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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Aldeia da Vila da Ponte aderiu à energia solar

Com pouco mais de cem habitantes e 40 painéis solares instalados, Vila da Ponte tornou-se na aldeia mais renovável do concelho e, por ventura, da região. A opção beneficia o ambiente, mas foi feita a pensar na economia.
As contas estão mais que feitas. Antes da instalação de quatro painéis solares, o professor Alcino Moura gastava cerca de três mil litros de gasóleo para aquecer a casa e ter água quente. Agora, com o sistema solar a funcionar em paralelo com a caldeira tradicional, gasta apenas mil. Ao certo, o proprietário do Restaurante Residencial a Cista só vai saber quanto vai poupar quando tiver de voltar a encher o depósito de gasóleo da caldeira. Mas, porque desde que os painéis solares estão a funcionar, o sistema anterior funciona "muito menos", acredita que a economia venha a ser significativa. Aliás, tenciona mesmo reforçar o sistema que aproveita a luz do sol.
No centro da aldeia, Maria Alves também aderiu aos painéis que transformam energia solar em água quente. "O meu é só para os banhos", explica. E dá resultado? A água sai quente? "Ai dá! Até dá para pelar as galinhas", responde. A vizinha, também Maria, mostra-se igualmente satisfeita com o investimento. Abre a torneira da cozinha para mostrar que a água sai a "escaldar". O contador instalado no local exibe mais de 70 graus.
Neste momento, na aldeia da Vila da Ponte, em Montalegre, são já 40 os painéis solares instalados. Metade são térmicos e a outra metade fotovoltaicos, ou seja, destinam-se à produção de energia que irá ser comprada pela EDP e integrada na rede de distribuição. Neste momento, Alcino Alves aguarda apenas uma última vistoria para começar a vender a energia que vai produzir a partir dos dispositivos colocados no telhado da própria casa. Entrará, assim, na restrita lista de pessoas que fazem microgeração, ou seja, consumidores que geram energia através com equipamentos de pequena escala. A inscrição nas vagas abertas pelo Governo é feita via Internet no portal "Renováveis na Hora". "Tive sorte. Mal fui aceite, o sistema fechou passados dois minutos", recorda. A quota de produção de Alcino é de 3,68 quilowatts.
Apesar dos apelos e incentivos constantes à protecção do ambiente, não foi por este motivo, nem por força da Lei (ver caixa), que a Vila da Ponte de transformou, por ventura, na aldeia com mais painéis solares por habitante. Foi graças aos apelos de um filho da terra que abriu, em Braga, uma empresa de comercialização e montagem deste tipo de sistema. João Alves decidiu começar a mostrar as vantagens dos peinéis na terra natal. Sobretudo, económicas. "Eu puxo sempre pela parte económica, mas mesmo assim não é fácil", lembra o jovem, que garante aos conterrâneos que gastem duas botijas de gás por mês, que conseguirão reaver o investimento em três anos. Para abastecer de água quente uma família de quatro pessoas, o sistema de painéis solares, instalação incluída, custa cerca de 2 mil euros. No entanto, cerca de um terço do investimento é dedutível em IRS. "É compensatório", conclui João Alves.
Menos dependente do petróleo e mais à mercê da generosidade do sol, à população da Vila da Ponte resta agora pedir que este brilhe com muita intensidade. Uma vantagem em relação às grandes cidades para que o sistema funcione melhor já tem: níveis de poluição muito inferiores.

(Fonte: Margarida Luzio)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Martifer e CME aliam-se na microgeração fotovoltaica

A Martifer e a CME formaram uma parceria com vista à instalação de sistemas solares fotovoltaicos a consumidores finais e outras entidades, nomeadamente através do canal EDP. A parceria, que começou a ser desenvolvida no início de 2008, surge no âmbito da publicação do Decreto-Lei n.º 363/2007, que estabelece o regime jurídico aplicável à produção de electricidade por intermédio de instalações de pequena potência, designadas por unidades de microprodução.
A Martifer faz a comercialização dos equipamentos à CME e esta apresenta as propostas chave-na-mão para as instalações, indica João Paulo Figueiredo, da Martifer, ao jornal Água&Ambiente. «No final do ano será feita uma avaliação da actual parceria e poderão surgir novos projectos dentro deste âmbito», avança.
Segundo João Paulo Figueiredo, a publicação deste decreto-lei veio impulsionar a energia solar fotovoltaica, mas o que está feito «é manifestamente insuficiente». Por exemplo, a limitação da quota anual a 10 MW «está a levar a que haja uma correria às licenças».

