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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

EDP Renováveis inaugura 12º parque eólico nos Estados Unidos

A EDP Renováveis, através da sua participada Horizon Wind Energy, inicia esta sexta-feira a produção de electricidade no parque eólico Pioneer Prairie, o primeiro do grupo no estado norte-americano do Iowa.
O parque terá uma capacidade instalada de 301 MW, dos quais mais de 200 estarão operacionais até ao final do ano, e representa o 12.º eólico da empresa nos Estados Unidos.
«Quando concluído, em 2009, as 182 turbinas Vestas instaladas no parque vão produzir o equivalente à electricidade consumida por um universo de 90 mil famílias no Iowa. A energia gerada será comercializada no mercado», esclarece a empresa em comunicado.
A entrada em operação do 12.º parque da Horizon nos Estados Unidos coincide com a abertura oficial do escritório de Minneapolis, no estado do Minnesota.
O Upper Midwest (Minnesota, Iowa, Minneapolis, North Dakota and South Dakota) detém quatro dos 10 estados com maior potencial para a produção de energia eólica, segundo estimativas da American Wind Industry Association (AWEA).
A presença do grupo nesta região iniciou-se em 2007 com a instalação do parque Prairie Star (100MW), no Minnesota, sendo agora reforçada com o Pioneer Prairie, no Iowa.
Dos mais de 11.000 MW que a Horizon detém actualmente em pipeline, cerca de 1.500 localizam-se no Upper Midwest.
Os Estados Unidos são já o maior produtor mundial de energia eólica, tendo ultrapassado a Alemanha, de acordo com a associação do sector, AWEA.
No final do primeiro semestre, a capacidade instalada nos Estados unidos atingia os 20.152 MW.

(Fonte: Agencia Financeira)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sócrates: aposta nas renováveis é a estratégia certa

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu esta quinta-feira que a «forte aposta» de Portugal nas energias renováveis nos últimos três anos vai continuar, sublinhando que esta é a estratégia certa para fazer face ao «choque petrolífero» em curso.
«É absolutamente fundamental que o país tome consciência que não deve estar tão dependente do petróleo, e a melhor forma de reduzir essa dependência é aumentar a percentagem de electricidade baseada em energias renováveis, aproveitando a energia que podemos produzir aqui», avançou a «Lusa».
José Sócrates falava em Viana do Castelo, durante a cerimónia de lançamento da primeira de uma fábrica de pás de rotor da «Enercon», um investimento de 55 milhões de euros que criará 500 postos de trabalho e que integra um cluster eólico que aquela empresa alemã está a instalar no concelho.
Sócrates lembrou que nos dois anteriores choques petrolíferos «todos disseram» em Portugal que era preciso reduzir a dependência do petróleo, mas «nada se fez».
«Não estou disponível para que tudo volte a acontecer sem ninguém fazer nada. Ninguém nos perdoaria se, daqui a 15 ou 20 anos, aqui estivessem os actores da nova geração dizendo que vivemos o terceiro choque petrolífero e nada fizemos. Não quero que isso aconteça», afirmou.
O primeiro-ministro sublinhou a aposta nos últimos três anos na energia eólica e hídrica, garantindo que estes continuarão a ser os sectores que «puxarão» pela energia do país.
«Três anos depois, podemos dizer que Portugal está numa situação no Mundo que nos coloca no conjunto de países mais evoluídos em termos de energias renováveis», frisou.
O chefe do Governo disse ainda que esta aposta nas energias renováveis é também «essencial» para a modernização da indústria e da economia do país, apontando como exemplo o cluster que a Enercon está a instalar em Viana do Castelo.

