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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Tavira vai ter primeira central solar térmica nacional

O projecto prevê a ocupação de 10 hectares de estruturas para a produção de energia (dos quais sete de painéis solares), num terreno de 25 hectares a instalar numa área cedida pela associação local de regantes.
A colocação em consulta pública por parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve tem por objectivo proporcionar a participação alargada de entidades e público interessado no projecto, através da recolha de opiniões antes do licenciamento.
De acordo com o responsável técnico da central, Manuel Collares Pereira - co-fundador da empresa ESTP (Energia Solar Térmica de Portugal) -, se os procedimentos administrativos o permitirem, a central, com uma capacidade para produzir um máximo de 6,5 megawatts, deverá estar a funcionar em meados de 2009.
"É um projecto que tem esbarrado em algumas dificuldades burocráticas, apesar dos apoios que recebeu desde a primeira hora do Ministério da Economia", disse Collares Pereira à Agência Lusa.
Sublinhou que se trata da primeira central de "fabrico" de energia eléctrica a partir de energia térmica produzida pelo sol, já que as outras centrais solares portuguesas - por exemplo a central de 11 megawatts actualmente em construção na zona de Serpa - produzem electricidade "directamente", sem passar pela fase térmica.
"Essas centrais são mais caras e produzem menos energia", sustenta o responsável da ESTP, explicando que a transformação da energia produzida pelo vapor de água em electricidade se faz numa turbina com capacidade para 6,5 megawatts.
O projecto da primeira central solar de produção de energia térmica, capaz de produzir electricidade para 20 mil pessoas, a instalar na zona de Tavira, entra sexta-feira em consulta pública, disse hoje à Lusa fonte da CCDR/Algarve.
"Se considerarmos que uma família de quatro pessoas produz uma média de 3 kilowatts, esta central deverá produzir energia para 20 mil pessoas, embora em certas alturas essa capacidade possa crescer ainda mais, até às 30 mil", disse.
A energia será vendida à empresa Rede Eléctrica Nacional (REN), que introduzirá na rede, afirmou.
"Nunca teremos a certeza se esta energia será consumida no Algarve ou em outras regiões do País", esclareceu.
O projecto, que pressupôs um protocolo, assinado em Dezembro, com a associação de regantes do Aproveitamento Hidroagrícola do Sotavento Algarvio (AHSA), deverá representar um investimento de 20 milhões de euros.
O contrato de concessão à ESTP permitirá aos beneficiários do plano de rega daquela zona do concelho de Tavira arrecadar receitas que possibilitarão a manutenção dos equipamentos de rega.
A empresa Energia Solar Térmica de Portugal nasceu da parceria das empresas portuguesas Enerpura - de que Collares Pereira é vice-presidente - e Meci com a norte-americana Ausra.

(Fonte: Diario Económico)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Martifer Solar implementa a instalação solar fotovoltaica mais alta do mundo.

A Martifer Solar foi responsável pela engenharia e montagem da instalação solar fotovoltaica da Torre de Cristal, situada no topo do arranha-céus madrileno com 245metros de altura. A instalação de integração arquitectónica usa silício policristalino com tecnologia vidro-vidro da companhia La Veneciana de Saint-Gobain, empresa que desenvolveu os materiais de construção, parte fundamental do projecto. Esta instalação da Torre de Cristal é até hoje o projecto solar fotovoltaico mais alto do mundo.
A implementação da cobertura solar fotovolvaica foi um grande desafio de engenharia e instalação para a Martifer Solar. A altura e as características do edifício fizeram com que fossem necessários alpinistas para levar a cabo a instalação dos vidros, de 120 kilos cada um, que continham as células fotovoltaicas. A somar ao peso dos materiais e à altura da instalação os trabalhadores tiveram que suportar fortes correntes de ar no topo da Torre de Cristal para efectuarem este trabalho. Os engenheiros tiveram de desenvolver um laborioso processo de dimensionamento da instalação para conseguirem a melhor eficiência possível aproveitando a integração total da instalação no edifício.
A cobertura, de 285 m², gera mais de 32 KW, no pico da exposição solar, esta energia é destinada à alimentação do edifício, contribuindo com isto para o seu abastecimento e auto-suficiência energética. A instalação solar fotovoltaica da Torre de Cristal foi um contrato levado a cabo pela companhia vidreira La Veneciana de Saint-Gobain que contratou a Martifer Solar para a execução do projecto e também para a arrojada tarefa de instalação.
Esta cobertura da Torre de Cristal foi para a Martifer Solar uma dos seus projectos mais emblemáticos no que diz respeito a integração arquitectónica, já que é um importante marco que demonstra bem a capacidade da empresa para enfrentar e superar obras de grande complexidade técnica.

