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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Mais 570 pedidos apresentados para microprodução

A iniciativa «Renováveis na Hora» tem vindo a impulsionar a microprodução. Em 5 de Setembro, o último período que decorreu para apresentação de pré-registos, foram apresentados 570 pedidos, aos quais correspondeu uma potência de 1951 kW.
Nas cinco fases para pré-registos no Sistema de Registo da Microprodução, que decorreram desde 2 de Abril, foram apresentados 3312 pedidos no território continental, correspondentes a uma potência de 11 268 kW.
Todos estes pedidos são para o regime bonificado. O regime geral conta apenas com 27 pré-registos, que não ultrapassam os 102 kW.

(Fonte: Tânia Nascimento)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sócrates: aposta nas renováveis é a estratégia certa

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu esta quinta-feira que a «forte aposta» de Portugal nas energias renováveis nos últimos três anos vai continuar, sublinhando que esta é a estratégia certa para fazer face ao «choque petrolífero» em curso.
«É absolutamente fundamental que o país tome consciência que não deve estar tão dependente do petróleo, e a melhor forma de reduzir essa dependência é aumentar a percentagem de electricidade baseada em energias renováveis, aproveitando a energia que podemos produzir aqui», avançou a «Lusa».
José Sócrates falava em Viana do Castelo, durante a cerimónia de lançamento da primeira de uma fábrica de pás de rotor da «Enercon», um investimento de 55 milhões de euros que criará 500 postos de trabalho e que integra um cluster eólico que aquela empresa alemã está a instalar no concelho.
Sócrates lembrou que nos dois anteriores choques petrolíferos «todos disseram» em Portugal que era preciso reduzir a dependência do petróleo, mas «nada se fez».
«Não estou disponível para que tudo volte a acontecer sem ninguém fazer nada. Ninguém nos perdoaria se, daqui a 15 ou 20 anos, aqui estivessem os actores da nova geração dizendo que vivemos o terceiro choque petrolífero e nada fizemos. Não quero que isso aconteça», afirmou.
O primeiro-ministro sublinhou a aposta nos últimos três anos na energia eólica e hídrica, garantindo que estes continuarão a ser os sectores que «puxarão» pela energia do país.
«Três anos depois, podemos dizer que Portugal está numa situação no Mundo que nos coloca no conjunto de países mais evoluídos em termos de energias renováveis», frisou.
O chefe do Governo disse ainda que esta aposta nas energias renováveis é também «essencial» para a modernização da indústria e da economia do país, apontando como exemplo o cluster que a Enercon está a instalar em Viana do Castelo.

(Fonte: Lusa)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A estratégia certa é apostar nas energias renováveis

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu hoje que a forte aposta de Portugal nas energias renováveis nos últimos três anos vai continuar, sublinhando que esta é a estratégia certa para fazer face ao choque petrolífero em curso.
«É absolutamente fundamental que o país tome consciência que não deve estar tão dependente do petróleo, e a melhor forma de reduzir essa dependência é aumentar a percentagem de electricidade baseada em energias renováveis, aproveitando a energia que podemos produzir aqui», referiu.
José Sócrates falava em Viana do Castelo, durante a cerimónia de lançamento da primeira de uma fábrica de pás de rotor da "Enercon", um investimento de 55 milhões de euros que criará 500 postos de trabalho e que integra um cluster eólico que aquela empresa alemã está a instalar no concelho.
Sócrates lembrou que nos dois anteriores choques petrolíferos «todos disseram» em Portugal que era preciso reduzir a dependência do petróleo, mas «nada se fez».
«Não estou disponível para que tudo volte a acontecer sem ninguém fazer nada. Ninguém nos perdoaria se, daqui a 15 ou 20 anos, aqui estivessem os actores da nova geração dizendo que vivemos o terceiro choque petrolífero e nada fizemos. Não quero que isso aconteça», afirmou.
O primeiro-ministro sublinhou a aposta nos últimos três anos na energia eólica e hídrica, garantindo que estes continuarão a ser os sectores que «puxarão» pela energia do país.