(Fonte: Lusa)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ERSE vai regular combustíveis

O Governo prepara-se para atribuir a regulação do sector dos combustíveis à Entidade Reguladora do Sector Energético (ERSE), diz o «Semanário Económico».
Esta é uma das hipóteses que está a ser analisada pelo ministro da Economia, numa altura em que Manuel Pinho, apesar de dizer que acredita na descida do preço da gasolina em Portugal, mostrou-se já «preparado para tomar toda e qualquer medida em defesa do consumidor».
Caso a legislação já estivesse em vigor, a ERSE podia actuar como já faz nos sectores do gás e electricidade, onde são fixadas tarifas e existe um livre acesso à armazenagem e transporte por parte dos operadores existentes no mercado.

(Fonte: Agencia Financeira)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

EDP estabelece acordo para venda de energia eólica nos EUA

A EDP, através da sua subsidiária norte-americana Horizon Wind Energy, assinou um acordo a longo prazo com a Snohomish County Public Utility District (Snohomish) para a venda de energia renovável do parque eólico Wheat Field.
De acordo com o comunicado enviado pela eléctrica portuguesa ao regulador, «este parque eólico da Horizon, localizado na Gilliam County Oregon, terá uma capacidade instalada de 96.6 megawatts (MW) de energia renovável e será constituído por 46 turbinas Suzlon S88».
Para a EDP, este acordo com a Snohomish «veio ao encontro da sua visão para as energias renováveis».
Localizado no Estado de Oregon, o parque eólico Wheat Field irá ter energia suficiente para abastecer anualmente cerca de 29 mil habitações de Washington.
«Este parque oferece significativos benefícios económicos à comunidade local, incluindo as receitas de impostos prediais. O projecto está actualmente em construção e espera-se que comece a produzir energia renovável para os clientes da Snohomish na Primavera de 2009», acrescenta a eléctrica.
Segundo o Gerente Geral da Snohomish, Steve Klein, «estão satisfeitos por adicionarem este projecto de energia renovável como outra fonte de energia limpa ao seu mix de capacidade». «Esta aposta reforça o nosso compromisso para com o meio ambiente e fontes de energia limpas e ajuda a cumprir as exigências ao abrigo das leis para as energias renováveis de Washington», comentou ainda.
O valor do acordo não é mencionado no comunicado.

(Fonte: Agencia Financeira)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Petróleo indeciso antes de conhecer nível de reservas

O preço do petróleo está em sentidos divergentes nos dois principais mercados, no dia em que vão ser conhecidos os níveis das reservas nos EUA.
Esta tarde vai ser publicado o nível dos stocks norte-americanos, que devem confirmar a previsão dos analistas de um aumento, ou seja, de uma menor procura.
Em nova Iorque, o crude vale 122,14 dólares por barril, registando uma ligeira descida de 5 cêntimos. Em Londres, o IPE Brent, petróleo de referência para a Europa, custa 123,07 dólares por barril, mais 36 cêntimos.

(Fonte: Agencia Financeira)

EDP Renováveis lucra 49,6 milhões

A EDP Renováveis (EDPR) obteve um resultado líquido de 49,6 milhões de euros no primeiro semestre deste ano.
Uma vez que a unidade ainda não tinha sido criada no período homólogo do ano passado não há base comparável. No entanto, é de referir que o seu lucro em 2007 ficou nos 4 milhões.
Com uma capacidade instalada bruta de 3.846 MegaWatts (MW) em Junho de 2008, a EDPR gerou no primeiro semestre uma margem bruta de 287,6 milhões de euros e EBITDA de 227 milhões, com uma margem EBITDA de 79%», adianta a empresa em comunicado.
A eléctrica salienta que aumentou a sua capacidade instalada em 206 MW, 140MW em
Portugal e Espanha no segundo trimestre, e 66MW nos EUA no primeiro trimestre.
«A margem bruta alcançou 287,6 milhões de euros, suportada pelo aumento da produção para 3.961 GWh, mais 99%, face a período homólogo, e pelos preços de venda atractivos de 96 euros/MWh na Europa e 86 dólares/MWh nos EUA (incluindo PTCs)», acrescenta.
No decurso do período, a EDPR investiu cerca de 800 milhões de euros, sendo que 760 milhões correspondem a investimento operacional e 44 milhões à aquisição de uma carteira de projectos eólicos em França.
A dívida líquida diminuiu «substancialmente», reflectindo a capitalização de suprimentos no valor de 1,3 mil milhões, realizados em Maio de 08, e o encaixe do IPO no valor de 1.567 milhões. A empresa adianta ainda que a unidade de renováveis detém «project finances» no valor de 502,6 milhões, contabilizados como empréstimos bancários e que a EDPR será «principalmente financiada via suprimentos do Grupo EDP».
De acordo com a mesma, o plano de construção da EDPR está a decorrer como previsto de forma a alcançar os 1,4 GigaWatts (GW) de capacidade adicional no final de 2008, tendo mais de 40 projectos eólicos em construção, com um total de 1.677 MW.
«A EDP Renováveis tem como prioridade estratégica a execução da sua carteira de projectos eólicos, de forma a alcançar o objectivo de aumentar a capacidade instalada numa média de 1,4 GW por ano no período entre 2008 e 2012», termina.

