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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Governo aprova Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (2008-2015)

O Executivo socialista aprovou hoje, em Conselho de Ministros, uma Resolução que aprova o Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (2008-2015), estabelecendo como meta a alcançar até 2015 a implementação de medidas de melhoria de eficiência equivalentes a 10% de consumo final de energia, conforme anunciado pelo Primeiro-Ministro na Assembleia da República em 11 de Abril de 2008.Segundo o comunicado hoje emitido pelo Conselho de Ministros, esta poupança "permitirá ultrapassar a meta da União Europeia e contará com os contributos dos vários sectores de actividade e com o Estado a liderar em termos de eficiência com uma economia induzida de cerca de 12%". O Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE) contempla, assim, um conjunto importante de medidas de eficiência energética para cada um dos quatro sectores consumidores de energia: (i) Transportes, (ii) Residencial e Serviços, (iii) Indústria e (iv) Estado. Entre as várias medidas previstas, incluem-se o programa para redução, até 2015, de 20% do parque automóvel com mais de 10 anos; medidas de incentivo à reabilitação urbana; o programa de substituição de electrodomésticos e lâmpadas energeticamente ineficientes; Certificação Energética de todos os edifícios do Estado e lançamento do «Prémio Mais Eficiência» para distinguir a excelência energética a nível das empresas, residências, escritórios, escolas e outros edifícios de referência.O PNAEE constitui, ainda, um reforço e complemento das medidas de redução de gases com efeitos de estufa previstas no Programa Nacional para as Alterações Climáticas, contribuindo para o cumprimento das metas nacionais no âmbito do Protocolo de Quioto.Com a aprovação do PNAEE cumpre-se mais um dos objectivos estabelecidos na Estratégia Nacional para a Energia, que define a Política Energética do Governo.


(Fonte: Portal das Energias Renováveis)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Energias renováveis VS Portugal

As energias renováveis são um tema cada vez mais "quente" na actualidade nacional. Isto, porque o país depende da importação de energia de países terceiros, quando tem condições naturais para reduzir essa dependência. Afinal, que futuro têm as energias renováveis em Portugal e qual o seu peso na economia?
Portugal é um dos países europeus que apresenta condições mais favoráveis para a utilização em larga escala de energias renováveis. As razões são óbvias, uma elevada exposição solar, uma rede hidrográfica relativamente densa e uma frente marítima que beneficia dos ventos atlânticos, são factores que podem fazer descer para metade a factura dos gastos energéticos do país, cifrada em 2,5 mil milhões de euros anuais e directa ou indirectamente responsável por cerca de sessenta por cento das importações nacionais. Se a estes números juntarmos o facto de o nosso país apresentar a menor taxa de eficiência energética da União Europeia, Portugal coloca-se numa posição de extrema dependência face a países terceiros.
Para além do aspecto económico, não podemos esquecer do cumprimento das metas negociadas por Portugal no âmbito do protocolo de Quioto, que determinam um aumento máximo de 27% na emissão de gases com efeito de estufa no período 2008-2012, e um conjunto de directivas comunitárias que limitam cada vez mais o uso de combustíveis fósseis (90% da energia que consumimos tem origem em 71% do petróleo e 19% do carvão), fazem com que a necessidade de introduzir energias "limpas" seja ainda mais urgente.
As energias provenientes de fontes renováveis endógenas (sol, vento, água, resíduos florestais) são hoje uma alternativa perfeitamente credível. Além de terem um impacto ambiental irrelevante face às energias convencionais, têm a vantagem de apresentar uma excelente relação custo/benefício, sendo o custo do Kilowatt produzido no tempo de vida de um equipamento de energia solar, menor cerca de 4 a 6 vezes menor do que a tarifa equivalente praticada para a venda de electricidade em baixa tensão.
Além das vantagens ecológicas e dos baixos custos associados, o sector das energias renováveis pode igualmente ser um importante factor na promoção do emprego. Calcula-se que só o subsector da energia solar possa criar mais de 2500 postos de trabalho directos.