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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Co-geração aumenta eficiência energética da refinaria de Sines

A central de cogeração da refinaria de Sines, que representa um investimento total de 75 milhões de euros, vai entrar em funcionamento em Novembro de 2009, adiantou ontem José Catarino, director da Refinaria de Sines, dia em que se iniciou a paragem programada da refinaria.
A central de cogeração de Sines, à semelhança da que está a ser construída no Porto, vem dar resposta às necessidades actuais e futuras decorrentes da optimização do sistema refinador. De acordo com José Catarino, esta unidade, com uma potência de 82 MW, terá capacidade para vender à rede até 64 MW, aumentando para 81 por cento o grau de eficiência energética do complexo industrial entre ciclo eléctrico e vapor. Por sua vez, a unidade de cogeração vai permitir a redução de cerca de 140 mil toneladas anuais de CO2, «uma vez que a queima é feita através de gás natural, ou seja, é livre de enxofre», contextualiza o director da refinaria de Sines. Em termos nacionais, o valor de emissões evitadas ronda as 500 mil toneladas anuais de CO2.
Os cálculos de José Catarino apontam ainda para uma redução do consumo energético da refinaria de Sines, de 42 MW para 37 MW em 2011. É nesse ano que a Galp Energia vai dar à refinaria de Sines «uma terceira vida», depois do seu primeiro nascimento em 1978, e do segundo ciclo de investimentos, na ordem dos 500 milhões de euros, a preços de 1994. O objectivo é, segundo Ferreira de Oliveira, presidente executivo da Galp Energia, dotar o complexo industrial de maior complexidade processual e adaptá-lo às características do mercado, ou seja, maximizar a produção do gasóleo em 2,5 milhões de toneladas, já a partir de 2011, através da diminuição da produção de fuel óleo. Este projecto de modernização envolve um investimento de mais de 1000 milhões de euros.
Na cerimónia do aniversário da refinaria de Sines também se assinaram dois protocolos com a Câmara Municipal de Sines, em que a Galp Energia ficará responsável pelo investimento de seis milhões de euros na concepção e construção da «Cidade Desportiva», um complexo desportivo que «permitirá o desenvolvimento de várias modalidades de desporto e cultura de Sines», salientou Manuel Coelho, presidente da autarquia de Sines.

(Fonte: Ana Cristina Ferreira)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Galp vai construir quatro parques eólicos na Venezuela

Ilhas Margaritas, Coche, Península de La Guaira e Catia são os locais onde a Galp vai produzir 72 megawatts de energia eólica. O acordo entre a Galp Energia e a PDVSA será feito em duas fases, que seguirão a fase de estudos, que se encontra qwuase completa. Numa primeira fase, vai definir-se o investimento necessário; e na segunda, será determinada a viabilidade económica do projecto. A decisão final caberá à PDVSA. A ser positiva, esta decisão não prevê, contudo, qualquer pagamento da PDVSA à Galp Energia pela construção dos parques eólicos. O acordo definido, como o Diário Económico avançou 12/Maio/2008, compreende antes uma troca de energia renovável por combustível fóssil. Ou seja, em troca dos parques eólicos, a Galp entra na exploração de alguns blocos petrolíferos venezuelanos, retirando cerca de 2 milhões de barris de crude por ano – o que representa, aos preços actuais de mercado, 200 a 400 milhões de dólares.

(Fonte: Diário Económico)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Efacec afina estratégia para renováveis

A Efacec está a estudar uma série de investimentos nas energias renováveis, uma área importante para a expansão da empresa do grupo José de Mello. A aposta está a ser feita na eólica, solar e na produção de energia a partir das ondas, as quais integram uma nova unidade de negócios, criada em Dezembro.
«Queremos crescer com base na criação de tecnologia própria ou por aquisição em Portugal e no estrangeiro. Também estamos a estudar parcerias com outras empresas», adianta Fernando Vaz, director-geral da unidade de energias renováveis da Efacec. «Para cada área pensamos ter tecnologia específica e participar nos consórcios promotores», acrescenta.
A empresa faz parte do consórcio Ventinvest, liderado pela Galp, que ganhou a fase B do concurso para a produção de energia eólica em Portugal, que prevê a instalação de 400 MW. No solar fotovoltaico, a Efacec está a apostar em Espanha, onde pretende ter parques próprios e ganhar a montagem de outros. Em Portugal, a empresa vai participar no projecto para instalação de uma central de 6 MW no Mercado Abastecedor da Região de Lisboa.
Na vertente da energia solar termoeléctrica a empresa «está à procura de acordos a estabelecer com universidades e tecnólogos. Em Portugal, o Governo ainda não fez uma aposta forte nesta área e não sabemos se haverá licenças suficientes», refere Fernando Vaz. De qualquer modo, acrescenta, «a Efacec é uma empresa internacional e, portanto, a estratégia não estará só virada para o mercado nacional». No âmbito da energia das ondas, a companhia integra um consórcio com a Enersis. Está prevista uma instalação piloto de 2 MW para a Póvoa de Varzim, baseada na tecnologia Pelamis.

(Fonte: Portal Ambiente)