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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Andritz e Alstom em concurso do Baixo Sabor

O concurso para o fornecimento dos equipamentos do aproveitamento hidroeléctrico do Baixo Sabor, lançado pela EDP, está a ser disputado pelos agrupamentos Andritz Va Tech Hydro/EnsulMeci e Alstom Power Hydro/Efacec/SMM-Sociedade de Montagens Metalomecânicas.
As propostas apresentadas ao concurso, que tem um prazo de execução de 57 meses, ultrapassam os 116 milhões de euros.
O fornecimento compreende todos os equipamentos relativos aos dois escalões do aproveitamento hidroeléctrico do Baixo Sabor, nomeadamente equipamentos hidromecânicos, grupos reversíveis, aparelhos de elevação e de movimentação de cargas e pessoas, transformadores ou instalações dos postos de observação e comando das barragens.

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Barragens adjudicadas valem 1850 milhões de euros

Quase um a seguir ao outro. Os concursos públicos para a construção e exploração dos 10 aproveitamentos hidroeléctricos do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico já foram todos lançados. O último a ser aberto refere-se à barragem de Pinhosão (77 MW), localizada no rio Vouga, e cujas candidaturas devem ser apresentadas até ao dia 27 de Outubro.
A esta barragem junta-se a de Girabolhos, cujo concurso está aberto até dia 20 de Outubro, sendo o investimento conjunto entre 200 e 340 milhões de euros.
Alvito, Fridão e Almourol, que vão aumentar em 392 MW a capacidade de produção hídrica do País, já têm os concursos fechados. As duas primeiras barragens foram adjudicadas à EDP, que apresentou um valor de 161,7 milhões de euros a concurso. O investimento total na construção das duas centrais está estimado em 510 milhões de euros, com início de operação previsto para 2016.

A barragem de Almourol (78 MW) não atraiu o interesse dos privados. Por sua vez, a Iberdrola ganhou a corrida ao lote de quatro novas barragens – Gouvães, Padroselos, Vidago e Daivões, todas situadas no rio Tâmega. O caderno de encargos pedia uma capacidade total de 424 MW, e um investimento entre 450 e 760 milhões de euros, mas a Iberdrola subiu a parada, apresentando um investimento de 1000 milhões de euros e uma potência total de 1134 MW.
De qualquer modo, a EDP continua a estar à frente na exploração dos aproveitamentos hidroeléctricos, tendo em conta que actualmente dispõe de 4650 MW instalados de potência em Portugal Continental e mais 692 MW em carteira. Depois de ter exercido o seu direito de preferência para a barragem de Foz do Tua, o Governo já procedeu à adjudicação provisória do aproveitamento. O investimento estimado para a construção da central e das respectivas infra-estruturas hidráulicas é de 340 milhões de euros.

(Fonte: Ana Cristina Ferreira)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A estratégia certa é apostar nas energias renováveis

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu hoje que a forte aposta de Portugal nas energias renováveis nos últimos três anos vai continuar, sublinhando que esta é a estratégia certa para fazer face ao choque petrolífero em curso.
«É absolutamente fundamental que o país tome consciência que não deve estar tão dependente do petróleo, e a melhor forma de reduzir essa dependência é aumentar a percentagem de electricidade baseada em energias renováveis, aproveitando a energia que podemos produzir aqui», referiu.
José Sócrates falava em Viana do Castelo, durante a cerimónia de lançamento da primeira de uma fábrica de pás de rotor da "Enercon", um investimento de 55 milhões de euros que criará 500 postos de trabalho e que integra um cluster eólico que aquela empresa alemã está a instalar no concelho.
Sócrates lembrou que nos dois anteriores choques petrolíferos «todos disseram» em Portugal que era preciso reduzir a dependência do petróleo, mas «nada se fez».
«Não estou disponível para que tudo volte a acontecer sem ninguém fazer nada. Ninguém nos perdoaria se, daqui a 15 ou 20 anos, aqui estivessem os actores da nova geração dizendo que vivemos o terceiro choque petrolífero e nada fizemos. Não quero que isso aconteça», afirmou.
O primeiro-ministro sublinhou a aposta nos últimos três anos na energia eólica e hídrica, garantindo que estes continuarão a ser os sectores que «puxarão» pela energia do país.

