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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Consumo de combustíveis volta a diminuir em Portugal

O consumo de combustíveis voltou a diminuir, em Junho, no mercado nacional, com as gasolinas a serem as principais responsáveis pela quebra homóloga de 0,3% da procura. O consumo de gasóleo aumentou, mas registou um abrandamento.
O consumo de combustíveis diminuiu 0,3%, em Junho quando comparado com igual período do ano passado, de acordo com os dados divulgados pela Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG).
A contribuir para a quebra do consumo total, estiveram as vendas de gasolinas, que registaram uma redução de 6,3%, uma tendência partilhada por todas os tipos deste combustível. A gasolina aditivada registou uma quebra de 82%, e “praticamente deixou de ser consumida nos últimos meses”, a gasolina sem chumbo 98 verificou uma descida de 21,2%, “não se registando alterações na tendência que já se vinha verificando. Relativamente à gasolina sem chumbo 95 o consumo baixou 3,5%”, revela a DGEG.
Quanto ao gasóleo, observou-se um crescimento homólogo de 1,1%, em Junho, o que representa um abrandamento face aos consumos observados nos meses anteriores. Se analisarmos por meses concluímos que em Maio e Junho, quando comparado com os meses anteriores, se verificou quebras nas vendas deste combustível.
Já o GPL Auto registou uma tendência inversa. Em Junho, e comparando com o mesmo mês do ano passado, registou um aumento de 11,5%.

(Fonte: Sara Antunes)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sócrates: aposta nas renováveis é a estratégia certa

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu esta quinta-feira que a «forte aposta» de Portugal nas energias renováveis nos últimos três anos vai continuar, sublinhando que esta é a estratégia certa para fazer face ao «choque petrolífero» em curso.
«É absolutamente fundamental que o país tome consciência que não deve estar tão dependente do petróleo, e a melhor forma de reduzir essa dependência é aumentar a percentagem de electricidade baseada em energias renováveis, aproveitando a energia que podemos produzir aqui», avançou a «Lusa».
José Sócrates falava em Viana do Castelo, durante a cerimónia de lançamento da primeira de uma fábrica de pás de rotor da «Enercon», um investimento de 55 milhões de euros que criará 500 postos de trabalho e que integra um cluster eólico que aquela empresa alemã está a instalar no concelho.
Sócrates lembrou que nos dois anteriores choques petrolíferos «todos disseram» em Portugal que era preciso reduzir a dependência do petróleo, mas «nada se fez».
«Não estou disponível para que tudo volte a acontecer sem ninguém fazer nada. Ninguém nos perdoaria se, daqui a 15 ou 20 anos, aqui estivessem os actores da nova geração dizendo que vivemos o terceiro choque petrolífero e nada fizemos. Não quero que isso aconteça», afirmou.
O primeiro-ministro sublinhou a aposta nos últimos três anos na energia eólica e hídrica, garantindo que estes continuarão a ser os sectores que «puxarão» pela energia do país.
«Três anos depois, podemos dizer que Portugal está numa situação no Mundo que nos coloca no conjunto de países mais evoluídos em termos de energias renováveis», frisou.
O chefe do Governo disse ainda que esta aposta nas energias renováveis é também «essencial» para a modernização da indústria e da economia do país, apontando como exemplo o cluster que a Enercon está a instalar em Viana do Castelo.

(Fonte: Lusa)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ERSE vai regular combustíveis

O Governo prepara-se para atribuir a regulação do sector dos combustíveis à Entidade Reguladora do Sector Energético (ERSE), diz o «Semanário Económico».
Esta é uma das hipóteses que está a ser analisada pelo ministro da Economia, numa altura em que Manuel Pinho, apesar de dizer que acredita na descida do preço da gasolina em Portugal, mostrou-se já «preparado para tomar toda e qualquer medida em defesa do consumidor».
Caso a legislação já estivesse em vigor, a ERSE podia actuar como já faz nos sectores do gás e electricidade, onde são fixadas tarifas e existe um livre acesso à armazenagem e transporte por parte dos operadores existentes no mercado.