(Fonte: Tânia Nascimento)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Ensul Meci lança nova marca para microgeração solar

A empresa Ensul Meci acaba de lançar no mercado nacional soluções de microgeração a marca Sunday para fornecimento e instalação de sistemas e equipamentos com recurso à energia solar.
O custo médio de um sistema fotovoltaico de 2kW é de 12 mil euros e um sistema de 3,68 kW é de 22 mil euros. Segundo a empresa, os turistas residenciais e revendedores da energia produzida, além da vantagem de utilização de uma eco-marca, podem produzir energia ao longo do ano. «O custo de manutenção é relativamente baixo em relação ao valor do sistema e é garantida eficácia a 90 por cento ao fim de dez anos de utilização», acrescenta.
Os sistemas Sunday são financiados a 100 por cento, incluindo a montagem dos equipamentos, seguros onde consta a cobertura relativa a incêndios, raios e explosão; tempestades, inundações e aluimentos de terras, furto ou roubo e efeitos directos de corrente eléctrica. A instalação de um equipamento Sunday de microgeração do tipo solar fotovoltaico com uma potência de 3,68 kW permite evitar a emissão de aproximadamente 58 toneladas de CO2 , ao fim de 20 anos.
Segundo Luís Pais, director de novos negócios da empresa, os principais objectivos desta iniciativa são a democratização do acesso dos consumidores à produção independente de energia eléctrica e, ao mesmo tempo, a simplificação do processo de licenciamento. A Ensul Meci será responsável pela promoção e comercialização deste serviço, através da integração num só produto financeiro e de parcerias internacionais no fabrico e instalação de equipamentos.

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Caixa Geral de Depósitos inaugura maior central solar térmica do País

Foi hoje inaugurada a maior central solar térmica nacional, que se encontra instalada no edifício sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Apesar de já estar a funcionar há cerca de seis meses, hoje teve lugar a inauguração oficial pelo ministro da Economia, Manuel Pinho.
Num investimento de 1, 2 milhões de euros, que terá o seu retorno em menos de 10 anos, os 1 600 m2 de colectores solares térmicos produzem cerca de 4 MWh por dia, o que equivale ao consumo de energia de 400 mil famílias. A central foi desenvolvida em parceria com a EDP.
A energia produzida é utilizada para aquecer água (sanitárias e das cozinhas) e para a climatização do edifício, tanto para ar quente como para ar frio. Para o efeito, a central conta com um chiller de absorção, que serve para arrefecer água para o sistema de refrigeração, tornando esta central na maior central solar térmica com sistema de arrefecimento na Europa.
O aquecimento de água do edifício, no qual trabalham cerca de 5000 pessoas, é, assim, inteiramente assegurado pela central solar, o que permite poupar cerca de 470 MWh. A restante energia produzida é aproveitada para a climatização do edifício, numa poupança de mais 500 MWh. A poupança anual estimada é de 1 200 MWh, o que corresponde entre 3 e 4 por cento do consumo anual do edifício sede. Os painéis permitem ainda uma poupança anual de carbono de 500 toneladas de emissões de CO2 e a uma poupança de electricidade equivalente ao consumo anual de 2000 habitantes.
«A Caixa Geral de Depósitos procura, com a instalação desta central, que equivale a mais de170 mil árvores em termos de absorção de CO2, dar um contributo importante para a sustentabilidade, um aspecto extremamente importante da nossa estratégia de responsabilidade social», disse Faria de Oliveira, presidente do banco estatal.
Já Manuel Pinho referiu que o exemplo da CGD «deve ser seguido por um maior número de empresas», já que «o futuro passa pelas energias renováveis e pela eficiência energética, e os vencedores serão aqueles que se empenharem na criação de um modelo sustentável».