(Fonte: Jornal Destak)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Açores querem aumentar quota das renováveis através dos transportes

Cerca de 30 por cento da electricidade produzida nos Açores tem origem em fontes de energia renovável. Mas o arquipélago quer mais. O objectivo, vertido no plano estratégico para a energia dos Açores, é aumentar essa quota através do sector dos transportes.
O Governo quer «assegurar que, dentro de 10 anos, um terço da frota de autocarros e táxis da região seja constituída por veículos híbridos, híbridos plug-in e eléctricos», sublinha o Governo dos Açores em comunicado.
Para aumentar a injecção de renováveis na rede eléctrica, o executivo deste arquipélago também tem em curso investimentos na geotermia, designadamente na Terceira, e na implantação de parques eólicos e mini-hídricas. Dados do Serviço Regional de Estatística referem que as fontes renováveis garantiram, entre Janeiro e Junho, uma produção acumulada de 109 908 MWh, dos quais 87 935 de origem geotérmica. Com efeito, na primeira metade do ano a produção eléctrica açoriana registou um aumento de 2,1 por cento, passando de 388 296 para 396 637 MWh. Recorde-se que cerca de 28 por cento da electricidade produzida nos Açores durante este período foi assegurada com recurso a centrais geotérmicas e aproveitamentos hídricos e eólicos.
O próximo investimento a ser inaugurado é um parque eólico, cuja capacidade de produção anual é de 10 GWh. Este projecto representou um investimento de 5,8 milhões de euros e integra cinco aerogeradores com uma potência unitária de 900 kW.

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

EDP e Generg com acordo para pequenas centrais hídricas

A EDP Produção e o grupo Generg celebraram, em Agosto, um acordo de princípios para os cursos de água das bacias dos rios Mondego e Tejo.
O objectivo do acordo é identificar, analisar e desenvolver conjuntamente pequenos/médios projectos de produção de energia hidroeléctrica, através da construção e exploração de novos centros electroprodutores hídricos, com potência instalada limitada a um máximo de 30 MW.
De acordo com as empresas, esta cooperação contribuirá para «reforçar a estratégia de valorização dos recursos hídricos nacionais na produção de electricidade, reforçando a independência energética do País e reduzindo as emissões de CO2».

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Pinhosão é a nona barragem com concurso aberto

Depois de o Instituto da Água (Inag) abrir concurso público para a produção de energia hidroeléctrica, concepção, construção, exploração e conservação do aproveitamento hidroeléctrico de Girabolhos, localizado no rio Mondego, chega a vez de Pinhosão.
As candidaturas a esta barragem, localizada no rio Vouga, deverão ser apresentadas até ao dia 27 de Outubro.
Este concurso, realizado no âmbito do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, classifica as propostas, para efeitos de adjudicação, através da mais elevada quantia oferecida pela exploração do aproveitamento hidroeléctrico de Pinhosão à cota de 290 metros.
Quanto aos restantes empreendimentos, a EDP apresentou um investimento de 161,7 milhões de euros no concurso à construção das barragens de Alvito e Fridão. As espanholas Unión Fenosa, Iberdrola e Endesa concorreram apenas a Fridão, e a construção da barragem de Almourol não teve empresas a concurso.
Por sua vez, a Iberdrola venceu também o concurso para a construção de um complexo hidroeléctrico de quatro barragens em Portugal, prevendo investir mil milhões de euros, entre 2012 e 2018. A empresa apresentou a proposta financeira mais elevada para as barragens de Padroselos, Alto Tâmega, Daivões e Gouvães.

(Fonte: Portal Ambiente)

Barragem de Girabolhos em concurso até Outubro

O Instituto da Água (Inag) tem concurso público aberto para produção de energia hidroeléctrica, concepção, construção, exploração e conservação do aproveitamento hidroeléctrico de Girabolhos, localizado no rio Mondego.
As candidaturas deverão ser apresentadas até ao dia 20 de Outubro. Este concurso, realizado no âmbito do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, classifica as propostas, para efeitos de adjudicação, através da mais elevada quantia oferecida pela exploração do aproveitamento hidroeléctrico de Girabolhos à quota de 300 metros.
Quanto aos restantes empreendimentos, a EDP apresentou um investimento de 161,7 milhões de euros no concurso à construção das barragens de Alvito e Fridão. As espanholas Unión Fenosa, Iberdrola e Endesa concorreram apenas a Fridão, e a construção da barragem de Almourol não teve empresas a concurso.
Por sua vez, a Iberdrola venceu também o concurso para a construção de um complexo hidroeléctrico de quatro barragens em Portugal, prevendo investir mil milhões de euros, entre 2012 e 2018. A empresa apresentou a proposta financeira mais elevada para as barragens de Padroselos, Alto Tâmega, Daivões e Gouvães.

