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segunda-feira, 28 de julho de 2008

AIP, AEP e CIP propõem avaliação produção de energia nuclear

O documento conjunto das associações Industrial Portuguesa (AIP) e Empresarial de Portugal (AEP) e da Confederação da Industria Portuguesa (CIP), entretanto enviado ao Governo e ao Presidente da República, inclui ainda outros aspectos como o melhor aproveitamento de oportunidades, o aumento da concorrência e estímulos à eficiência no consumo.
No documento, as associações propõem a intensificação dos estímulos à utilização dos biocombustíveis e a avaliação da oportunidade de produção de energia nuclear em Portugal.
Entre as medidas propostas ao nível da promoção da eficiência no consumo energéticas as três associações recomendam ao Governo, entre outras, o incentivo à reconversão dos equipamentos industriais e de transportes no sentido de os tornar energeticamente mais eficientes por recurso a verbas comunitárias.
O estímulo à utilização do transporte de mercadorias por via ferroviária, deverá igualmente ser assegurado, bem como à poupança de energia nas empresas de serviços e microempresas, acrescentam.
As associações dizem ainda que dada a importância da energia no desenvolvimento do país, procederão a estudos que conduzam à concretização dos objectivos propostos.
"É preocupante, e urgente, a situação de muitas empresas em Portugal que, por geralmente comprarem a electricidade ou o gás mais caros do que as suas concorrentes em Espanha, são penalizadas na sua estrutura de custos, afectadas na sua competitividade, e têm dificuldades em se manterem no mercado", refere o documento entregue a Cavaco Silva e José Sócrates.

(Fonte: Lusa)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Quarto acidente nuclear em 15 dias

Ao início da manhã, durante uma operação de manutenção no edifício do reactor número 4 «foi aberta uma tubagem no interior do edifício e escapou pó radioactivo», explicou Alain Peckre, o director da central.
A autarquia e a Autoridade de Segurança Nuclear (ASN) foram imediatamente prevenidas, decidindo esta última propor provisoriamente o incidente de nível 0 (da escala Ines que classifica incidentes e acidentes nucleares de 0 a 7).
A este nível, a ASN geralmente não torna públicos os incidentes, mas a autoridade que fiscaliza o nuclear teve em conta o contexto, explicou o seu director-geral Jean-Christophe Niel.
«Não há qualquer ligação entre os dois incidentes ocorridos em 15 dias em Tricastin, em instalações que dependem de exploradores diferentes», precisou.
Já a 7 de Julho, uma fuga de líquidos radioactivos de um tanque da fábrica Socatri, filial do grupo Areva especializada nos resíduos nucleares, levara à demissão do seu director. Esta «anomalia» foi classificada no nível 1.
Uma outra fuga, a semana passada, de líquidos radioactivos numa fábrica de combustíveis em Romans-sur-Isère (Drôme) foi também classificada no nível 1.
Finalmente, sexta-feira, 15 funcionários foram contaminados «muito ligeiramente» por elementos radioactivos num estaleiro de manutenção de uma unidade de produção da central nuclear de Saint-Alban/Saint-Maurice (sudeste), sem que o incidente tenha sido classificado pela ASN.

(Fonte: Jornal Destak)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Criou-se o terror na opinião pública sobre o nuclear

A justificação de que ainda não se sabe como tratar os resíduos que provêem da produção de energia nuclear não é plausível para Pedro Sampaio Nunes. Até porque, alega o antigo secretário de estado da Ciência e responsável da empresa Energia Nuclear de Portugal, «não há resíduos tão bem tratados» como os desta fonte energética. Por isso diz que foi criado um terror na opinião pública sobre o nuclear.
«Há um terrorismo de argumentação. Não há resíduos tão bem tratados como os do nuclear, além de não serem perigosos. Não é crível que países como a Finlândia, a Coreia do Sul tivessem centrais sem ter esse problema resolvido», referiu o mesmo à Agência Financeira.
De acordo com Sampaio Nunes, há «desinformação» sobre o tema e é por isso que não se avança.
«O nuclear é absolutamente indispensável. É preciso começar-se a discutir este assunto rapidamente», acrescentou, sublinhando que esta é uma das soluções para Portugal se tornar auto-suficiente no que toca à energia.
Para o antigo secretário de estado da Ciência, o nuclear não faz parte da agenda do Governo porque foi uma questão «não debatida no período eleitoral». «Era preciso um debate interno prévio e há divergências dentro de todos os partidos. É controverso por falta de informação», comentou à AF.
O responsável sustenta que agora é preciso «deixar espaço para o debate técnico e que em Outubro, quando se apurar o montante do défice tarifário existente, o nuclear pode surgir como alternativa.

