Mostrar mensagens com a etiqueta Energia das Ondas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Energia das Ondas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Produção de energia a partir das ondas arranca com projecto da Enersis

Chama-se Parque de Ondas da Aguçadora e é o primeiro parque de aproveitamento de energia a partir das ondas. O projecto da Enersis e da escocesa Ocean Power Delivery (OPD), localizado ao largo da Póvoa do Varzim, e que envolveu um investimento de mais de 8,5 milhões de euros, foi hoje inaugurado.
«Queremos que daqui a 15 anos a tecnologia que hoje é inaugurada seja muito importante», destacou o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.
Nesta primeira fase foram instaladas três máquinas Pelamis, com capacidade de 750 kW cada, num total de 2,5 MW, o que permitirá uma produção média anual de 7GWh. As máquinas estão a 5 km da costa, medem cerca de 50 metros de comprimento, com um perímetro de 3,5 metros, dos quais apenas um metro fica acima do nível da água.
De acordo com Rui Barros, da Enersis, as máquinas produziram a primeira electricidade em Julho deste ano. Até ao momento, o projecto esteve em testes, com as máquinas a serem instaladas e desinstaladas, já que há procedimentos próprios para cada uma das operações. Estiveram igualmente a ser resolvidas algumas avarias, nomeadamente nas amarras.

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

EDP, B&B e Efacec fazem parceria para explorar energia das ondas

A EDP, a Babcok & Brown e a Efacec estabeleceram hoje uma parceria para o desenvolvimento de projectos experimentais na área da energia das ondas. O consórcio Ondas de Portugal é detido em 45% pela EDP, 35% pela Enersis, e os restantes 20% pela Efacec.
Esta parceria vem na sequência do primeiro projecto comercial de energia das ondas que foi lançado hoje na Costa norte portuguesa.
Este projecto é uma “joint venture” com 77% detidos por um grupo de três promotores, EDP, Efacec e B&B (dona da Enersis), e 23% detidos pela tecnóloga escocesa Pelamis Wave Power Ltd. O investimento total do projecto ronda os 9 milhões de euros.

(Fonte: Jornal de Negócios)

Portugal vai ser pioneiro a nível mundial no aproveitamento da energia das ondas

Portugal é, a partir de hoje, o primeiro país do mundo a produzir, a sério, electricidade a partir das ondas. Há muitos protótipos em teste em vários pontos do globo. Mas o parque das ondas da Aguçadoura, que é hoje inaugurado ao largo da Póvoa de Varzim, é pioneiro na produção eléctrica numa escala pré-comercial, a partir de equipamentos produzidos industrialmente.
São três máquinas com tecnologia britânica, que oscilarão ao sabor das ondas, gerando electricidade que o fabricante diz ser suficiente para alimentar 1500 habitações.
O projecto da Aguçadoura arranca com uma pequena capacidade 2,25MW, equivalente à de um único aerogerador de um parque eólico. É uma migalha no bolo energético nacional.
Mas sair na frente pode ser decisivo para o país. "É claramente um projecto pioneiro", afirma António Sarmento, do Centro de Energia das Ondas, uma associação privada que estuda e promove esta forma alternativa de produzir electricidade.
O projecto da Aguçadoura é uma aposta do grupo Enersis, que se dedica às energias renováveis em Portugal (ver caixa) e que há alguns anos contratou uma nova tecnologia desenvolvida pela empresa Pelamis Wave Power, com sede na Escócia. A instalação dos equipamentos, prevista para 2006, sofreu sucessivos atrasos.
O primeiro acabou por ser colocado no seu posto, a cinco quilómetros da costa, apenas em meados de Julho passado. Uma segunda máquina foi instalada posteriormente. Ambas já estão a produzir electricidade. A terceira estará hoje ancorada no Porto de Leixões, para a cerimónia de inauguração. Depois, bastará rebocá-la e uni-la a um ponto de ligação, como uma ficha a uma tomada.