(fonte: Martifer SGPS, SA)

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Concessão de barragens: Governo pode encaixar este ano receita extra de 283 milhões

O Governo poderá encaixar este ano uma receita extra de pelo menos 283 milhões de euros com a concessão das novas 10 barragens, o equivalente a 0,2 por cento da riqueza produzida, segundo cálculos da agência Lusa.
Fonte oficial do Ministério do Ambiente afirmou à Lusa que a adjudicação das 9 barragens, actualmente em concurso, será feita até ao final do ano, dando origem a um encaixe financeiro em 2008.
Com Foz Tua, adjudicada à EDP, o Estado já recebeu 53 milhões de euros.
Tendo em conta a base de licitação das restantes 9 barragens, o Estado deverá encaixar, no mínimo, e se nenhum concurso ficar vazio, 230 milhões de euros, segundo cálculos da Lusa.
Questionado sobre a possibilidade deste encaixe ocorrer este ano, fonte oficial do Ministério das Finanças afirmou que isso vai depender da execução dos concursos, não afastando a hipótese de que isso venha a acontecer ainda este ano.
"Os respectivos concursos estão em marcha, dependendo do andamento destes, o ano em que ocorrerá o encaixe das receitas", disse a fonte do gabinete de Teixeira dos Santos.
A mesma fonte garantiu que as receitas não recorrentes previstas para este ano, no valor de 0,4 por cento do PIB, "respeitam apenas ao alargamento dos prazos de concessão das barragens [já existentes] à EDP", no valor de 759 milhões de euros.
Assim, as receitas das concessões das 10 novas barragens não estão incluídas nessa rubrica.
No âmbito do plano nacional de barragens, o Governo já lançou todos os concursos para 10 novas barragens - Padroselos, Alto Tâmega, Daivões, Gouvães, Fridão, , Pinhosão, Girabolhos, Alvito e Almourol - , além de Foz-Tua, que já rendeu ao Estado 53 milhões de euros.
Contudo, é possível que o encaixe seja superior a 283 milhões de euros (230 mais 53 milhões de euros), uma vez que o critério de adjudicação refere que as propostas serão classificadas segundo "a mais elevada quantia oferecida" acrescida ao valor base de licitação.
De acordo com o presidente do Instituto da Água (INAG), Orlando Borges, trata-se de "potencializar os recurso hidroeléctricos com a maior rentabilidade possível para os Estado".
Padroselos, Alto Tâmega, Daivões e Gouvães, que terão que ser licitadas em conjunto, segundo o mesmo responsável, têm uma base de licitação de 120 milhões de euros.
Fridão, Alvito e Almourol partem de um preço base de 70 milhões de euros, valor que é de 40 milhões de euros para Pinhosão e Girabolhos.
Segundo Orlando Borges, Fridão, Alvito e Almourol é o único caso no conjunto das 10 barragens em que o vencedor poderá optar por construir apenas uma delas, mas o critério do preço será sempre decisivo na adjudicação. Assim, o concorrente pode escolher construir apenas uma delas e ganha desde que ofereça o valor mais elevado.
Fridão é a mais rentável, de acordo com o presidente do INAG, pelo que é natural que esta seja a barragem escolhida, enquanto as outras duas (Alvito e Almourol) podem vir a não ser construídas.

(fonte: Lusa)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Governo aprova Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (2008-2015)

O Executivo socialista aprovou hoje, em Conselho de Ministros, uma Resolução que aprova o Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (2008-2015), estabelecendo como meta a alcançar até 2015 a implementação de medidas de melhoria de eficiência equivalentes a 10% de consumo final de energia, conforme anunciado pelo Primeiro-Ministro na Assembleia da República em 11 de Abril de 2008.Segundo o comunicado hoje emitido pelo Conselho de Ministros, esta poupança "permitirá ultrapassar a meta da União Europeia e contará com os contributos dos vários sectores de actividade e com o Estado a liderar em termos de eficiência com uma economia induzida de cerca de 12%". O Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE) contempla, assim, um conjunto importante de medidas de eficiência energética para cada um dos quatro sectores consumidores de energia: (i) Transportes, (ii) Residencial e Serviços, (iii) Indústria e (iv) Estado. Entre as várias medidas previstas, incluem-se o programa para redução, até 2015, de 20% do parque automóvel com mais de 10 anos; medidas de incentivo à reabilitação urbana; o programa de substituição de electrodomésticos e lâmpadas energeticamente ineficientes; Certificação Energética de todos os edifícios do Estado e lançamento do «Prémio Mais Eficiência» para distinguir a excelência energética a nível das empresas, residências, escritórios, escolas e outros edifícios de referência.O PNAEE constitui, ainda, um reforço e complemento das medidas de redução de gases com efeitos de estufa previstas no Programa Nacional para as Alterações Climáticas, contribuindo para o cumprimento das metas nacionais no âmbito do Protocolo de Quioto.Com a aprovação do PNAEE cumpre-se mais um dos objectivos estabelecidos na Estratégia Nacional para a Energia, que define a Política Energética do Governo.


(Fonte: Portal das Energias Renováveis)