(Fonte: Sofia Vasconcelos)

Tecnologia da WS Energia vai ser produzida em fábricas da Solar Monkey

A empresa portuguesa WS Energia e a norte-americana Solar Monkey assinaram, sexta-feira, um acordo com vista a produzir nos Estados Unidos uma nova geração de seguidores solares de alta precisão, elevada fiabilidade e baixo custo com base na tecnologia patenteada e galardoada da WS Energia.
O acordo vai permitir desenvolver unidades fabris nos Estados Unidos, com base na tecnologia de seguimento actualmente produzida e comercializada na Europa pela empresa nacional. Actualmente, a WS Energia tem produtos instalados em Portugal, Espanha, Suíça e Itália.
«Estamos muito satisfeitos pela parceria estabelecida com a WS Energia, uma empresa claramente empenhada em inovar nos desafios que se colocam actualmente no campo da energia. Estes sistemas de seguimento são fundamentais para a redução do custo da energia solar», salienta Matthew McCullough, presidente executivo da Solar Monkey.
Recorde-se que, em 2006, a tecnologia patenteada pela WS Energia ganhou o prémio BES Inovação e, no ano seguinte, a electrónica de controlo dos trackers foi distinguida pelo Live EDGE Electronic Design for Global Environment, pelo seu aumento de produção, facilidade de instalação e configuração geral.

(Fonte: Portal Ambiente)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Governo aprova projecto da Itarion de produção fotovoltaica

O investimento da Itarion Solar, de 99,7 milhões de euros, conta a partir de agora com o apoio do Governo, no âmbito do Sistema de Incentivos à Inovação, do Quadro de Referência Estratégico Nacional. O projecto consiste na criação, em Vila do Conde, de uma unidade industrial de produção de células fotovoltaicas a partir de silício, tecnologia inovadora em Portugal, com uma capacidade instalada de 100 MW por ano com potencial para se estender até 250 MW anuais.
O volume de vendas acumulado de 2008 a 2017 calcula-se em 2,2 mil milhões de euros, informa o Conselho de Ministros, em comunicado.
Utilizando a experiência da Qimonda nos processos de optimização das propriedades eléctricas do silício, este projecto traça como objectivo o aperfeiçoamento das matérias-primas, desenho das células, processo de fabrico, e a eficiência e as economias de escala.
Além disso, este investimento da Itarion Solar contribuirá para o aumento das exportações e para melhorar o saldo da balança comercial portuguesa de produtos electrónicos, já que a totalidade da produção se destina ao mercado externo, conclui o comunicado. Também se vão sentir impactos ao nível do desenvolvimento da região, «através de efeitos de arrastamento de actividades, da criação de emprego e da utilização de recursos locais», remata a mesma fonte.

(Fonte: Portal Ambiente)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

WS Energia ultima comercialização de novo produto

O sistema DoubleSun tem sido o trunfo para a empresa responsável pelo seu desenvolvimento, a WS Energia, que venceu a edição de 2006 do Concurso Nacional de Inovação do Banco Espírito Santo. A partir de Novembro, a empresa iniciará a comercialização do seu novo sistema, que passará a ter mais um módulo fotovoltaico, ou seja, cinco no total.
Na área da microgeração, o objectivo é chegar ao final do ano com mais de 100 instalações concretizadas. «Até Julho tínhamos 60 instalações, mas esperamos duplicar este número até ao final de 2008, o que equivalerá a 300 DoubleSun», afirma ao AmbienteOnline João Wemans, um dos responsáveis pela empresa.
Em resposta à solicitação nacional recente na área da microgeração, a WS Energia tem registado um forte interesse nos seus sistemas de seguimento e concentração solar de alta tecnologia e rentabilidade. Quando foi fundada, em 2006, a empresa estava muito virada para o mercado internacional, uma situação que se alterou a partir de Novembro de 2007, com a publicação do decreto-lei da microgeração. Agora, cerca de 50 por cento da sua produção é destinada ao mercado nacional, sendo a outra metade dirigida para as grandes centrais fotovoltaicas.

(Fonte: Tânia Nascimento)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Edifício municipal de Cascais é o primeiro do País a receber certificação energética

O Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal (CIAPS), situado em Cascais, é o primeiro edifício municipal do País a receber a certificação energética, uma iniciativa promovida pela Agência Municipal Cascais Energia. O certificado energético, entregue em Junho pela Agência para a Energia (Adene), inaugura o conjunto de medidas a aplicar no âmbito da optimização energética deste edifício.
«O objectivo é criar um cenário de consumo sustentável e controlado no edifício, como forma de disponibilizar aos visitantes um espaço de sensibilização e demonstração, familiarizando-os com os conceitos de eficiência energética e energias renováveis», sublinha a Agência Municipal Cascais Energia em comunicado.
O projecto «é inédito a nível nacional» e envolve a implantação de um sistema de aerogeradores de baixa potência em ambiente urbano para produção de electricidade, com integração de um sistema de aproveitamento solar fotovoltaico, designado por “jardim fotovoltaico”.
O local da intervenção é o percurso pedonal entre a Ponta do Sal e os Fortes, onde serão instaladas quatro turbinas eólicas de potências até 3kWp e quatro a cinco “girassóis fotovoltaicos”, com produção total de 3,5 kWp.
Como complemento ao CIAPS também serão instaladas uma central de dessalinização e uma estação meteorológica automática, para a revitalização dos espaços impermeabilizados. No caso da central de dessalinização, vai ser aplicado o método inovador da evaporação via aquecimento solar, enquanto que a estação meteorológica automática será equipada com sensores, com o objectivo de medir o vento, a chuva e os índices de radiação solar, e de verificar estes valores em tempo real a partir do CIAPS.