(Fonte: Portal Ambiente)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Peso da EDP na produção é calcanhar de Aquiles

O peso «muito grande da EDP na produção é o calcanhar de Aquiles» da empresa, ou seja, é o ponto mais vulnerável da empresa, diz o presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), Vítor Santos.
De acordo com o mesmo, a EDP tem uma «posição dominante e pode abusar dela», mas garante que a ERSE acompanha diariamente o comportamento da eléctrica na compra de electricidade nos leilões. «Não temos indícios que isso esteja a acontecer», assegura Vítor Santos.
No âmbito da revelação da revisão regulamentar do sector, o responsável diz que a entidade vai continuar a perseguir o objectivo de uma liberalização total da electricidade e que algumas das suas propostas vão nesse sentido.
Para evitar abusos e facilitar o funcionamento do mercado livre, o regulador salienta que, por exemplo, no espaço nacional, uma forma seria «não atribuir todos os projectos hídricos, entre outras centrais, à EDP».
No plano internacional, a ERSE adianta que os trabalhos com o regulador espanhol e francês se mantêm e realça que é necessário integrar a «ilha ibérica» com o resto da Europa.

(Fonte: Marta Dhanis)

quinta-feira, 24 de julho de 2008

DHV faz fiscalização em empreitada no Alqueva

A EDP seleccionou a DHV para a prestação dos serviços de fiscalização no âmbito do reforço de potência do escalão de Alqueva, no Aproveitamento Hidroeléctrico de Fins Múltiplos de Alqueva, pelo valor de 3,2 milhões de euros.
O prazo de execução é de 45 meses, enquanto que a coordenação de segurança da obra, com o prazo de execução de 46 meses, ronda os 450 mil euros.
A DHV, na sua qualidade de grupo de serviços de consultoria e de engenharia, presta serviços e desenvolve soluções sustentáveis para os mercados de transportes, águas, ambiente, ordenamento do território e edifícios.

(Fonte: Portal Ambiente)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Energia: os pontos negros que impedem Portugal de ser auto-suficiente

Numa altura em que o preço do petróleo não pára de aumentar e o nuclear volta a estar sob discussão, a Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus) resolveu enunciar os obstáculos que considera que estão a impedir Portugal de ser auto-suficiente no que toca a energia. Uma das razões, para a associação, é que o potencial hídrico do país continua a ser subaproveitado.
Os «buracos negros», e que a Quercus vai apresentar esta sexta-feira, resumem-se em 11: «o mito da energia nuclear; as barragens; os transportes colectivos ultrapassados pelos automóveis; a péssima eficiência energética; os edifícios esbanjadores de energia; a microgeração a passo de caracol; as energias renováveis pouco diversificadas; a água quente solar que não aquece nem arrefece; a energia das ondas em maré baixa; a eco-fiscalidade quase invisível; e a educação ambiental esquecida».
Em comunicado, a associação diz ainda que «estas falhas representam os principais entraves e mitos que estão a dificultar uma resposta sustentável às necessidades energéticas e que podem fazer o País perder a oportunidade das energias renováveis e da eficiência energética, que ganha agora maior importância com a subida sem retorno do preço do petróleo».

(Fonte: Agencia Financeira)

Mercado das mini-hídricas parado

O mercado das pequenas centrais hídricas está parado. Há três anos que o Governo não emite licenças para exploração de mini-hídricas. «O processo de licenciamento sofreu um fortíssimo paredão na altura do governo de Guterres e depois disso nunca mais voltou a retomar o ritmo, desde que publiquei a legislação em 1989», recorda Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa Portugal. A situação mantém-se com o actual Governo. O negócio das mini-hídricas não avança devido a um «quadro de excessiva burocracia» ao nível dos três organismos governamentais: a Agência Portuguesa do Ambiente, a Direcção-Geral de Energia e Geologia e o Instituto da Água (Inag), discrimina.
António Sá da Costa, presidente da Associação de Energias Renováveis (Apren), espera uma resposta do Governo até Outubro deste ano. «A legislação já existe e os interessados também. O que falta é fixar o número de anos das concessões», de modo a que os investidores possam garantir a viabilidade económica dos seus projectos, reivindica. Um horizonte de concessão acima dos 35 anos seria o «mínimo desejável», embora o «ideal» seja conseguir entre 50 a 70 anos, sugere. Aliás, João Bártolo, presidente da Generg, alerta para o facto de, «em qualquer caso, incertezas que possam existir sobre essa duração e as condições da sua renovação, acentuam riscos que poderão mesmo tornar desinteressante o financiamento dos projectos por parte da banca».