(Fonte: Jornal Destak)

ERSE vai regular combustíveis

O Governo prepara-se para atribuir a regulação do sector dos combustíveis à Entidade Reguladora do Sector Energético (ERSE), diz o «Semanário Económico».
Esta é uma das hipóteses que está a ser analisada pelo ministro da Economia, numa altura em que Manuel Pinho, apesar de dizer que acredita na descida do preço da gasolina em Portugal, mostrou-se já «preparado para tomar toda e qualquer medida em defesa do consumidor».
Caso a legislação já estivesse em vigor, a ERSE podia actuar como já faz nos sectores do gás e electricidade, onde são fixadas tarifas e existe um livre acesso à armazenagem e transporte por parte dos operadores existentes no mercado.

(Fonte: Agencia Financeira)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Bruxelas leva Portugal a Tribunal por manter direitos especiais na EDP

A Comissão Europeia decidiu instaurar um processo contra Portugal no Tribunal de Justiça Europeu acerca dos direitos especiais detidos pelo Estado português e entidades públicas na EDP - Energias de Portugal.
Bruxelas considera que “os direitos especiais detidos pelo Estado na EDP desencorajam o investimento de outros Estados‑Membros, em violação das regras do Tratado CE”, justifica a CE em comunicado.
O Estado português tem na EDP o direito de veto quanto a deliberações de alteração do contrato de sociedade da empresa, incluindo de aumento de capital, de fusão, cisão e dissolução; direito de deliberar sobre a celebração de contratos de grupo paritário e de subordinação e ainda o direito a fazer deliberações de supressão ou limitação do direito de preferência dos accionistas em aumentos de capital.
O Estado pode ainda recorrer ao direito de oposição à eleição de directores e o direito de nomeação de um director na empresa.
O contrato de sociedade da empresa impõe um limite dos direitos de voto na assembleia geral a todos os accionistas que detenham mais de 5% do capital da empresa, com excepção do Estado/entidades equivalentes.
“A Comissão considera que, em violação das regras do Tratado CE, estes direitos especiais constituem restrições injustificadas à liberdade de circulação de capitais e ao direito de estabelecimento (artigos 56.º e 43.º do Tratado CE), na medida em que colocam entraves tanto ao investimento directo como ao investimento de carteira”, refere no mesmo comunicado.
Em Junho de 2007, a Comissão convidou Portugal a renunciar aos direitos especiais detidos pelo Estado e pelas entidades públicas na EDP.
“Tendo em conta a jurisprudência do Tribunal de Justiça, a Comissão considera insatisfatórios os argumentos invocados por Portugal em defesa de tais direitos”, conclui Bruxelas.
Portugal argumenta, de acordo com a CE, que os direitos especiais se justificam por duas razões: primeiro, porque os serviços prestados pela EDP são de interesse económico geral; segundo, por razões de segurança e interesse públicos - segurança do aprovisionamento de energia.
Mas, com base na jurisprudência do TJE, a Comissão concluiu que as restrições “não satisfazem critérios de necessidade, adequação e proporcionalidade que justifiquem a imposição de restrições à liberdade de circulação de capitais. Na opinião da Comissão, os direitos especiais detidos pelo Estado português na empresa excedem o necessário para atingir os objectivos em vista”.

(Fonte: Jornal de Negócios)