(Fonte: Portal Ambiente)

sábado, 2 de agosto de 2008

Martifer Solar fecha contrato com Solarfun para 30 MW de módulos solares

A Martifer Solar assinou contrato com a empresa chinesa Solarfun para o fornecimento de 30 MW de módulos solares fotovoltaicos em policristalino. O contrato, em vigor entre Janeiro e Dezembro de 2009, juntamente com a produção da Martifer Solar, assegura o abastecimento aos projectos da empresa para este ano em vários países europeus.
De acordo com o contrato, a Solarfun fornecerá 30 MW de módulos fotovoltaicos à Martifer Solar por um preço fixado para todo o período do contrato. Estes módulos serão utilizados nos projectos que a Solar vai desenvolver em Portugal, França, Espanha, Itália, Grécia e noutros mercados onde a empresa tenha interesse.
Henrique Rodrigues, presidente executivo da Martifer Solar salientou, durante a assinatura deste contrato, que «a Martifer Solar está muito motivada para trabalhar com Solarfun e instalar os seus módulos em vários projectos em toda a Europa».
Com este contrato fechado, a Martifer Solar «garante o seu compromisso com o cliente ao assegurar o abastecimento para desenvolver todos os seus projectos sem correr riscos de escassez de stock de painéis fotovoltaicos no mercado».

(Fonte: Portal Ambiente)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Grupo Enerpal inicia a sua expansão em Portugal

O grupo Enerpal, empresa espanhola dedicada ao desenho e montagem de instalações para o aproveitamento de energias alternativas, iniciou a sua expansão internacional no mercado português. Depois de numerosos estudos prévios, o grupo decidiu concentrar esforços e começar um desenvolvimento progressivo em Portugal.
A empresa contará com um sócio nacional, conhecedor do mercado local e com experiência também neste sector das energias renováveis do mercado luso. Assessorado pelos escritórios centrais do grupo, encarregar-se-á da implantação da empresa em Portugal, pondo em marcha instalações de energia solar fotovoltaica conectadas à rede.
Com dez anos de existência, a Enerpal desenvolve grandes projectos de aproveitamento de energias renováveis, principalmente de energia solar fotovoltaica, contando com mais de 200 MW em fase de construção e tramitação.
Para além disso, tem em curso projectos de energia eólica, líder no desenvolvimento de mini-parques eólicos com potência até 10 MW.

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Hidrogénio atrai interesse energético de municípios e empresas

Vários sistemas alimentados a hidrogénio já estão a funcionar em municípios e empresas portuguesas, no âmbito do Projecto LUCIS – Demonstração de Pilhas de Combustível a Hidrogénio em Ambiente Real, liderado pelo Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (Inegi), em parceria com o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação e a Soluções Racionais de Energia.
«O objectivo é testar sistemas desenvolvidos com o hidrogénio como base tecnológica em ambiente real e em diferentes configurações e especificações, demonstrando as vantagens da utilização das pilhas de combustível a hidrogénio como solução de energia na competitividade das empresas e da economia», lembra o Inegi em comunicado.
A autarquia de Torres Vedras é uma das associadas deste projecto, sendo disso exemplo dois projectos de demonstração, que prevêem a utilização de pilhas de combustível como backup de sistemas de comunicação de unidades concelhias que integram o Serviço Nacional de Protecção Civil e como alimentadoras de sistemas de sinalização de emergência para obras a realizar na via pública.
O concelho de Albufeira, por sua vez, atrai a si quatro projectos de demonstração, referentes a alimentação energética do gabinete do vice-presidente, de focos e bombas de água da rotunda dos golfinhos situada na cidade, de dois candeeiros de iluminação pública e de karts para crianças.
O envolvimento do sector empresarial está representado pela Auto-estradas do Atlântico, cuja «colaboração focar-se-á na alimentação, por pilhas de combustível, das câmaras de videovigilância de auto-estradas, como complemento aos painéis fotovoltaicos», vinca o Inegi.
Também a Autosil, empresa produtora de baterias/acumuladores de chumbo, «vai utilizar pilhas de combustível como carregadores das baterias esperando-se, com isto, que consiga ganhar maior operacionalidade e flexibilidade», conclui a mesma fonte.
O projecto LUCIS envolveu um total de seis colaboradores e um investimento na ordem dos 240 mil euros.