"O parque está operacional", afirma Rui Barros, responsável na Enersis pelo parque da Aguçadoura. O projecto prevê uma segunda fase, com mais 27 máquinas Pelamis, somando 20 MW. A empresa está a pensar mais alto e tem projectos para mais 550 MW ao longo da costa.
É mais do que os 330 MW que o Governo quer pôr à disposição de novos projectos pré-comerciais ou de demonstração, numa zona piloto para a energia das ondas, ao largo de São Pedro de Moel, Marinha Grande. Mas ainda não está operacional a entidade gestora que irá servir de interlocutor único para as empresas interessadas.
A entidade gestora possivelmente será uma sociedade a ser criada pela Rede Eléctrica Nacional. Os detalhes da concessão ainda não foram, porém, formalizados. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Economia e da Inovação, já está concluído um projecto de decreto-lei, que se encontra à espera de pareceres até ao final deste mês. "No início do mês de Outubro será iniciado o processo formal para aprovação do diploma em Conselho de Ministros", assegura o Ministério da Economia, numa nota enviada ao PÚBLICO.
A costa portuguesa tem potencial para a instalação de 5000 MW de potência em energia das ondas - 15 vezes a capacidade da zona piloto. Mas, para António Sarmento, do Centro de Energia das Ondas, o pontapé de partida com o projecto da Aguçadoura e a zona piloto "é um bom começo".
"Pode fazer diferença, dependendo do que o país conseguir fazer das iniciativas que estão a ser lançadas", diz António Sarmento. O desenvolvimento de novos projectos pode proporcionar não só a fabricação de componentes no país como o seu próprio desenvolvimento tecnológico, associado a patentes.
Além disso, as primeiras empresas a lançar-se, como agora a Enersis, estarão em melhores condições de abrir caminho no mercado. "Há aqui uma série de oportunidades, e a componente energia é apenas uma delas", diz Sarmento. Mas tudo isto, acrescenta o especialista, implica esforço em inovação, compartilhado entre empresas e o Estado.

Numa lista elaborada pelo Centro de Energia das Ondas, aparecem 62 possíveis tecnologias para o aproveitamento da energia das ondas. Algumas foram já testadas em Portugal, como a central de coluna de água oscilante da ilha do Pico, Açores, ou o sistema Archimedes, cujos ensaios deixaram um ponto de ligação eléctrica reaproveitado agora pelo projecto da Aguçadoura.
Em Peniche, está em curso uma nova experiência, da empresa portuguesa Eneólica. Um protótipo, com uma asa submersa que bascula com as correntes de fundo, foi alvo de testes em 2007 e 2008. Agora será instalada uma nova máquina, com três asas, numa escala piloto.
Os ensaios em Peniche aproveitam uma licença já existente, para a instalação de um megawatt de potência das ondas no local - fora da zona piloto da Marinha Grande.
Mas as atenções principais voltam-se agora para as máquinas Pelamis da Aguçadoura, que serão as primeiras a operar em contínuo, em regime pré-comercial, produzindo electricidade e injectando-a no sistema eléctrico nacional.
A empresa Pelamis Wave Power, detentora da tecnologia, tem dois outros projectos em curso no Reino Unido - na Escócia e na Cornualha -, mas num estádio menos avançado. "Esperamos construir mais máquinas dentro de alguns meses", afirma Max Carcas, director da empresa.
Um bom empurrão seria a segunda fase do projecto da Aguçadoura, que depende da Enersis. "Da nossa parte, gostaríamos de avançar o mais rapidamente possível", diz Max Carcas.

(Fonte: Ricardo Garcia)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Pelamis lançado na próxima semana

O projecto da Enersis para a energia das ondas, constituído por três máquinas da tecnologia Pelamis, irá começar a funcionar em pleno na semana que vem, anunciou Manuel Pinho, ministro da Economia, na conferência «Inovação e Energias Renováveis», que teve lugar hoje em Lisboa.
De acordo com Rui Barros, da Enersis, as máquinas produziram a primeira electricidade em Julho deste ano. Até ao momento, o projecto esteve em testes, com as máquinas a serem instaladas e desinstaladas, já que há procedimentos próprios para cada uma das operações. Estiveram igualmente a ser resolvidas algumas avarias, nomeadamente nas amarras.
O projecto será instalado ao largo de Póvoa do Varzim, sendo a potência a instalar nesta fase de 2,5 MW, ou seja, três máquinas da tecnologia Pelamis, de 750 kW cada, num investimento de 9 milhões de euros. Até 2009 a Enersis contava pôr em funcionamento mais duas máquinas da mesma potência, que exigem um investimento adicional de 5 milhões de euros.
No mesmo ano a Enersis e a sua parceira tecnológica escocesa, a Ocean Power Delivery, preparam os testes no mar para alcançar os 20 MW, o que poderá equivaler à instalação de mais 28 máquinas de 750 kW cada, ou de 20, cada uma com 1 MW.

(Fonte: Sofia Vasconcelos)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Concluído diploma que define a atribuição da concessão da zona piloto das ondas

O diploma de atribuição da concessão para a exploração da zona piloto da energia das ondas já está concluído, apurou o AmbienteOnline junto do Ministério da Economia e Inovação. O diploma está em consulta nos vários ministérios envolvidos, estando prevista a sua aprovação para o decorrer do mês de Setembro.
Recorde-se que o Decreto-lei nº 5/2008, que estabeleceu o regime jurídico de utilização dos bens do domínio público marítimo, incluindo a utilização das águas territoriais para a produção de energia eléctrica a partir da energia das ondas do mar na zona piloto, definiu que a concessão para a exploração da zona piloto é atribuída a uma entidade gestora mediante contrato de concessão.
O documento refere ainda que a entidade gestora da zona piloto é escolhida mediante procedimento de concurso público, salvo se for entregue por ajuste directo a uma entidade sob o controlo efectivo do Estado. O diploma agora concluído irá definir o modo como a concessão irá ser atribuída.
A concessão de serviço público da zona piloto inclui a utilização da faixa correspondente ao corredor para implantação das infra-estruturas para ligação à rede eléctrica pública, logo que a sua localização se encontre definida, bem como a utilização do domínio público marítimo em regime de concessão.
O acesso à zona piloto em regime comercial é feito por concurso, podendo candidatar-se promotores que proponham instalar tecnologias de exploração de energia das ondas reconhecidas pela entidade gestora.