(Fonte: Agencia Financeira)

terça-feira, 29 de julho de 2008

OPEP considera «anormal» actual preço do crude e crê que caíra 35%

O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Chakib Jelil, qualificou, esta terça-feira, de «anormal» o actual preço do petróleo e assegurou que, num contexto adequado, o barril poderia cair mais de 35 por cento.
Jelil argumentou em Jacarta, para onde viajou para se reunir com o ministro da energia indonésio, Purnomo Yusgiantoro, que se «o dólar continuar a subir» e «a situação política melhora», referente ao Irão, os preços do petróleo, num longo prazo podem vir a situar-se «em torno dos 78 dólares por barril».
Desta forma, o presidente da OPEP, reiterou a teses da maioria dos países pertencentes ao cartel, de que a alta dos preços do petróleo não se devem a um problema de oferta, segundo o espanhol «Cinco Días».
O presidente disse ainda que o encarecimento do petróleo não despoletou numa redução da procura. O barril de «ouro negro» negociava na segunda-feira acima dos 125 dólares em Nova Iorque, depois de um ataque a um oleoduto nigeriano. O Royal Dutch Shell anunciou uma redução petrolífera em cerca de 20%. No entanto, no início deste mês, o petróleo negociava acima dos 147 dólares por barril.
A Indonésia anunciou recentemente que vai abandonar a OPEP no final deste ano por não poder alcançar a quota mínima de produção a que obriga o cartel.

(Fonte: Agencia Financeira)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Peso da EDP na produção é calcanhar de Aquiles

O peso «muito grande da EDP na produção é o calcanhar de Aquiles» da empresa, ou seja, é o ponto mais vulnerável da empresa, diz o presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), Vítor Santos.
De acordo com o mesmo, a EDP tem uma «posição dominante e pode abusar dela», mas garante que a ERSE acompanha diariamente o comportamento da eléctrica na compra de electricidade nos leilões. «Não temos indícios que isso esteja a acontecer», assegura Vítor Santos.
No âmbito da revelação da revisão regulamentar do sector, o responsável diz que a entidade vai continuar a perseguir o objectivo de uma liberalização total da electricidade e que algumas das suas propostas vão nesse sentido.
Para evitar abusos e facilitar o funcionamento do mercado livre, o regulador salienta que, por exemplo, no espaço nacional, uma forma seria «não atribuir todos os projectos hídricos, entre outras centrais, à EDP».
No plano internacional, a ERSE adianta que os trabalhos com o regulador espanhol e francês se mantêm e realça que é necessário integrar a «ilha ibérica» com o resto da Europa.