(Fonte: Portal Ambiente)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Renováveis atingem 7737 MW de potência instalada até Maio

O total da potência instalada em Portugal atingiu, no final de Maio, 7 737 MW. De acordo com a Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), o aumento de potência instalada renovável em Maio, relativamente a Abril, ficou a dever-se aos contributos das energias eólica e fotovoltaica, devido à entrada em funcionamento de quatro novas centrais, duas eólicas e duas fotovoltaicas.
No entanto, a produção total de energia eléctrica a partir de fontes de energia renovável (FER) decresceu no período de Janeiro a Maio, relativamente a igual período de 2007, devido ao comportamento da sua componente hídrica, revelam as últimas estatísticas da DGEG. Ainda assim, nos dois últimos meses deste período a produção hídrica foi 8 por cento superior à verificada nos meses homólogos do ano anterior. Também a produção eólica cresceu 47 por cento comparativamente com igual período de 2007. Em Maio, a produção foi 4 por cento superior à registada no mês homólogo do ano anterior.
A produção de energia eléctrica a partir de FER está concentrada no Norte, principalmente nos distritos de Bragança,Viana do Castelo, Viseu, Coimbra, Vila Real e Braga (1001, 1001, 812, 735, 627 e 614 MW, respectivamente). Excluindo a grande hídrica, Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Viana do Castelo, Lisboa, Vila Real, Guarda, Braga e Santarém são os principais distritos em termos de potência instalada (562, 468, 363, 336, 289, 247, 224, 174 e 171 MW, respectivamente), correspondendo a potência destes nove distritos a 81 por cento do total, em Maio de 2008.
Quanto à incorporação de FER no consumo bruto de energia eléctrica, e para efeitos da Directiva, foi de 42 por cento em 2007, depois de Portugal se tornar, em 2006, no terceiro país da União Europeia (UE15) com maior incorporação de energias renováveis. A subida de três lugares, relativamente a 2005, deve-se ao aumento acentuado da produção hídrica em 2006, relata o documento.

(Fonte: Portal Ambiente)

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Central Solar na CGD

Uma das medidas mais visíveis para a redução de emissões de CO2 foi a instalação de painéis solares na cobertura do edifício-sede da CGD. Localizado em Lisboa este edifício dispõe, actualmente, da maior Central Solar do país.
A utilização de energias de fonte renovável é uma peça fundamental na minimização da dependência energética nacional e na redução das emissões de carbono.
Cerca de 85% da energia consumida em Portugal é importada, sob a forma de combustíveis fósseis. Com um número médio anual de horas de Sol que varia entre 2200 e 3000, Portugal é um dos países da Europa com melhores condições para aproveitamento da energia solar. No entanto, a utilização de sistemas solares térmicos ou fotovoltaicos está ainda longe de corresponder ao potencial deste recurso.
Os colectores solares térmicos captam a energia do Sol e transformam-na em calor, permitindo poupar até 70% da energia necessária ao aquecimento de águas num edifício.
A instalação de 130 painéis solares térmicos em 1 600 m2 da cobertura do edifício-sede, na Av. João XXI, em Lisboa, permite a produção de energia que será utilizada para aquecer água para sistemas de climatização e instalações sanitárias, poupando mais de 1 milhão de kWh de electricidade por ano (aproximadamente 5% do consumo global).
Simultaneamente, está a ser instalado um sistema de monitorização detalhada da energia produzida, que permitirá analisar o desempenho da instalação para posterior expansão a outros edifícios CGD que mostrem potencialidades para uso de energia solar.
Os 1.600 metros de painéis solares que instalámos no Edifício-Sede produzem anualmente energia equivalente ao consumo diário de 425.000 pessoas. Evitamos, assim, a emissão anual de 1.700 toneladas de CO2, o equivalente à capacidade de aborção de carbono de 170.000 árvores por ano.

