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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Registo das instalações consumidoras intensivas de energia até 15 de Outubro

As empresas e operadores de instalações consumidoras intensivas de energia (CIE), com consumos anuais iguais ou superiores a 500 toneladas equivalentes de petróleo (500/tep/ano), têm de efectuar o registo online em www.adene.pt até dia 15 de Outubro, de acordo com o quadro legal para a eficiência energética.
Esta obrigatoriedade resulta do Decreto-Lei n.º71/2008, publicado em 15 de Abril, que regula o Sistema de Gestão dos Consumos Intensivos de Energia (SGCIE), uma das medidas previstas no PNAEE – Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (2008-2015).
O SGCIE vigora desde 15 de Junho de 2008 para todos os sectores de actividade com incidência na indústria e tem como objectivo promover a eficiência energética no parque empresarial português, através da utilização de fontes de energia renováveis e de recursos endógenos.
Para tal, o SGCIE define um conjunto de medidas regulamentares, a ser implementado nas instalações CIE após a primeira fase de registo no site da Agência para a Energia (Adene). É, assim, obrigatória a realização de auditorias energéticas periódicas e a elaboração de Planos de Racionalização dos Consumos de Energia e dos respectivos Relatórios de Execução e Progresso.

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Cisco quer reduzir 25 por cento das emissões até 2012

A Cisco, companhia de redes de internet, anunciou que pretende atingir o objectivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa da sua operação mundial em 25 por cento durante os próximos quatro anos. John Chambers, presidente da Cisco apresentou o plano durante a Cisco Live, a conferência anual da companhia sobre tecnologia de informação.
Nos últimos seis meses, a Cisco trabalhou com a EPA, assim como com outras organizações, tais como a Environmental Defense Fund (EDF) e uma empresa de consultoria em sustentabilidade ambiental, a Domani, para determinar a sua pegada de carbono a nível mundial, definir métricas e estabelecer objectivos agressivos e exequíveis.
No ano fiscal de 2007, a pegada de carbono da Cisco foi de 832 000 toneladas métricas de CO2. Esta pegada de carbono inclui as emissões das instalações próprias e em leasing, os automóveis e viagens aéreas. Até 2012, a empresa quer atingir as 543 000 toneladas métricas de CO2.
«Com a instalação de soluções inovadoras no âmbito das tecnologias de informação e a utilização da rede como uma plataforma de gestão ambiental do século XXI, acreditamos que conseguimos alterar significativamente a nossa pegada de carbono e ajudar os clientes a atingir os seus objectivos individuais de sustentabilidade ambiental», disse John Chambers.

(Fonte: Portal Ambiente)

sexta-feira, 11 de julho de 2008

CE põe em marcha novo pacote para tornar transportes mais verdes

A Comissão Europeia pôs anteontem em marcha um novo pacote de iniciativas «Transportes Verdes», de modo a «empurrar» os transportes rumo à sustentabilidade. Em primeiro lugar, foi definida uma estratégia de modo a assegurar que os preços do transporte reflictam o seu custo real para a sociedade, para que os danos ambientais e os problemas de tráfego possam ser reduzidos gradualmente, de uma forma que acelere a eficiência nos transportes.
Em segundo lugar, uma proposta para capacitar os Estados-membros de forma a que possam colaborar nesta transformação, através de portagens mais eficientes e verdes para os camiões, com as receitas a serem utilizadas para reduzir os impactes ambientais dos transportes e cortar os congestionamentos.
Em terceiro lugar, foi apresentada uma comunicação para reduzir o ruído ferroviário. O pacote inclui ainda um inventário das medidas existentes na União Europeia de modo a tornar os transportes mais verdes e uma comunicação sobre as iniciativas adicionais que a Comissão irá pôr em prática antes de 2009.
«Este pacote é sobre atacar a poluição e as alterações climáticas, e assegurar que o poluidor e não os contribuintes está a pagar pelos danos ambientais. Entre os resultados, para além de transportes mais verdes, teremos menos emissões, até 8 por cento menos de consumo de combustível pelos camiões e menos filas para todos os utilizadores das estradas. Atrasos, emissões desnecessárias e custos galopantes são maus para as companhais de transportes, para os seus clientes e para todos nós», afirmou Antonio Tajani, vice-presidente da Comissão Europeia, responsável pelos transportes.