Offshore marcará crescimento português na eólica depois de 2015

Portugal terá de investir nos parques eólicos offshore de modo a fazer face ao decréscimo de instalação de energia eólica que se começará a verificar em 2015. Quem o diz é Ana Estanqueiro, directora da unidade de energia eólica e dos oceanos do Instituto de Engenharia, Tecnologia e Inovação, que participou no seminário sobre energia eólica offshore, promovido pela Embaixada Britânica, e que decorreu esta manhã no Centro Cultural de Belém.
Segundo a investigadora, numa primeira fase será possível instalar cerca de 3500 MW de potência eólica offshore com tecnologia convencional. A costa norte de Portugal, principalmente Viana do Castelo e Porto, tem a 40 metros de profundidade um potencial de 500 MW. Já no centro, entre Peniche e Cascais, esse potencial pode chegar aos 700 MW, sendo que a zona da Figueira da Foz pode representar 100 MW, e a zona de Lisboa poderá disponibilizar 1000 MW. Numa segunda fase, a especialista refere que será necessário recorrer a tecnologia flutuante para o deep offshore, a instalar a pelo menos 40 metros de profundidade.
O evento reuniu várias empresas e associações da Grã-Bretanha que se dedicam à energia eólica offshore, tanto ao nível do projecto, como da construção, manutenção, investimento e investigação. Os oradores salientaram as oportunidades que se abrem às empresas portuguesas que queiram ser parceiros ou investidores nesta área na Grã-Bretanha, uma vez que foi lançada uma terceira fase de disponibilização de locais pelo governo britânico, com vista à instalação de parques eólicos deep offshore.
De acordo com alguns dos oradores, o Reino Unido beneficia da experiência obtida com as plataformas de petróleo e gás natural, e a Escócia tem mesmo 25 por cento do potencial europeu de energia eólica offshore. Até 2020 a expectativa é chegar à instalação de 25 GW de energia eólica offshore.

(Fonte: Sofia Vasconcelos)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Carris atinge 89,3 por cento no barómetro da sustentabilidade

A Carris integra o Top 21 das empresas portuguesas, depois de atingir os 89,3 por cento no Barómetro da Sustentabilidade, resultado do estudo sobre o “Estado de Arte das Práticas de Sustentabilidade em Portugal”, promovido pelo Banco Espírito Santo, jornal Expresso e BCSD Portugal - Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, em parceria com a Heidrick & Struggles.
No segundo ano consecutivo de participação, a Carris ficou posicionada acima da média nacional, de 55,82 por cento nas empresas públicas, e acima da média global do estudo, de 64,08 por cento.
Da análise dos resultados globais desse estudo, a Carris destaca-se na dimensão ambiental, em particular nos critérios de Política e Gestão Ambiental e de Reporting Ambiental, e na dimensão social, nos critérios da Responsabilidade Social.
O estudo teve como objectivo conhecer o posicionamento de cada uma das 76 empresas participantes em relação às “Best-Practice” e ao “Best-in-Class” do mercado, ressalta a Carris em comunicado.
Para participar neste estudo foram convidadas 500 instituições em Portugal, entre empresas cotadas e não cotadas, empresas públicas e autarquias, das quais 200 aceitaram o convite e, destas, apenas 76 tiveram condições para concorrer.

(Fonte: Portal Ambiente)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Governo: Nuclear? não, obrigado!

O governador do Banco de Portugal reacendeu o debate sobre o nuclear como solução para reduzir a dependência energética nacional face ao exterior.
Mas o Governo, apesar da evidência de argumentos fortes como a escalada do preço do petróleo, mantém firme a posição de que a energia atómica não vai avançar nesta legislatura. As renováveis e a eficiência energética são as apostas.

(Fonte: Jornal de Negócios)

