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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Portalegre recebe pós-graduações em valorização ambiental e eficiência energética

Até 15 de Setembro, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Instituto Politécnico de Portalegre, tem candidaturas abertas para as pós-graduações em valorização ambiental e produção de energia e em eficiência energética de edifícios.
A primeira pretende, em termos práticos, «conferir, a engenheiros licenciados em diferentes áreas, competências nos campos da valorização e tratamento de resíduos e da produção de energias renováveis e alternativas». O primeiro módulo do curso faz uma abordagem geral e diversificada no âmbito da política, economia e gestão da energia; o segundo módulo debruça-se sobre a eficiência energética na indústria; já o terceiro e o quarto módulos fazem uma abordagem sobre a gestão, tratamento e valorização de efluentes líquidos e gasosos, bem como sobre os resíduos sólidos. Os cinco módulos seguintes estão vocacionados para a energia dos recursos renováveis, enquanto que o último aborda as questões da gestão e avaliação de projectos.
No caso do curso em especialização em eficiência energética, o objectivo é oferecer «uma visão alargada das medidas que podem ser aplicadas em edifícios, novos e usados, de forma a aumentar a sua autonomia energética, com recurso a sistemas passivos e activos que conduzam a um aumento da sua eficiência energética», indica a instituição de ensino. Será dada especial relevância à nova legislação relativa ao comportamento térmico de edifícios, assim como aos sistemas de produção de águas quentes, sistemas de produção de energias renováveis com aplicação em edifícios e sistemas AVAC.
Ambos os cursos têm a mesma carga horária, 264 horas em 35 semanas, e o mesmo preço, 2200 euros para alunos e ex-alunos, e 2500 euros para o público em geral. O período de matrículas decorre entre 22 e 26 de Setembro.

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Edifício municipal de Cascais é o primeiro do País a receber certificação energética

O Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal (CIAPS), situado em Cascais, é o primeiro edifício municipal do País a receber a certificação energética, uma iniciativa promovida pela Agência Municipal Cascais Energia. O certificado energético, entregue em Junho pela Agência para a Energia (Adene), inaugura o conjunto de medidas a aplicar no âmbito da optimização energética deste edifício.
«O objectivo é criar um cenário de consumo sustentável e controlado no edifício, como forma de disponibilizar aos visitantes um espaço de sensibilização e demonstração, familiarizando-os com os conceitos de eficiência energética e energias renováveis», sublinha a Agência Municipal Cascais Energia em comunicado.
O projecto «é inédito a nível nacional» e envolve a implantação de um sistema de aerogeradores de baixa potência em ambiente urbano para produção de electricidade, com integração de um sistema de aproveitamento solar fotovoltaico, designado por “jardim fotovoltaico”.
O local da intervenção é o percurso pedonal entre a Ponta do Sal e os Fortes, onde serão instaladas quatro turbinas eólicas de potências até 3kWp e quatro a cinco “girassóis fotovoltaicos”, com produção total de 3,5 kWp.
Como complemento ao CIAPS também serão instaladas uma central de dessalinização e uma estação meteorológica automática, para a revitalização dos espaços impermeabilizados. No caso da central de dessalinização, vai ser aplicado o método inovador da evaporação via aquecimento solar, enquanto que a estação meteorológica automática será equipada com sensores, com o objectivo de medir o vento, a chuva e os índices de radiação solar, e de verificar estes valores em tempo real a partir do CIAPS.

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Segunda fase do Sistema de Certificação Energética entra hoje em vigor

A partir de hoje entra em vigor a segunda fase do Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (SCE), que obriga a que os pedidos de licenciamento de todos os edifícios novos tenham o certificado energético.
Até ao final do ano deverão estar certificados cerca de 40 mil edifícios de serviços e de habitação, estima a Agência para a Energia (Adene). Em Janeiro de 2009 inicia-se a terceira e última fase do SCE, que abrangerá todo o parque edificado nacional – edifícios novos, venda, arrendamento e locação de edifícios existentes.
Até hoje, a aplicação do SCE contemplava apenas os novos edifícios com mais de 1000 metros quadrados, destinados à habitação ou serviços, cujos pedidos de licenciamento ou autorização de construção tivessem sido apresentados a partir de 1 de Julho de 2007. Desde a entrada em vigor do SCE, a 1 de Julho de 2007, foram emitidos mais de 3000 certificados. Os edifícios certificados distribuem-se por 69 municípios, destacando-se os distritos de Faro, Lisboa, Setúbal e Braga.
A aplicação destes regulamentos está a ser verificada por cerca de 300 peritos e, até Dezembro deste ano, prevê-se que o número aumente para 800. «O objectivo é alcançar-se, a médio prazo, os 2000 técnicos», informa a Adene.