(Fonte: Marta Dhanis)

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Preço do petróleo continua em queda

Os preços do ouro negro continuam a descer, e até já reflectem uma desvalorização de 10 por cento frente ao máximo histórico.
Os preços cada vez mais baixos desta matéria-prima justificam-se pelo enfraquecimento do euro frente ao dólar. Assim, a recuperação da moeda americana já se está a fazer sentir nos mercados. Embora com preços mais baixos, a OPEP estima que o ouro negro sofra uma diminuição da procura, adiantando que o preço do petróleo se vai situar entre os 80 e 100 dólares por barril.
Esta diminuição da procura traduz-se em cerca de 1,2 milhões de barris por dia.
Neste momento, o preço do petróleo em Nova Iorque desce 1,19 dólares para 100,65 por barril.
Em Londres, o crude de referência para o mercado europeu cede 0,82 cêntimos para 99,56 dólares por barril.

(Fonte: Agencia Financeira)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Volumes de electricidade e gás distribuídos pela EDP crescem no semestre

A Energias de Portugal (EDP) revelou hoje os dados operacionais previsionais do primeiro semestre, apresentando um crescimento dos volumes de electricidade e gás distribuídos em Portugal e Espanha e um forte aumento no número de clientes liberalizados de electricidade da EDP em Portugal. A produção eólica quase triplicou.
A eléctrica liderada por António Mexia revela, no documento enviado à CMVM, que o primeiro semestre foi marcado por um “crescimento de 182% da produção eólica, um declínio da produção convencional no mercado Ibérico liberalizado (MIBEL) e crescimento do factor médio de utilização das nossas CCGT’s para 63%, o que representou um aumento de produção de 61%”.
A capacidade instalada bruta eólica da EDP aumentou em 2.114 MW nos últimos 12 meses, um crescimento para o qual contribuiu Horizon, “que foi consolidada pela primeira vez em Julho de 2007, tendo atingido 1.321 MW de capacidade em Junho”. Na Europa, a capacidade instalada aumentou 41% e em Espanha a produção eólica da EDP cresceu 38%, salienta a EDP.
Segundo a empresa, assistiu-se a um crescimento dos volumes de electricidade e gás distribuídos pela EDP em Portugal e Espanha. “O volume de electricidade distribuído pela EDP mostrou um aumento de 1,3% face a período homólogo, e o volume de gás distribuído aumentou 3,9%”.
“No Brasil, o volume de electricidade distribuída aumentou 2,6% no 1S08, suportado no aumento do número de clientes ligados à rede na região da distribuidora Bandeirante e a aceleração do crescimento do consumo na área de concessão da Escelsa”, salienta a EDP no mesmo documento, que antecipa os dados operacionais. Os resultados da EDP só serão conhecidos a 30 de Julho.
Os volumes fornecidos pela EDP a clientes eléctricos de retalho em mercado liberalizado na Península Ibérica, aumentaram 17%, essencialmente devido ao aumento dos volumes vendidos em Espanha, revela a empresa, acrescentando que “o número de clientes liberalizados de electricidade da EDP em Portugal mais do que duplicou”.
“O volume de gás vendido a clientes no mercado liberalizado espanhol aumentou 49% em termos homólogos, um crescimento suportado nos contractos de fornecimento de gás assinados com a Sonatrach no terceiro trimestre de 2007”, conclui a eléctrica no mesmo comunicado.

(Fonte: Agencia Financeira)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Criou-se o terror na opinião pública sobre o nuclear