(Fonte: Ana Cristina Ferreira)

EDP venceu o concurso dos aproveitamentos hidroeléctricos de Fridão e Alvito

A EDP venceu o concurso para atribuição do domínio hídrico dos aproveitamentos hidroeléctricos de Fridão e Alvito por um prazo de 65 anos. A proposta da EDP consistiu numa oferta de €161,7 milhões acrescidos do valor mínimo de €70 milhões definido no programa de concurso, a ser pagos pela EDP durante 2008. O investimento total na construção das duas centrais está estimado em €510 milhões com início de operação previsto para 2016.
O aproveitamento hidroeléctrico do Fridão, no rio Tâmega, na bacia do Douro representará um investimento de €242 milhões para uma potência instalada de 256 MW, superior aos 162 MW indicados no Plano Nacional de Barragens (PNB), tornada possível com a introdução de uma barragem de regularização a jusante. Este aproveitamento apresenta um importante potencial de instalação de bombagem, que não foi considerado na proposta apresentada.
A proposta da EDP foi a única que contemplou a central do Alvito, no rio Ocreza, na bacia do Tejo, que representará um investimento de €268 milhões para uma potencia de 136 MW, superior aos 48 MW indicados no PNB. Esta central terá capacidade de bombagem, através do aproveitemanto da localização a jusante da albufeira da central hidroeléctrica de Pracana, operada pela EDP implicando elevadas sinergias operacionais na bacia do Tejo.
A adjudicão destas concessões está sujeita à confirmação pelo INAG da conformidade da proposta com o programa de concurso. Estes projectos estão ainda dependentes de autorizações ambientais, que na eventualidade de não serem obtidas, implicam a devolução parcial do montante da oferta apresentada.

(Fonte: EDP-Energias de Portugal)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

EDP concorre a barragens de Alvito e Fridão por 161,7 milhões de euros

O investimento de 161,7 milhões de euros da EDP servirá para concorrer à construção das barragens de Alvito e Fridão. As espanholas Unión Fenosa, Iberdrola e Endesa concorreram apenas a Fridão, e a construção da barragem de Almourol não teve empresas a concurso.
As propostas para a construção das barragens de Alvito, Fridão e Almourol foram hoje abertas para consulta no Instituto da Água, que deu a conhecer os valores a concurso. Para Fridão, a Endesa apresentou a proposta mais alta do grupo das espanholas (80 milhões de euros), seguida da Iberdrola (37,2 milhões de euros) e Unión Fenosa (20,5 milhões de euros), de acordo com a agência Lusa.
Recorde-se que o Governo aprovou no início de Dezembro o Programa Nacional de Barragens, que contempla a construção de 10 novas centrais hidroeléctricas: Foz Tua (rio Tua), Pinhosão (Vouga), Patroselos, Vidago, Daivões, Fridão e Gouvães (Tâmega), Girabolhos (Mondego), Alvito (Ocreza) e Almourol (Tejo). Este plano prevê a mobilização de um investimento total de 1,14 mil milhões de euros e destina-se a aumentar a produção de electricidade em Portugal até 7000 MW.

(Fonte: Portal Ambiente)

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Governo adjudica aproveitamento hidroeléctrico da barragem do Baixo Sabor