Link de Apresentação do Sistema

(Fonte: CGD)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Tavira vai ter primeira central solar térmica nacional

O projecto prevê a ocupação de 10 hectares de estruturas para a produção de energia (dos quais sete de painéis solares), num terreno de 25 hectares a instalar numa área cedida pela associação local de regantes.
A colocação em consulta pública por parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve tem por objectivo proporcionar a participação alargada de entidades e público interessado no projecto, através da recolha de opiniões antes do licenciamento.
De acordo com o responsável técnico da central, Manuel Collares Pereira - co-fundador da empresa ESTP (Energia Solar Térmica de Portugal) -, se os procedimentos administrativos o permitirem, a central, com uma capacidade para produzir um máximo de 6,5 megawatts, deverá estar a funcionar em meados de 2009.
"É um projecto que tem esbarrado em algumas dificuldades burocráticas, apesar dos apoios que recebeu desde a primeira hora do Ministério da Economia", disse Collares Pereira à Agência Lusa.
Sublinhou que se trata da primeira central de "fabrico" de energia eléctrica a partir de energia térmica produzida pelo sol, já que as outras centrais solares portuguesas - por exemplo a central de 11 megawatts actualmente em construção na zona de Serpa - produzem electricidade "directamente", sem passar pela fase térmica.
"Essas centrais são mais caras e produzem menos energia", sustenta o responsável da ESTP, explicando que a transformação da energia produzida pelo vapor de água em electricidade se faz numa turbina com capacidade para 6,5 megawatts.
O projecto da primeira central solar de produção de energia térmica, capaz de produzir electricidade para 20 mil pessoas, a instalar na zona de Tavira, entra sexta-feira em consulta pública, disse hoje à Lusa fonte da CCDR/Algarve.
"Se considerarmos que uma família de quatro pessoas produz uma média de 3 kilowatts, esta central deverá produzir energia para 20 mil pessoas, embora em certas alturas essa capacidade possa crescer ainda mais, até às 30 mil", disse.
A energia será vendida à empresa Rede Eléctrica Nacional (REN), que introduzirá na rede, afirmou.
"Nunca teremos a certeza se esta energia será consumida no Algarve ou em outras regiões do País", esclareceu.
O projecto, que pressupôs um protocolo, assinado em Dezembro, com a associação de regantes do Aproveitamento Hidroagrícola do Sotavento Algarvio (AHSA), deverá representar um investimento de 20 milhões de euros.
O contrato de concessão à ESTP permitirá aos beneficiários do plano de rega daquela zona do concelho de Tavira arrecadar receitas que possibilitarão a manutenção dos equipamentos de rega.
A empresa Energia Solar Térmica de Portugal nasceu da parceria das empresas portuguesas Enerpura - de que Collares Pereira é vice-presidente - e Meci com a norte-americana Ausra.

(Fonte: Diario Económico)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Primeira central solar térmica nacional em consulta pública

Até 14 de Agosto de 2008 a primeira central solar térmica do País, em Tavira, estará em fase de consulta pública, cujo processo se inicia hoje. O projecto a instalar, numa área entre 7 a 9 hectares, tem estado em compasso de espera para a obtenção da licença de instalação na Reserva Agrícola Nacional (RAN).
«Como o terreno pertence à RAN não podemos iniciar a empreitada sem termos a licença», adianta Manuel Collares Pereira, director do Departamento de I&D da Ao Sol – Energias Renováveis, detida pela Enerpura, que é a líder deste projecto no consórcio Electricidade Solar Térmica de Portugal.
Em 2006, o projecto pioneiro a nível internacional, dado que utiliza pela primeira vez uma tecnologia da australiana Solar Heat and Power, já tinha luz verde da Direcção-Geral de Energia e Geologia. Um ano depois foi-lhe atribuída uma tarifa especial, uma vez que os diplomas para produção de electricidade a parte de fontes renováveis não contemplam esta solução tecnológica. «Já temos o PIP [Pedido de Informação Prévia], já temos tudo, menos o terreno para construir porque ainda está afecto à RAN, apesar de ser baldio», lamenta Collares Pereira. «O mais grave é que continuamos sem nenhum feedback e não sabemos em que fase está o processo de desafectação», prossegue.
A central solar termoeléctrica terá 6,5 MW de potência instalada e estima-se que venha a produzir anualmente 12,8 GW/hora, o que equivalerá ao consumo de electricidade de 4000 habitações.
O consórcio, envolvendo ainda a Rolear, a Meci, a Universidade do Algarve e a Câmara Municipal de Tavira, pretende implantar uma tecnologia que consiste na disposição de espelhos quase planos, de modo a criar uma forma parabólica, conceito conhecido por óptica de “Fresnel”. Esta técnica permite reduzir custos com a concentração da radiação solar, evitando a construção de uma parábola em grande escala. A radiação solar, por sua vez, é transformada em vapor na central, através de turbinas, sendo o vapor usado na produção de electricidade.