A justificação de que ainda não se sabe como tratar os resíduos que provêem da produção de energia nuclear não é plausível para Pedro Sampaio Nunes. Até porque, alega o antigo secretário de estado da Ciência e responsável da empresa Energia Nuclear de Portugal, «não há resíduos tão bem tratados» como os desta fonte energética. Por isso diz que foi criado um terror na opinião pública sobre o nuclear.
«Há um terrorismo de argumentação. Não há resíduos tão bem tratados como os do nuclear, além de não serem perigosos. Não é crível que países como a Finlândia, a Coreia do Sul tivessem centrais sem ter esse problema resolvido», referiu o mesmo à Agência Financeira.
De acordo com Sampaio Nunes, há «desinformação» sobre o tema e é por isso que não se avança.
«O nuclear é absolutamente indispensável. É preciso começar-se a discutir este assunto rapidamente», acrescentou, sublinhando que esta é uma das soluções para Portugal se tornar auto-suficiente no que toca à energia.
Para o antigo secretário de estado da Ciência, o nuclear não faz parte da agenda do Governo porque foi uma questão «não debatida no período eleitoral». «Era preciso um debate interno prévio e há divergências dentro de todos os partidos. É controverso por falta de informação», comentou à AF.
O responsável sustenta que agora é preciso «deixar espaço para o debate técnico e que em Outubro, quando se apurar o montante do défice tarifário existente, o nuclear pode surgir como alternativa.

(Fonte: Marta Dhanis)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Energia: os pontos negros que impedem Portugal de ser auto-suficiente

Numa altura em que o preço do petróleo não pára de aumentar e o nuclear volta a estar sob discussão, a Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus) resolveu enunciar os obstáculos que considera que estão a impedir Portugal de ser auto-suficiente no que toca a energia. Uma das razões, para a associação, é que o potencial hídrico do país continua a ser subaproveitado.
Os «buracos negros», e que a Quercus vai apresentar esta sexta-feira, resumem-se em 11: «o mito da energia nuclear; as barragens; os transportes colectivos ultrapassados pelos automóveis; a péssima eficiência energética; os edifícios esbanjadores de energia; a microgeração a passo de caracol; as energias renováveis pouco diversificadas; a água quente solar que não aquece nem arrefece; a energia das ondas em maré baixa; a eco-fiscalidade quase invisível; e a educação ambiental esquecida».
Em comunicado, a associação diz ainda que «estas falhas representam os principais entraves e mitos que estão a dificultar uma resposta sustentável às necessidades energéticas e que podem fazer o País perder a oportunidade das energias renováveis e da eficiência energética, que ganha agora maior importância com a subida sem retorno do preço do petróleo».

(Fonte: Agencia Financeira)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Bastonário dos Engenheiros defende nuclear na agenda política

O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo, afirmou esta quarta-feira à agência «Lusa» que o nuclear deve estar presente na Agenda Política do Governo.
«É importante que o nuclear esteja na agenda política do Governo para se saber qual a estratégia a seguir numa altura em que o paradigma energético está em profunda mudança a nível mundial», disse Fernando Santo.
Segundo o bastonário, «é preciso ter um país mais informado», e que se iniciem «estudos rigorosos, independentes e não ideológicos» para se conhecerem os cenários que permitirão assumir as melhores opções.
«O agravamento da situação energética portuguesa exige que se tome posição nesta matéria», adiantou.
Fernando Santo referiu ainda que Portugal tem «um estrangulamento energético» que pode por em causa o nível de vida dos portugueses.
O bastonário congratulou-se com o trabalho que está a ser feito pela Comissão Eventual de Acompanhamento das Questões de Energia, no âmbito da Assembleia da República, que tem vindo a ouvir especialistas na matéria.
«Esta é uma via correcta que se deve continuar», sublinhou «agência «Lusa».
Sobre a segurança das centrais nucleares, Fernando Santo, referiu que o nuclear actualmente deixou de ser «um problema», e já não é posta em causa.
Fernando Santo manifestou-se de acordo com a política governamental sobre as energias renováveis e em relação à necessidade de se avançar ao nível da eficiência energética.
No entanto, sobre o nuclear enfatizou a necessidade de se conhecerem os vários cenários e de se saber se a produção energética será suficiente ou se haverá debilidades e como ultrapassá-las a médio longo prazo.
Além disso, falou do papel pioneiro da Ordem dos Engenheiros no que toca à abordagem do tema do nuclear, que era há anos tabu.