(Fonte: Marta Dhanis)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Governo: Nuclear? não, obrigado!

O governador do Banco de Portugal reacendeu o debate sobre o nuclear como solução para reduzir a dependência energética nacional face ao exterior.
Mas o Governo, apesar da evidência de argumentos fortes como a escalada do preço do petróleo, mantém firme a posição de que a energia atómica não vai avançar nesta legislatura. As renováveis e a eficiência energética são as apostas.

(Fonte: Jornal de Negócios)

Bastonário dos Engenheiros defende nuclear na agenda política

O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo, afirmou esta quarta-feira à agência «Lusa» que o nuclear deve estar presente na Agenda Política do Governo.
«É importante que o nuclear esteja na agenda política do Governo para se saber qual a estratégia a seguir numa altura em que o paradigma energético está em profunda mudança a nível mundial», disse Fernando Santo.
Segundo o bastonário, «é preciso ter um país mais informado», e que se iniciem «estudos rigorosos, independentes e não ideológicos» para se conhecerem os cenários que permitirão assumir as melhores opções.
«O agravamento da situação energética portuguesa exige que se tome posição nesta matéria», adiantou.
Fernando Santo referiu ainda que Portugal tem «um estrangulamento energético» que pode por em causa o nível de vida dos portugueses.
O bastonário congratulou-se com o trabalho que está a ser feito pela Comissão Eventual de Acompanhamento das Questões de Energia, no âmbito da Assembleia da República, que tem vindo a ouvir especialistas na matéria.
«Esta é uma via correcta que se deve continuar», sublinhou «agência «Lusa».
Sobre a segurança das centrais nucleares, Fernando Santo, referiu que o nuclear actualmente deixou de ser «um problema», e já não é posta em causa.
Fernando Santo manifestou-se de acordo com a política governamental sobre as energias renováveis e em relação à necessidade de se avançar ao nível da eficiência energética.
No entanto, sobre o nuclear enfatizou a necessidade de se conhecerem os vários cenários e de se saber se a produção energética será suficiente ou se haverá debilidades e como ultrapassá-las a médio longo prazo.
Além disso, falou do papel pioneiro da Ordem dos Engenheiros no que toca à abordagem do tema do nuclear, que era há anos tabu.

(Fonte: Agencia Financeira)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Quercus acusa Constâncio de ingenuidade e desconhecimento ao relançar debate sobre o nuclear

A Quercus acusou hoje o governador do Banco de Portugal de "ingenuidade e desconhecimento" ao relançar o debate sobre o nuclear em Portugal, uma vez que os ambientalistas consideram esta opção errada também do ponto de vista financeiro. LPN alerta para risco de “debate inquinado”.
Em declarações no Parlamento, o governador Vítor Constâncio defendeu ontem que "a alteração estrutural dos preços da energia está para ficar e tudo tem de ser discutido, incluindo o nuclear".
Para os ambientalistas da Quercus, "se o problema do país é financeiro, então incluir o nuclear nas questões energéticas é um erro".
"Um dos principais argumentos contra o nuclear é que é muito insustentável do ponto de vista de custos", declarou o dirigente ecologista Francisco Ferreira, apontando o exemplo das "enormes derrapagens" da central nuclear finlandesa.
A Quercus alega ainda que uma central em Portugal teria uma dimensão que não conseguia ser suportada pela rede eléctrica nacional, além dos tradicionais argumentos dos problemas do tratamento dos resíduos gerados pelo nuclear e da questão do risco.
"O debate do nuclear foi feito nos últimos dois anos e extinguiu-se. Muito porque Portugal é o país da Europa onde a população acha que se deve apostar menos no nuclear", referiu Francisco Ferreira.
"Só por ingenuidade sobre o sistema energético ou por desconhecimento das prioridades do ponto de vista de custo é que podem ter sido feitas as declarações do governador do Banco de Portugal", acrescentou.
Eugénio Sequeira, presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), diz que a questão da energia nuclear pode ser debatida, mas com informações claras e detalhadas e tendo em conta os custos e os impactos para o ambiente.
“O debate é sempre útil, e não faz mal nenhum. Mas é preciso que o debate não esteja inquinado”, disse hoje à rádio TSF.
“Temos de ver a valia de uma solução, qualquer que se faça, face aos custos totais, coisa que nunca se fez. Porque tem que se medir, quer do ponto de vista económico, quer do ponto de vista social, quer do ponto de vista ambiental, do berço à cova”, comentou.
O dirigente defende que se deve incluir no custo de produção de energia eléctrica o “custo da execução da central, o custo total do desfazer dos resíduos finais e quanto é que isso vale em termos de risco ambiental, e o risco para a saúde pública, na sua totalidade”.