O contrato de adjudicação de aproveitamento hidroeléctrico da barragem do Baixo Sabor foi hoje assinado pela EDP. Uma obra criticada pela Plataforma Sabor Livre que já interpôs uma providência cautelar para impedir a construção.
Segundo a Plataforma Sabor Livre (PSL), escreve o jornal "Público", a “obra é ilegal porque a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) que a autoriza caducou a 15 de Junho”. E acrescenta “que a construção da barragem foi autorizada um 2004 por uma DIA que caducou em 2006”.
Para a Plataforma Sabor Livre é “inadmissível” que “se autorize uma obra que irá destruir valores naturais insubstituíveis, já reconhecidos pela Comissão Europeia, sem que estejam definidas, orçamentadas e calendarizadas as medidas de compensação que, aparentemente, justificaram um arquivamento da queixa apresentada pela PSL”.
Na cerimónia, que decorreu em Picote, Miranda do Douro, com a presença do primeiro-ministro e do ministro da Economia, foi também adjudicado o reforço de potência da Barragem do Alqueva.
“Vamos importar menos energia do estrangeiro e vamos poupar emissões de CO2”, afirmou Manuel Pinho, ministro da Economia, à Antena 1.
Segundo o governante, “este conjunto de projectos permite poupar o equivalente a 36 milhões de euros de emissões de CO2 e também permite evitar que importemos fuelóleo, carvão e gás, por isso ficamos mais independentes”.
Para Manuel Pinho “foi um erro enorme termos desprezado, durante tantos anos, aquilo que é nosso, a grande riqueza que é a água, vento e sol”.
“Tornando-nos independentes do exterior, arranjamos formas de produção de energia, que emite menos CO2. Finalmente agora foi possível montar estes projectos e eles vão arrancar imediatamente”, afirmou.
“O que é muito importante numa altura em que há uma crise internacional é haver um país, como Portugal, que está a conseguir dar passos importantes para se tornar menos dependente energeticamente e ao mesmos tempo animar a sua indústria e criar emprego”, acrescentou.
O anúncio da barragem do Baixo Sabor foi feito pela EDP, a 31 de Agosto de 2007, tendo recebido a proposta de cinco consórcios para a empreitada de construção civil.
A obra vai custar 354 milhões de euros e deverá entrar em funcionamento entre 2012 e 2013. A barragem do Baixo Sabor com uma capacidade instalada de 170 megawatts, vai produzir 2.500 gigawatts por hora de energia.
Também o contrato de adjudicação da empreitada do reforço da barragem do Alqueva, que foi objecto de um concurso internacional, vai ser hoje assinado.
A barragem do Alqueva vai ter um reforço de potência de 26 megawatts esperando-se uma produção anual de 30 gigawatts.

(Fonte: Cristina Sambado - RTP)

Concessão de barragens: Governo pode encaixar este ano receita extra de 283 milhões

O Governo poderá encaixar este ano uma receita extra de pelo menos 283 milhões de euros com a concessão das novas 10 barragens, o equivalente a 0,2 por cento da riqueza produzida, segundo cálculos da agência Lusa.
Fonte oficial do Ministério do Ambiente afirmou à Lusa que a adjudicação das 9 barragens, actualmente em concurso, será feita até ao final do ano, dando origem a um encaixe financeiro em 2008.
Com Foz Tua, adjudicada à EDP, o Estado já recebeu 53 milhões de euros.
Tendo em conta a base de licitação das restantes 9 barragens, o Estado deverá encaixar, no mínimo, e se nenhum concurso ficar vazio, 230 milhões de euros, segundo cálculos da Lusa.
Questionado sobre a possibilidade deste encaixe ocorrer este ano, fonte oficial do Ministério das Finanças afirmou que isso vai depender da execução dos concursos, não afastando a hipótese de que isso venha a acontecer ainda este ano.
"Os respectivos concursos estão em marcha, dependendo do andamento destes, o ano em que ocorrerá o encaixe das receitas", disse a fonte do gabinete de Teixeira dos Santos.
A mesma fonte garantiu que as receitas não recorrentes previstas para este ano, no valor de 0,4 por cento do PIB, "respeitam apenas ao alargamento dos prazos de concessão das barragens [já existentes] à EDP", no valor de 759 milhões de euros.
Assim, as receitas das concessões das 10 novas barragens não estão incluídas nessa rubrica.
No âmbito do plano nacional de barragens, o Governo já lançou todos os concursos para 10 novas barragens - Padroselos, Alto Tâmega, Daivões, Gouvães, Fridão, , Pinhosão, Girabolhos, Alvito e Almourol - , além de Foz-Tua, que já rendeu ao Estado 53 milhões de euros.
Contudo, é possível que o encaixe seja superior a 283 milhões de euros (230 mais 53 milhões de euros), uma vez que o critério de adjudicação refere que as propostas serão classificadas segundo "a mais elevada quantia oferecida" acrescida ao valor base de licitação.
De acordo com o presidente do Instituto da Água (INAG), Orlando Borges, trata-se de "potencializar os recurso hidroeléctricos com a maior rentabilidade possível para os Estado".
Padroselos, Alto Tâmega, Daivões e Gouvães, que terão que ser licitadas em conjunto, segundo o mesmo responsável, têm uma base de licitação de 120 milhões de euros.
Fridão, Alvito e Almourol partem de um preço base de 70 milhões de euros, valor que é de 40 milhões de euros para Pinhosão e Girabolhos.
Segundo Orlando Borges, Fridão, Alvito e Almourol é o único caso no conjunto das 10 barragens em que o vencedor poderá optar por construir apenas uma delas, mas o critério do preço será sempre decisivo na adjudicação. Assim, o concorrente pode escolher construir apenas uma delas e ganha desde que ofereça o valor mais elevado.
Fridão é a mais rentável, de acordo com o presidente do INAG, pelo que é natural que esta seja a barragem escolhida, enquanto as outras duas (Alvito e Almourol) podem vir a não ser construídas.