(Fonte: Ana Cristina Ferreira)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Consórcio português apresenta projecto de azulejos solares fotovoltaicos

Foi hoje apresentado o projecto Solar Tiles – Desenvolvimento de Sistemas Solares Fotovoltaicos em Coberturas e Revestimentos Cerâmicos -, que consiste no desenvolvimento de protótipos funcionais de produtos cerâmicos fotovoltaicos integrados, de elevada eficiência, para o revestimento de edifícios (telhas e revestimentos exteriores de fachada) que incorporem filmes finos fotovoltaicos da última geração.
O projecto será desenvolvido por um consórcio de nove entidades nacionais (Revigrés; Dominó; Coelho da Silva; De Viris, Natura e Ambiente; CTCV; INETI; Universidade do Minho; CENIMAT; e ADENE), do qual a Revigrés é o principal promotor, e que concorre ao QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional.
Com este projecto, pretende-se contribuir para um novo tipo de arquitectura de edifícios, que inclua o eco-design, fachadas e coberturas de edifícios baseados em materiais cerâmicos fotovoltaicos, numa perspectiva de novos produtos cerâmicos multifuncionais, em que se conjugam as funções estéticas (de um revestimento comum), com as funções técnicas de produção de energia, por forma a promover a sustentabilidade na construção.
O desenvolvimento deste novo tipo de produtos cerâmicos multifuncionais, previsto num período de 2 anos, permitirá validar a tecnologia e os processos de produção para, rapidamente, serem produzidos e colocados no mercado mundial.

(Fonte: Portal Ambiente)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Martifer Solar implementa a instalação solar fotovoltaica mais alta do mundo.

A Martifer Solar foi responsável pela engenharia e montagem da instalação solar fotovoltaica da Torre de Cristal, situada no topo do arranha-céus madrileno com 245metros de altura. A instalação de integração arquitectónica usa silício policristalino com tecnologia vidro-vidro da companhia La Veneciana de Saint-Gobain, empresa que desenvolveu os materiais de construção, parte fundamental do projecto. Esta instalação da Torre de Cristal é até hoje o projecto solar fotovoltaico mais alto do mundo.
A implementação da cobertura solar fotovolvaica foi um grande desafio de engenharia e instalação para a Martifer Solar. A altura e as características do edifício fizeram com que fossem necessários alpinistas para levar a cabo a instalação dos vidros, de 120 kilos cada um, que continham as células fotovoltaicas. A somar ao peso dos materiais e à altura da instalação os trabalhadores tiveram que suportar fortes correntes de ar no topo da Torre de Cristal para efectuarem este trabalho. Os engenheiros tiveram de desenvolver um laborioso processo de dimensionamento da instalação para conseguirem a melhor eficiência possível aproveitando a integração total da instalação no edifício.
A cobertura, de 285 m², gera mais de 32 KW, no pico da exposição solar, esta energia é destinada à alimentação do edifício, contribuindo com isto para o seu abastecimento e auto-suficiência energética. A instalação solar fotovoltaica da Torre de Cristal foi um contrato levado a cabo pela companhia vidreira La Veneciana de Saint-Gobain que contratou a Martifer Solar para a execução do projecto e também para a arrojada tarefa de instalação.
Esta cobertura da Torre de Cristal foi para a Martifer Solar uma dos seus projectos mais emblemáticos no que diz respeito a integração arquitectónica, já que é um importante marco que demonstra bem a capacidade da empresa para enfrentar e superar obras de grande complexidade técnica.