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 8 de julho de 2008

G8 quer reduzir 50 por cento das emissões até 2050

Durante a cimeira que está a decorrer no Japão os países do G8 chegaram a acordo sobre a redução de, pelo menos, 50 por cento das emissões mundiais de gases com efeito de estufa até 2050 e ainda sobre a definição, por cada país, de objectivos a médio prazo.
No encontro anual de 2007, em Heiligendamm (Alemanha), os G8 – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Japão, Rússia – apenas ponderaram sobre uma redução de metade das emissões poluentes até meados do século.
O lançamento de 20 projectos experimentais de captura e armazenamento de carbono até 2010, com uma ajuda de 10 000 milhões de dólares (6300 milhões de euros) por ano, pode contribuir, confiam os dirigentes do G8, para o cumprimento dessa meta.
Outro resultado da cimeira em Toyako é o apoio à criação de dois fundos para lutar contra o sobreaquecimento do planeta, ao qual vão dedicar 6000 milhões de dólares (3 800 milhões de euros). Um desses fundos, o Fundo para a Tecnologia Limpa, destina-se a novos financiamentos de grande escala para investir nos países em desenvolvimento em projectos de tecnologias com baixo consumo de hidrocarbonetos, e o outro, o Fundo Estratégico para o Clima, visa financiar diversos programas-piloto, tendo como alvo a resolução do problema das alterações climáticas.
O último dia da cimeira é amanhã e conta com a presença de mais oito grandes países que representam cerca de 80 por cento das emissões poluentes mundiais. São eles Austrália, Coreia do Sul, China, Índia, Brasil, África do Sul, México e Indonésia.

(Fonte: Portal Ambiente)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Portugal ultrapassou em 2006 limites de Quioto em 13 por cento

Os dados de 2006, disponibilizados na última semana no sítio internet da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, apontam para 40 por cento de emissões de gases de efeito de estufa (GEE) acima de 1990, ou seja, 13 por cento acima do limite fixado pelo Protocolo de Quioto.
O Protocolo de Quioto, em vigor desde Janeiro de 2008, exige que Portugal não exceda a fasquia dos 27 por cento de aumento de emissões de GEE até 2012, em relação a 1990. O facto de o País ter ultrapassado, em 2006, quase o dobro do limite fixado por Quioto expõe «a incapacidade de implantação de muitas medidas do Programa Nacional para as Alterações Climáticas para a redução das emissões no País, em particular na área do transporte rodoviário», avalia a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, em comunicado.
Em 2006 as emissões de GEE atingiram cerca de 82,7 milhões de toneladas, o que significa uma emissão per capita de aproximadamente 8,27 toneladas/ano. Nesse ano registou-se no sector da produção de electricidade uma redução de três milhões de toneladas de dióxido de carbono entre 2005 e 2006 devido, nomeadamente, a uma «forte redução das emissões no sector da produção de electricidade» e a uma redução das emissões na produção térmica. Por outro lado, registou-se ainda um incremento da produção de origem eólica de 1200 GWh.
Quanto ao consumo de gasóleo, houve «uma enorme redução» no sector dos serviços e de gás butano e propano ao nível das emissões resultantes de processos de combustão nos sectores residencial e de serviços, «o que poderá eventualmente ser resultado do Inverno mais ameno que se fez sentir em 2006», explica a Quercus. Na prática essa situação traduziu-se numa redução de 1,1 milhões de toneladas de dióxido de carbono.

(Fonte: Portal Ambiente)