(fonte: Lusa)

terça-feira, 24 de junho de 2008

Autoridade da Concorrência autoriza exploração do Alqueva pela EDP

A EDP foi notificada pela Autoridade da Concorrência em relação aos projectos de decisão de não oposição a duas operações: a exploração dos aproveitamentos hidroeléctricos de Alqueva e de Pedrógão, por 35 anos; e a aquisição pela EDP de 80 por cento do capital social da Pebble Hydro e H. Janeiro de Baixo, como parte de negócio realizado entre a EDP e o Banco Espírito Santo de Investimento com o grupo Babcock & Brown.
A concretização destas operações envolve a assunção pela EDP de compromissos de maximização da disponibilidade das centrais mini-hídricas a adquirir e de compromissos informativos, com uma periodicidade anual, sobre o regime de exploração das centrais abrangidas. Além disso, existe o compromisso de cedência temporária, por um período de 5 anos, da gestão da energia do aproveitamento hidroeléctrico conjunto de Aguieira-Raiva (com uma potência instalada global de 360 MW) a um operador que venha a ser seleccionado nos próximos meses. A cedência temporária da gestão de energia encontra-se sujeita à obtenção das licenças e autorizações administrativas que vierem a revelar-se necessárias.
Como contrapartida pela cedência temporária da gestão da energia, a EDP deverá receber uma renda apropriada, sendo a globalidade dos proveitos e custos associados à exploração suportados pelo operador seleccionado. Desta forma, «a neutralidade financeira desta operação para o grupo EDP encontra-se assegurada no âmbito dos compromissos e será realizada no respeito pelo regime dos custos de manutenção do equilíbrio contratual (CMECs)», refere a empresa.

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Águas do Cávado reduz consumo energético

A Águas do Cávado conseguiu, em 2007, uma redução de 3,6 por cento no consumo de energia por m3 de água produzida relativamente a 2006, através de optimização de processos e equipamentos. A conclusão é apresentada no relatório de sustentabilidade da empresa, apresentado recentemente.
No ano passado, a Águas do Cávado procedeu ao levantamento e tipificação dos consumos energéticos, processo que conduziu à definição de acções para redução de custos e de consumos, optimização de funcionamento de equipamentos e proposta de alteração de equipamentos por outros energeticamente mais eficientes.
Por outro lado, foi ainda realizado o levantamento dos maiores consumidores de energia da empresa com maior potencial de redução de consumo. Foi então adjudicada a alteração da iluminação de vigilância da estação de tratamento de águas, que se estima resultar na redução do consumo energético em mais de 50 por cento, num total de 94 300 kWh e de 4 500 euros por ano.
A empresa tem já adjudicadas intervenções idênticas para duas bombas que possibilitarão a redução de consumo do maior consumidor de energia da empresa em 3,2 por cento, num total de 488 000 kWh, contribuindo para uma economia de 22 500 euros.

(Fonte: Sofia Vasconcelos)

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Alstom inaugura laboratório renovado de investigação hidráulica