(Fonte: Sofia Vasconcelos)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Martifer quer concluir demonstração comercial para as ondas em 2009

O projecto de energia das ondas, da Martifer, é, actualmente, aquele que está a consumir mais recursos à empresa liderada por Carlos Martins ao nível do departamento de I&D. «No final de 2009 queremos ter uma demonstração comercial do nosso protótipo», adiantou sexta-feira, Carlos Gil, responsável pelo departamento de I&D da Martifer, durante do último dia da Ambitech Açores 2008, que decorreu em Ponta Delgada.
«A energia das ondas tem actualmente um maior potencial do que a eólica, que começa a ficar saturada», disse o responsável, que salientou que foi a inovação que «ajudou a Martifer a passar de uma empresa de construção para um empresa de energia».
Para Carlos Gil, «o importante é fazer com que a inovação seja permanente e não uma “chuva” espontânea de vantagem competitiva».

(Fonte: Tânia Nascimento)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Fase comercial da energia das ondas dentro de 5 anos

O Plano de Desenvolvimento e Investimento da Rede de Transporte de Electricidade, da Redes Energéticas Nacionais, considera já como hipótese a existência, em 2019, de 550 MW de potência offshore. De qualquer modo, avisa o presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren), «espero bem que em 2020 haja mais de 1000 MW de potência instalada para produzir electricidade a partir das ondas».
Quanto ao vento offshore ainda vai ter de se evoluir muito para ser interessante para Portugal, «dada a forma como a sua plataforma costeira se desenvolve e pelo facto de em terra ainda haver muitos locais por explorar», explica.
Ao longo da costa portuguesa há mais de 250 km de áreas que podem ser aproveitadas para produção eléctrica a partir das ondas. Num período de 20 a 30 anos, acredita António Sarmento, director do Centro de Energia das Ondas, poderá atingir-se uma potência instalada de 5000 MW, à qual deve ser adicionada os potenciais da Madeira e dos Açores. No total o investimento para o aproveitamento da energia das ondas ultrapassará os 5000 milhões de euros. Apesar das estimativas, «só daqui a 5 anos é que estaremos na fase comercial da energia das ondas», admite.
De resto, o especialista alerta para que a excessiva expectativa na velocidade do desenvolvimento tecnológico pode ser um dos principais obstáculos ao desenvolvimento do mercado, «levando ao desinteresse, e mesmo a uma atitude cínica, quando surgem as primeiras dificuldades, entre os quais o deslize dos prazos para a concretização dos objectivos e o agravamento dos custos são os mais frequentes».

(Fonte: Tânia Nascimento)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

EDP sugere criação de entidade para a energia das ondas

A criação de uma entidade nacional de investigação e promoção da energia das ondas é uma das sugestões da EDP para promover esta fonte de energia renovável. Este desejo de criar a entidade Ondas de Portugal foi hoje revelado por António Vidigal, presidente da EDP Inovação, na conferência «À procura do Inesgotável», organizada pela sociedade de advogados Rui Pena, Arnaut e Associados, em conjunto com a SGC Energia e a EDP.
A conferência debruçou-se sobre as iniciativas que algumas empresas estão a fazer para que a energia não se esgote e para que surjam novas fontes e métodos sustentáveis face às necessidades do planeta. A crise financeira, a subida do preço dos alimentos, as organizações internacionais e o seu impacto nestes projectos e na estratégia a seguir no futuro foram alguns dos temas focados.
O responsável abordou a matriz energética do futuro, com enfoque para a geração distribuída de electricidade e para o acesso livre à rede, quer para comprar quer para vender energia, dando o exemplo dos carros eléctricos que, num plano quase de ficção científica, como lhe apelidou António Vidigal, poderiam, ligados à rede e à internet, comprar electricidade quando esta estivesse mais barata e vender quando estivesse mais cara. «A forma de controlar a energia vai mudar drasticamente», disse.
«São necessárias soluções disruptivas para resolver os problemas», afirmou, referindo ainda o projecto de um grupo de cientistas para uma rede transeuropeia de energia solar e eólica, que aproveitaria inclusivamente o recurso solar do Norte de África e a energia do jet stream (velocidade do ar em altura), que alguns investigadores do Instituto Superior Técnico estão a estudar.

(Fonte: Sofia Vasconcelos)