(Fonte: Agencia Financeira)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Petróleo a caminho dos 100 dólares em Nova Iorque

O petróleo está novamente a caminho da fasquia dos 100 dólares. Em Nova Iorque, o barril está a valorizar mais de 2%, uma subida justificada com a fraqueza do dólar face às principais divisas mundiais que está a tornar mais apelativos os investimentos nas “commodities”.
O West Texas Intermediate (WTI), soma 2,01% para 99,11 dólares. Chegou a subir um máximo de 2,5% para 99,61 dólares, depois de ontem já ter registado uma valorização de mais de 7%. Aproxima-se outra vez dos três dígitos. O crude baixou a marca no final da semana passada.
O Brent do Mar do Norte, que serve de referência às importações nacionais, está a acompanhar a tendência, mas está ainda distante dos 100 dólares. Segue a valorizar 2,1% para 96,83 dólares. Desde o início do ano acumula um ganho de pouco mais de 3%. A contribuir para a nova subida dos preços está a queda do dólar face, nomeadamente, ao euro. O euro está a ganhar quase 1% para 1,4468 dólares, reflectindo a instabilidade nos mercados mundiais e a venda de títulos do Tesouro dos EUA por parte dos investidores.
A desvalorização da moeda norte-americana está a levar a que muitos investidores desloquem, novamente, os seus investimentos para as matéria-prima que se tornam, assim, activos mais atractivos. Ou seja, oferecem retornos mais elevados, apesar do risco.
A queda superior ao esperado das reservas de petróleo dos EUA, revelada ontem, está também a suportar esta alta dos preços. O Departamento de Energia dos EUA revelou uma redução de 6,3 milhões de barris, quando o mercado previa que fosse apenas de 3,5 milhões. O mercado receia uma escassez do lado da oferta.

(Fonte: Jornal de Negócios)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Petróleo indeciso antes de conhecer nível de reservas

O preço do petróleo está em sentidos divergentes nos dois principais mercados, no dia em que vão ser conhecidos os níveis das reservas nos EUA.
Esta tarde vai ser publicado o nível dos stocks norte-americanos, que devem confirmar a previsão dos analistas de um aumento, ou seja, de uma menor procura.
Em nova Iorque, o crude vale 122,14 dólares por barril, registando uma ligeira descida de 5 cêntimos. Em Londres, o IPE Brent, petróleo de referência para a Europa, custa 123,07 dólares por barril, mais 36 cêntimos.

(Fonte: Agencia Financeira)

terça-feira, 29 de julho de 2008

OPEP considera «anormal» actual preço do crude e crê que caíra 35%

O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Chakib Jelil, qualificou, esta terça-feira, de «anormal» o actual preço do petróleo e assegurou que, num contexto adequado, o barril poderia cair mais de 35 por cento.
Jelil argumentou em Jacarta, para onde viajou para se reunir com o ministro da energia indonésio, Purnomo Yusgiantoro, que se «o dólar continuar a subir» e «a situação política melhora», referente ao Irão, os preços do petróleo, num longo prazo podem vir a situar-se «em torno dos 78 dólares por barril».
Desta forma, o presidente da OPEP, reiterou a teses da maioria dos países pertencentes ao cartel, de que a alta dos preços do petróleo não se devem a um problema de oferta, segundo o espanhol «Cinco Días».
O presidente disse ainda que o encarecimento do petróleo não despoletou numa redução da procura. O barril de «ouro negro» negociava na segunda-feira acima dos 125 dólares em Nova Iorque, depois de um ataque a um oleoduto nigeriano. O Royal Dutch Shell anunciou uma redução petrolífera em cerca de 20%. No entanto, no início deste mês, o petróleo negociava acima dos 147 dólares por barril.
A Indonésia anunciou recentemente que vai abandonar a OPEP no final deste ano por não poder alcançar a quota mínima de produção a que obriga o cartel.

(Fonte: Agencia Financeira)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Petróleo valoriza mas negoceia em mínimos de sete semanas

