa a estar presente no mercado eólico da Bulgária, através da búlgara Vesto, detida a 100 por cento pela Martifer Renewables. A empresa vai avançar com um parque eólico de 12,6 MW na região nordeste do país, cuja construção deverá arrancar já no próximo ano e estima-se que a produção anual atinja os 70 mil MWh.
«Além deste projecto a Vesto está a analisar a possibilidade de desenvolvimento de vários projectos naquela região com vista à exploração de futuros parques eólicos», adianta a Martifer em comunicado.
De acordo com a NEK, empresa eléctrica búlgara, «16 por cento do consumo energético do país deve, a curto prazo, começar a ser produzido a partir de fontes renováveis», informa a Martifer, referindo ainda que, no final de 2007, a Bulgária tinha 29 MW de projectos eólicos em operação e 700 MW em fase de licenciamento. Para atingir o objectivo estabelecido pela NEK a Bulgária deverá instalar 1450 MW de parques eólicos, implicando a duplicação da actual capacidade de produção, o que representa para a Martifer «uma enorme oportunidade de expansão na Europa».
Além da Bulgária, a Martifer já tem presença nos mercados de Portugal, Alemanha, Espanha, Polónia, Roménia, Eslováquia, Ucrânia, Estados Unidos e Brasil. O total de projectos da Martifer em carteira, a partir de fontes de energia renováveis, soma já mais de 3300 MW.

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Pelamis lançado na próxima semana

O projecto da Enersis para a energia das ondas, constituído por três máquinas da tecnologia Pelamis, irá começar a funcionar em pleno na semana que vem, anunciou Manuel Pinho, ministro da Economia, na conferência «Inovação e Energias Renováveis», que teve lugar hoje em Lisboa.
De acordo com Rui Barros, da Enersis, as máquinas produziram a primeira electricidade em Julho deste ano. Até ao momento, o projecto esteve em testes, com as máquinas a serem instaladas e desinstaladas, já que há procedimentos próprios para cada uma das operações. Estiveram igualmente a ser resolvidas algumas avarias, nomeadamente nas amarras.
O projecto será instalado ao largo de Póvoa do Varzim, sendo a potência a instalar nesta fase de 2,5 MW, ou seja, três máquinas da tecnologia Pelamis, de 750 kW cada, num investimento de 9 milhões de euros. Até 2009 a Enersis contava pôr em funcionamento mais duas máquinas da mesma potência, que exigem um investimento adicional de 5 milhões de euros.
No mesmo ano a Enersis e a sua parceira tecnológica escocesa, a Ocean Power Delivery, preparam os testes no mar para alcançar os 20 MW, o que poderá equivaler à instalação de mais 28 máquinas de 750 kW cada, ou de 20, cada uma com 1 MW.

(Fonte: Sofia Vasconcelos)