(Fonte: Jornal Público)

Recurso ao nuclear é a única forma de ter base energética estável

O antigo ministro da Indústria e Energia, Mira Amaral, considerou, esta quarta-feira, que a utilização da energia nuclear é a única forma de Portugal conseguir uma base energética estável.
“A nuclear aparece neste momento como a única forma de energia tecnicamente possível para alimentar a imensa frota automóvel que temos. Quando o mundo tem que fugir do petróleo, nomeadamente no sector dos transportes não podemos ignorar a nuclear”, defendeu Mira Amaral citado pela TSF Online.
O ex-ministro lembrou também que tal como a energia nuclear, as renováveis também apresentam desvantagens.
“São altamente voláteis e intermitentes. Por isso não é apenas com centrais eólicas ou solares apenas, que satisfazemos a base enérgica de um país”, adiantou.
Para Mira Amaral o pesado investimento inicial no nuclear colhe frutos a longo prazo.

(Fonte: Jornal de Negócios)

Energia nuclear divide opiniões

O governador do banco de Portugal (BdP), Vítor Constâncio, defendeu ontem a necessidade de estudar todas as hipóteses que permitam reduzir a dependência energética, relançando o debate sobre a energia nuclear. Uma hipótese aplaudida esta quarta-feira pelo ex-ministro da Indústria e da Energia Mira Amaral, mas questionada pela Quercus, que considera tratar-se de uma opção errada.
Vítor Constâncio afirmou ontem, na Assembleia da República, que “a alteração estrutural dos preços da energia está pata ficar e tudo tem de ser discutido, incluindo a nuclear”.
Para Mira Amaral, que há três anos que defende que Portugal deve considerar a opção nuclear, as declarações de Constâncio são “correctas e pecam por tardias”.
“Todas as energias alternativas têm de ser bem-vindas, incluindo a nuclear”, afirmou o ex-ministro de Cavaco Silva, considerando tratar-se da única forma de ter uma base energética estável.
Por sua vez, a Quercus acusou o governador do BdP de “ingenuidade e desconhecimento” ao relançar o debate sobre a opção nuclear, afirmando que “se o problema do País é financeiro, então incluir o nuclear nas questões energéticas é um erro”.
A associação ambientalista recordou que “um dos argumentos contra o nuclear é que é muito insustentável do ponto de vista de custos”, alegando ainda que um central em Portugal teria uma dimensão que não conseguia ser suportada pela rede eléctrica nacional, além dos problemas de tratamento dos resíduos gerados pelo nuclear e da questão do risco.
Já Eduardo Fernandes, professor catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e redactor da estratégia nacional de energia, um documento orientador do Governo, afirma não ter problemas em utilizar a energia nuclear proveniente de outros países, mas que Portugal, de momento, não reúne as condições necessárias para adoptar a opção nuclear, considerando “errado” levantar o problema agora, segundo a rádio TSF.
Em declarações á rádio, o especialista explicou que a aposta nuclear deve ser na eficiência energética, considerando que há ainda muita margem para poupança de energia em Portugal.
Para o catedrático, a questão da energia nuclear é muitas vezes levantada com leviandade.

(Fonte: Correio da Manhã)