Os preços do petróleo seguiam a valorizar mas perto de mínimos de sete semanas, depois de ter negociado em queda pressionado pelo aumento da produção da organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da China.
O West Texas Intermediate (WTI) seguia a valorizar 0,20% para os 123,51 dólares, em Nova Iorque, depois de já ter negociado nos 122,94 dólares. Em Londres o Brent do mar do Norte, que serve de referência à economia portuguesa, ganhava 0,18% para os 124,74 dólares por barril.
Os contratos petrolíferos seguem agora a valorizar depois de já ter estado a negociar na casa dos 122 dólares por barril, em Nova Iorque, o que corresponde a uma desvalorização de mais de 16% desde que atingiu os novos máximos acima dos 147 dólares.
Os investidores olham para estes valores como uma oportunidade de adquirir contractos a valores mais acessíveis, o que está a contribuir para a valorização dos preços da matéria-prima.
As cotações têm registado uma tendência de queda, pressionadas pelos receios de uma redução da procura devido ao abrandamento económico que se faz sentir a nível global. A contribuir para a desvalorização das últimas sessões estão também as notícias sobre um aumento de produção por parte da China e da OPEP.
O segundo maior produtor petrolífero chinês, China Petrochemical, anunciou que aumentou a sua produção petrolífera no primeiro trimestre em 2,4%, quando comparado com os valores registados no ano anterior.
Também a Ptrologistics, na passada sexta-feira, afirmou que a OPEP vai aumentar a sua produção petrolífera em cerca de 200 mil barris por dia no mês de Julho.
“O lado da oferta está bastante estável neste momento, e não há surpresas” afirmou Tetsu Emori sa Astmax citado pela Bloomberg.

(Fonte: Jornal Diário Digital)

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Preço do petróleo continua em queda

Os preços do ouro negro continuam a descer, e até já reflectem uma desvalorização de 10 por cento frente ao máximo histórico.
Os preços cada vez mais baixos desta matéria-prima justificam-se pelo enfraquecimento do euro frente ao dólar. Assim, a recuperação da moeda americana já se está a fazer sentir nos mercados. Embora com preços mais baixos, a OPEP estima que o ouro negro sofra uma diminuição da procura, adiantando que o preço do petróleo se vai situar entre os 80 e 100 dólares por barril.
Esta diminuição da procura traduz-se em cerca de 1,2 milhões de barris por dia.
Neste momento, o preço do petróleo em Nova Iorque desce 1,19 dólares para 100,65 por barril.
Em Londres, o crude de referência para o mercado europeu cede 0,82 cêntimos para 99,56 dólares por barril.

(Fonte: Agencia Financeira)

SAS lança-se no petróleo e gás

A SAS, empresa de referência mundial de business intelligence e de software analítico, aposta no petróleo e gás, criando uma unidade de negócio direccionada para as empresas que operam nestes sectores energéticos, «com o objectivo disponibilizar consultoria de soluções tecnológicas avançadas que apoiem as decisões estratégicas de planeamento de produção, gestão de reservas e distribuição», contextualiza a SAS em comunicado.
A nova unidade de negócio é constituída por uma rede de especialistas sectoriais de todo o mundo e vai ajudar as empresas a optimizarem o seu desempenho ao nível das actividades de exploração e produção e transporte e comercialização.
Na origem desta decisão está a «procura crescente de recursos energéticos a nível mundial e «o facto desta multinacional disponibilizar, há mais de 20 anos, soluções tecnológicas que respondem às características muito particulares deste sector», explica a empresa.
Recursos naturais, superfície terrestre, reservatórios, fornecedores, conjuntura económica, risco de negócio e custos e rentabilidade são alguns dos dados que devem ser transformados, no contexto desta nova unidade, em informação de apoio à decisão.
Recorde-se que a SAS tem clientes como a Petróleos de Venezuela, a brasileira Petrobras e a ConocoPhillips Noruega.

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Petróleo perde mais de 13% em sete sessões

O preço do petróleo continua em queda, pela segunda sessão consecutiva, e já acumula uma perda superior a 13% nas últimas sete sessões. A matéria-prima reagiu em queda à notícia que indica que o furacão Dolly não vai afectar as plataformas petrolíferas do Golfo do México.
Na sessão de ontem, o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, chegou a cair mais de 4% para negociar nos 125, 63 dólares e segue agora a perder 2,02% para os 125,83 dólares. Em Londres, o barril de Brent perde 1,60% para os 127,48 dólares.
As previsões indicam que o furacão Dolly não deverá atingir as plataformas do Golfo do México, responsáveis por 25% da produção dos Estados Unidos.
De acordo com um estudo realizado pela MasterCard, a procura de gasolina nos Estados Unidos caiu 3,3% na semana passada em resposta aos elevados preços da matéria-prima. O procura de gasolina está em queda há 13 semanas consecutivas.

(Fonte: Jornal de Negócios)