A Alstom Hydro, joint venture entre a francesa Alstom e a Bouygues para a área hídrica, inaugurou, ontem, uma nova extensão do seu laboratório de investigação e desenvolvimento, que foi igualmente modernizado, na cidade de Grenoble (França). Trata-se do maior laboratório de investigação nesta área a nível mundial, e veio responder, segundo a empresa, à procura mundial cada vez mais crescente de hidroelectricidade.
Com uma quota de cerca de 25 por cento do mercado mundial da hídrica, com este novo centro global de tecnologia a empresa pretende reforçar a sua posição. O investimento permitirá duplicar a capacidade de testes para as turbinas, reduzindo desta forma o tempo total de testes e permitindo um tempo de entrega mais reduzido aos clientes. A companhia pretende ainda reforçar a sua capacidade interna de investigação.
O laboratório de protótipos de teste de turbinas, agora aumentado, é o ponto-chave do novo centro global de tecnologia. Está equipado com seis plataformas de teste, capazes de simular as condições de uma central hidroeléctrica. O grupo pretende ainda que este centro seja o ponto de contacto para partilha de investigação e tecnologia com as operações da Alstom Hydro em locais como o Brasil, China, Índia ou Europa.
«A extensão e a modernização do nosso laboratório em Grenoble permitir-nos-á responder de forma mais célere aos pedidos dos nossos clientes, enquanto aceleramos a nossa investigação para melhorar as nossas turbinas, quer em termos de eficiência, quer em termos de performance ambiental», disse Philippe Cochet, presidente da Alstom Hydro. «O nosso centro garante a oferta pela Alstom de soluções limpas e criativas de energia», acrescentou durante a inauguração da unidade.

(Fonte: Sofia Vasconcelos)

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Febre da microprodução leva à apresentação de mais de 1200 pré-registos

Nas duas fases para pré-registos no Sistema de Registo da Microprodução (SRM), que decorreram nos meses de Abril e Maio, foram apresentados 1237 pedidos. Só no dia 2 de Abril, altura em que a Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) teve que determinar, ao fim de 5 horas de funcionamento, a suspensão de novos registos no SRM, pelo facto dos pré-registos para novas instalações de microprodução terem atingido os 2 MW de potência, 645 instaladores apresentaram os seus pedidos, que totalizaram uma potência de 2259 kW, revelou hoje Renato Romano, da DGEG, durante a conferência «Energia em Movimento», organizada pela sociedade de advogados ABBC.
No entanto, desses pedidos quatro foram logo anulados e, posteriormente, 144 acabariam por ser chumbados. Assim, apenas 497 pedidos foram aceites pelo SRM, o equivalente a 1725 kW. Já no dia 5 de Maio, quando decorreu o segundo período para pré-registos, foram apresentados 592 pedidos, correspondentes a 2067 kW de potência. Contudo, a DGEG ainda está a fazer a análise dos mesmos, no sentido de ver quais os que cumprem os requisitos definidos pela legislação.
Em declarações ao AmbienteOnline, Renato Romano sublinhou que, enquanto a tarifa compensar, deverá manter-se esta «febre» na corrida à microprodução. O processo será reaberto no próximo dia 9 de Junho, às 12h00.
Recorde-se que o Decreto-Lei nº 363/2007 incentiva a produção de electricidade pelos particulares a partir de energias renováveis, especificamente, solar, eólica, hídrica, cogeração a biomassa e pilhas de combustível com base em hidrogénio.

(Fonte: Portal Ambiente)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

DGEG abre novo período para pedidos de ligação à rede

De 1 a 15 de Maio vai decorrer um novo período de apresentação de pedidos de informação prévia (PIP) para ligação à rede de instalações do sistema eléctrico independente. A Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) vai aceitar pedidos para aproveitamentos hidroeléctricos que tenham sido objecto do respectivo título de utilização do domínio hídrico e para ampliação da potência de ligação para instalações de cogeração em funcionamento, para fins de viabilização de uma adequada exploração das unidades existentes, limitada a 1 megawatt (MW).
A satisfação dos pedidos apresentados terá em conta a capacidade disponível na rede SEP para 2008/2010.
A DGEG justifica este novo período com o novo quadro regulamentar introduzido pela Lei da Água e as recentes metas definidas pelo Governo para a energia hídrica, que visam revitalizar o potencial ainda por explorar, e que vieram «enquadrar a necessidade de promover o desempenho das pequenas centrais hidroeléctricas como forma de aproveitamento dos recursos endógenos e redução da dependência energética».
É reconhecida, ainda, a necessidade de proceder a ajustamentos de pequena dimensão na potência de ligação de algumas unidades de cogeração, derivados de «alterações tecnológicas introduzidas nas unidades industriais, que conduziram a uma melhoria significativa da eficiência eléctrica, o que acarreta um desequilíbrio no balanço entre a energia eléctrica e térmica, com a consequente dificuldade de exploração do sistema».

(Fonte: Portal Ambiente)