(Fonte: Agencia Financeira)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Carro eléctrico: afinal imposto não é bem assim

Os carros eléctricos «não pagam nem passarão a pagar» impostos automóvel e de circulação. «Antes pelo contrário. O Governo está empenhado em criar um regime fiscal ainda mais favorável para os veículos eléctricos», afirmou a mesma fonte.
É que, na verdade, e de acordo com o comunicado da Quercus, «um veículo eléctrico está isento tanto de Imposto sobre Veículos como de Imposto Único de Circulação».
«Estão excluídos da incidência do imposto os seguintes veículos: Veículos não motorizados, bem como os veículos exclusivamente eléctricos ou movidos a energias não combustíveis», refere a Lei em que se baseia a associação. E acrescenta que, no que respeita ao Imposto Único de Circulação, estão isentos os «veículos exclusivamente eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis» do pagamento dessa taxa.

(Fonte: Agencia Financeira)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

EDP Renováveis inaugura parque eólico em França com 35 MW

A EDP Renováveis inaugurou este fim-de-semana em França, na Normandia, o parque eólico do Pays e Bray com 35 megawatts (MW) em operação.
Esta dimensão, segundo a empresa, «contrasta com a média habitual» que ronda os 12 MW em França.
«A energia produzida anualmente neste parque, estimada em 84 GWh/ano, irá assegurar o consumo de energia eléctrica de cerca de 90 mil pessoas, evitando em simultâneo a emissão de 24.500 toneladas de CO2 para a atmosfera», revela em comunicado.
Segundo a companhia, conta actualmente com 22 MW brutos em operação no mercado francês, estando ainda em construção mais 135 MW ou em fase avançada de desenvolvimento, que se prevê que entrem em construção durante 2008 ou 2009.

(Fonte: Agencia Financeira)

terça-feira, 3 de junho de 2008

EDP Renováveis: quem fica com o quê?

A EDP Renováveis ganhou 158,5 mil accionistas particulares com a Oferta Pública de Subscrição (OPS).
De acordo com dados divulgados pela empresa esta segunda-feira, 16.600 deste número total detém até 60 acções, enquanto 138.356 possui entre 70 e 500 acções. Já 925 accionistas passam a deter entre 510 e mil acções, sendo que a 2.541 foram atribuídas entre 1.010 e 10 mil acções. Por fim, apenas 20 subscritores ficaram com entre 10.010 e 60 mil acções.
No total, a EDP Renováveis contou com 189,5 mil subscritores nacionais, 1.528 comunitários e 1.201 do resto do mundo.
Com esta operação, a empresa encaixou 359,216 milhões de euros, tendo-se registado 187 mil ordens.
Cerca de 3.800 trabalhadores da EDP subscreveram acções da Renováveis, tendo toda a procura sido realizada, num total de 3.670.660 acções. Já os accionistas da EDP realizaram quase 38 mil ordens válidas, tendo garantido um total de 3.346.510 de títulos.
O público em geral gerou 145.447 acções válidas, com a procura a ultrapassar largamente a oferta. Foram procurados 3.961.310.700 títulos, tendo sido efectuados 45.085.590.

(Fonte: Agencia Financeira)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Dia Mundial da Energia - Poupe mais de 20 euros com a luz na sua empresa