(fonte: Martifer SGPS, SA)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

AreanaTejo promove eficiência energética com Fomentinvest

A AreanaTejo – Agência Regional de Energia e Ambiente do Norte Alentejano e Tejo assinou recentemente um protocolo de colaboração com a Fomentinvest.
A parceria surge das oportunidades que se abrem com a aprovação do Plano Nacional de Acção para a Eficiência, sobretudo ao nível da gestão integrada de energia, explica Tiago Gaio, director da AreanaTejo, por «ir ao encontro das intenções desta agência para 2009-2010 na óptica da definição de uma estratégia energética para o Norte Alentejo».
Equipamentos desportivos, edifícios municipais, escolas, iluminação pública, hotelaria, serviços, e indústria são os edifícios alvo de futuras intervenções. As áreas a abranger incluem, por exemplo, o aproveitamento da energia solar para produção de energia eléctrica ou para produção de energia térmica, o aumento da eficiência energética da iluminação pública, seja pela utilização de reguladores de fluxo ou pela remodelação de lâmpadas e/ou luminárias, o aumento da eficiência energética dos sistemas de controlo de trânsito ou da melhoria da eficiência energética dos edifícios públicos.
Segundo Tiago Gaio, através da utilização de contratos de performance de energia, a celebrar no âmbito do protocolo, será possível aos municípios associados da AreaTejo beneficiar de condições especiais de financiamento de projectos desenvolvidos nestas temáticas da eficiência energética e das energias renováveis.

(Fonte: Ana Cristina Ferreira)

Martifer Solar comercializa 20 MW do SunPark em França

A nova solução de integração arquitectónica no mercado solar fotovoltaico, SunPark, já está a ser comercializada pela Martifer Solar, em França, num total de 20 MW.
Com tecnologia “Plug and Play”, de energia solar fotovoltaica, o SunPark «é um novo produto de integração arquitectónica, que se aplica na cobertura de parques de estacionamento, para gerar electricidade», explica a Martifer Solar. Proteger os veículos das intempéries e produzir electricidade a partir de uma fonte renovável são as mais valias desta tecnologia, desenhada e construída pela empresa.
Apesar de terem a forma convencional de coberturas de parque de estacionamento, servem de suporte a 42 módulos solares fotovoltaicos por segmento, integrando o inversor e todo o equipamento de ligações eléctricas necessárias ao seu funcionamento. A sua particularidade reside no facto de todo o sistema não exigir qualquer obra.

(Fonte: Portal Ambiente)

Águas do Algarve reduz 1129 toneladas de CO2 com renováveis

A Águas do Algarve irá reduzir a emissão de cerca de 1129 toneladas anuais de dióxido de carbono (CO2) para atmosfera, através do investimento em energias renováveis. Neste momento, estão a ser instalados 49 sistemas solares fotovoltaicos em infra-estruturas nos sistemas multimunicipais de abastecimento de água e de saneamento do Algarve, que irão produzir 281 238 kWh/ano, com uma redução na emissão de CO2 para a atmosfera na ordem dos 143 toneladas anuais.
O retorno do investimento, na ordem de um milhão de euros, será alcançado em 5 anos, sendo que a redução de custos energéticos para o sistema multimunicipal de saneamento se cifrará em 9 por cento, e para o sistema multimunicipal de abastecimento de água na ordem dos 2,3 por cento. A Águas do Algarve prevê que a energia solar fotovoltaica entre em funcionamento entre o fim de Setembro e princípio de Outubro, adiantou a empresa ao AmbienteOnline.
Este mês será ainda lançado o concurso público para a instalação de uma mini-hídrica na estação de tratamento de água de Alcantarilha, com uma produção prevista de 1 870 000 kWh/ano, já para o ano de 2010. Esta produção implicará a redução da emissão de CO2 para a atmosfera na ordem das 950 toneladas anuais. O projecto desta instalação foi desenvolvido numa parceria entre a Águas do Algarve e a Hidropower.
A empresa possui igualmente cinco pedidos de informação prévia para injecção de energia na rede eléctrica de serviço público através de micro-hídricas. A instalação da primeira micro-hídrica, na estação de tratamento de água do Beliche, está em fase de conclusão e produzirá 65 700 kWh/ano, permitindo reduzir a emissão de CO2 para a atmosfera na ordem das 33,4 toneladas por ano. Prevê-se a entrada em funcionamento entre o fim de Agosto e o princípio de Setembro.
Está também a ser medido, há cerca de dois meses, o potencial eólico em terrenos de propriedade da Águas do Algarve em Giões, no concelho de Alcoutim, numa colaboração com o CEEETA e o INEGI. O potencial eólico será avaliado no final de 12 meses de medição, esperando a empresa a futura instalação de um parque eólico.
A produção de energia através de centrais de digestão anaeróbia com recurso ao biogás está também em fase de estudo para duas estações de tratamento de águas residuais, nomeadamente Lagos e Companheira em Portimão.

(Fonte: Portal Ambiente)