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 17 de junho de 2008

Certificação Energética de Edifícios

A partir do próximo mês de Julho, todos os pedidos de licenciamento de edifícios de habitação junto das Câmaras Municipais, devem ser instruídos com a Declaração de Conformidade Regulamentar emitida no âmbito da Certificação Energética de Edifícios.
Esta imposição, ditada pelos decretos-lei 78,79 e 80 de 2006, representa a segunda fase do processo de implementação da Certificação Energética de Edifícios em Portugal.
A primeira fase remonta a Julho de 2007, altura em que os edifícios de serviços, com mais de 1000 ou 500m2, consoante a sua classificação, passaram a estar abrangidos por este regulamento.
A terceira fase ocorrerá em Janeiro de 2009, altura em que todos os edifícios, e não só os novos, passarão a estar abrangidos pela Certificação Energética de Edifícios.
Ou seja, a partir daquela data, todos os edifícios terão de possuir um certificado energético, certificado esse que, no caso das habitações, será exigível aquando da realização da escritura de compra e venda ou de arrendamento.
Isto significa que mesmo que o edifício tenha sido licenciado antes da entrada em vigor desta legislação, se a sua escritura de compra e venda for realizada após 1 de Janeiro de 2009, a habitação em causa terá forçosamente de possuir um certificado energético.
Quanto aos edifícios de serviços, estes passarão a estar automaticamente abrangidos no dia 1 de Janeiro, pelo que nessa data deverão possuir um certificado energético e da qualidade do ar interior afixado em local visível.

(Fonte: IEP)

Faltam peritos para certificação energética que começa a ser exigida em Julho

Portugal não dispõe de peritos suficientes para fazer a certificação energética dos novos edifícios, norma que entra em vigor a 1 de Julho, alertou hoje Nelson Martins, docente da Universidade de Aveiro.
De acordo com o académico, a partir de 1 de Julho passa a ser obrigatória a certificação energética, mesmo para pequenos edifícios com menos de mil metros quadrados, que peçam licença de construção, como é o caso das habitações familiares, respondendo, assim, ao regulamento que transpõe a directiva comunitária dos edifícios.
No entanto, esta normativa depara-se com uma dificuldade prática de aplicação: somente cerca de duas centenas de peritos estão habilitados, em Portugal, a emitir os certificados.
Além da formação académica em engenharia, arquitectura ou climatização, reconhecida pelas respectivas ordens profissionais, os peritos têm de possuir cinco anos de experiência como projectistas e frequentar um curso de especialização que a Universidade de Aveiro está actualmente a ministrar.
Segundo o docente, «o grande fluxo de situações vai surgir agora com os pequenos edifícios residenciais», explicando que vai haver uma «grande necessidade de peritos qualificados que verifiquem a conformidade dos projectos e emitam o certificado no final da obra», sendo que esta situação deverá provocar atrasos substanciais no licenciamento das habitações porque sem o certificado energético deixa de ser possível emitir a respectiva licença de utilização.
O certificado de eficiência energética, tal como acontece com os electrodomésticos, está graduado em letras de maior ou menor eficiência e vai ter impacto no valor comercial das casas, o que é importante para os promotores imobiliários, que podem ver desvalorizados, pelo mercado, os espaços sem certificação.
A exigência de certificado decorre da calendarização do Sistema de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos edifícios, que transpõe uma directiva comunitária relativa ao desempenho energético e vai-se estender, já em 2009, às construções existentes, quando forem transaccionáveis.

(Fonte: Lusa)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Governo aprova Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (2008-2015)

O Executivo socialista aprovou hoje, em Conselho de Ministros, uma Resolução que aprova o Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (2008-2015), estabelecendo como meta a alcançar até 2015 a implementação de medidas de melhoria de eficiência equivalentes a 10% de consumo final de energia, conforme anunciado pelo Primeiro-Ministro na Assembleia da República em 11 de Abril de 2008.Segundo o comunicado hoje emitido pelo Conselho de Ministros, esta poupança "permitirá ultrapassar a meta da União Europeia e contará com os contributos dos vários sectores de actividade e com o Estado a liderar em termos de eficiência com uma economia induzida de cerca de 12%". O Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE) contempla, assim, um conjunto importante de medidas de eficiência energética para cada um dos quatro sectores consumidores de energia: (i) Transportes, (ii) Residencial e Serviços, (iii) Indústria e (iv) Estado. Entre as várias medidas previstas, incluem-se o programa para redução, até 2015, de 20% do parque automóvel com mais de 10 anos; medidas de incentivo à reabilitação urbana; o programa de substituição de electrodomésticos e lâmpadas energeticamente ineficientes; Certificação Energética de todos os edifícios do Estado e lançamento do «Prémio Mais Eficiência» para distinguir a excelência energética a nível das empresas, residências, escritórios, escolas e outros edifícios de referência.O PNAEE constitui, ainda, um reforço e complemento das medidas de redução de gases com efeitos de estufa previstas no Programa Nacional para as Alterações Climáticas, contribuindo para o cumprimento das metas nacionais no âmbito do Protocolo de Quioto.Com a aprovação do PNAEE cumpre-se mais um dos objectivos estabelecidos na Estratégia Nacional para a Energia, que define a Política Energética do Governo.


(Fonte: Portal das Energias Renováveis)