Porquê gastar mais energia do que aquela que realmente necessita? Para evitar que isso aconteça, e a propósito do Dia Mundial da Energia, a Agência Financeira recolheu junto do regulador (ERSE) algumas dicas para poupar este bem precioso na sua empresa.
Privilegie as soluções de iluminação baseadas em lâmpadas fluorescentes, quer as clássicas de tubos, quer as compactas. Uma lâmpada convencional de 100 Watts (W) proporciona a mesma luz que uma lâmpada de baixo consumo de 20 W e ao final de um ano terá uma poupança de cerca de 3 euros por ano por cada hora diária de utilização e têm um período de vida útil de quatro a dez vezes superior a uma lâmpada convencional.
Opte pela utilização de equipamentos de classe energética mais eficiente, incluindo computadores e monitores com a designação «ENERGY STAR». Nos monitores, o uso da protecção de ecrã não reduz o consumo de energia. A redução de consumo verifica-se no modo standby.
Desligue os aparelhos que entram em modo standby (monitores, radios, HIFI, entre outros), sempre que preveja ausências de utilização superiores a 30 minutos. Apague também todas as luzes que se encontram acesas desnecessariamente.
Verifique que todo o equipamento de escritório não está ligado desnecessariamente, como computadores, monitores, fotocopiadoras, impressoras, faxes ou máquinas de café.
Poupança de 20 euros por ano com carregadores fora da tomada Desligue os carregadores (transformadores) dos telemóveis, dos computadores portáteis da tomada. Se possível, ligue alguns equipamentos a uma tomada múltipla com extensão com interruptor de pé. Ao desligar esse interruptor apagará todos os equipamentos, o que lhe permitirá poupanças anuais superiores a 20 euros.
No Verão, promova a utilização dos estores exteriores de forma a minimizar a exposição solar das salas, reduzindo a necessidade de refrigeração condicionada. No Inverno, promover a maximização de exposição solar de forma a reduzir a necessidade de aquecimento e a utilização de iluminação artificial. Consome mais energia e é mais caro refrigerar ou aquecer um espaço do que iluminá-lo.
Verifique ainda se a programação térmica e horária dos aparelhos de HVAC e águas sanitárias. Tenha o equipamento de ar condicionado regulado para uma temperatura de 22ºC no Inverno e 24ºC no verão. As águas sanitárias garantem a sensação de conforto com temperaturas entre os 30ºC e os 35ºC.
Outra boa dica é a utilização dos equipamentos de refrigeração/aquecimento com as janelas e portas, sempre que possível, fechadas.
Por fim, faça uma manutenção periódica dos equipamentos de refrigeração: limpeza dos filtros, dos permutadores (quer no evaporador quer no condensador) e do ventilador.

(Fonte: Agencia Financeira)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

EDP adquire activos eólicos do grupo EOLE 76 em França

A EDP acaba de informar o mercado de que adquiriu os activos eólicos em França das empresas EOLE 76 e à Eurocape por 51,3 milhões de euros.
«A EDP Renováveis através da NEO, empresas detidas a 100% pelo Grupo EDP, adquiriu em França à EOLE 76 e à Eurocape: três parques eólicos em operação na região da Normandia com uma capacidade instalada bruta de 35 MW e um factor médio de utilização de 27%; e diversos projectos de desenvolvimento de parques eólicos, maioritariamente localizados nas regiões da Normandia e Rhônes-Alpes, com um factor médio de utilização esperado de 28%, representando uma capacidade total de 560 MW», adianta o comunicado enviado à CMVM.
Dos projectos em desenvolvimento, 8 MW estão em construção, 12,5 MW têm já todas as autorizações necessárias para construção e têm entrada em operação prevista entre 2009 e 2010, enquanto 43 MW têm já licenças de construção submetidas.
«Esta transacção foi feita por um equity value de 51,3 milhões de euros (incluindo 8,5 milhões de empréstimos accionistas) e a EDP Renováveis irá assumir 43,3 milhões de dívida financeira em project finance», acrescentam.
Para além disso, a NEO comprometeu-se a pagar um «success fee» pelos parques eólicos que obtenham licenças de construção até 31de Dezembro de 2013. A equipa de promoção de parques eólicos das empresas adquiridas continuará responsável por estes projectos reforçando a equipa da EDP Renováveis no mercado francês.
Diz ainda a eléctrica que, com está operação, se torna no terceiro operador eólico em França em termos de capacidade instalada, com 122 MW eólicos instalados.
As acções da EDP fecharam a somar 1,84% para os 4,15 euros.

(Fonte: Agencia Financeira)