Bastonário dos Engenheiros defende nuclear na agenda política

O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo, afirmou esta quarta-feira à agência «Lusa» que o nuclear deve estar presente na Agenda Política do Governo.
«É importante que o nuclear esteja na agenda política do Governo para se saber qual a estratégia a seguir numa altura em que o paradigma energético está em profunda mudança a nível mundial», disse Fernando Santo.
Segundo o bastonário, «é preciso ter um país mais informado», e que se iniciem «estudos rigorosos, independentes e não ideológicos» para se conhecerem os cenários que permitirão assumir as melhores opções.
«O agravamento da situação energética portuguesa exige que se tome posição nesta matéria», adiantou.
Fernando Santo referiu ainda que Portugal tem «um estrangulamento energético» que pode por em causa o nível de vida dos portugueses.
O bastonário congratulou-se com o trabalho que está a ser feito pela Comissão Eventual de Acompanhamento das Questões de Energia, no âmbito da Assembleia da República, que tem vindo a ouvir especialistas na matéria.
«Esta é uma via correcta que se deve continuar», sublinhou «agência «Lusa».
Sobre a segurança das centrais nucleares, Fernando Santo, referiu que o nuclear actualmente deixou de ser «um problema», e já não é posta em causa.
Fernando Santo manifestou-se de acordo com a política governamental sobre as energias renováveis e em relação à necessidade de se avançar ao nível da eficiência energética.
No entanto, sobre o nuclear enfatizou a necessidade de se conhecerem os vários cenários e de se saber se a produção energética será suficiente ou se haverá debilidades e como ultrapassá-las a médio longo prazo.
Além disso, falou do papel pioneiro da Ordem dos Engenheiros no que toca à abordagem do tema do nuclear, que era há anos tabu.

(Fonte: Agencia Financeira)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Recurso ao nuclear é a única forma de ter base energética estável

O antigo ministro da Indústria e Energia, Mira Amaral, considerou, esta quarta-feira, que a utilização da energia nuclear é a única forma de Portugal conseguir uma base energética estável.
“A nuclear aparece neste momento como a única forma de energia tecnicamente possível para alimentar a imensa frota automóvel que temos. Quando o mundo tem que fugir do petróleo, nomeadamente no sector dos transportes não podemos ignorar a nuclear”, defendeu Mira Amaral citado pela TSF Online.
O ex-ministro lembrou também que tal como a energia nuclear, as renováveis também apresentam desvantagens.
“São altamente voláteis e intermitentes. Por isso não é apenas com centrais eólicas ou solares apenas, que satisfazemos a base enérgica de um país”, adiantou.
Para Mira Amaral o pesado investimento inicial no nuclear colhe frutos a longo prazo.

(Fonte: Jornal de Negócios)

terça-feira, 1 de julho de 2008

MIT Portugal e FAE promovem debate sobre futuro da energia

Tanto as tecnologias aplicadas às energias renováveis como ao sequestro de carbono poderão constituir grandes oportunidades de negócio nos países em vias de desenvolvimento, disse Gregory McRae, especialista do Massachusetts Institute of Technology (MIT). O responsável falava no debate «A energia nas economias do futuro», promovida pelo Fórum de Administradores de Empresas (FAE) e o Programa MIT – Portugal, que decorreu no passado dia 27 de Junho, no Museu da Electricidade.
«Estas são duas áreas que têm recebido pouca atenção, mas que têm um potencial a curto e médio prazo. São os recursos energéticos locais e os serviços energéticos inteligentes e eficientes capazes de oferecer não só a oportunidade de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, mas também o consumo de energia e os custos», afirmou Stephen Connors, investigador e professor do MIT, que sugeriu uma abordagem «bottom up» para a nova economia energética. Esta passaria por uma eficiência agressiva pelo utilizador final, diversificação dos fornecimentos energéticos com recursos domésticos, modernização das redes energéticas para que os aspectos de oferta e procura local de energia sejam capturados.
Oliveira Fernandes, presidente executivo da Galp, lamentou o facto de a conferência ser do ponto de vista do abastecedor de energia, e não da procura. «Não nos preocupamos como utilizamos a energia ao nível do utilizador. Temos de olhar para o problema da customização e da descentralização, ver quais as formas de energia que temos à mão, olhando para o global», afirmou o responsável, acrescentando que é necessário «pôr os preços normais e não preços políticos. O gás natural tem de ter um preço que estimule a sua adopção», advogou.

(Fonte: Sofia Vasconcelos)

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Governo adjudica aproveitamento hidroeléctrico da barragem do Baixo Sabor

O contrato de adjudicação de aproveitamento hidroeléctrico da barragem do Baixo Sabor foi hoje assinado pela EDP. Uma obra criticada pela Plataforma Sabor Livre que já interpôs uma providência cautelar para impedir a construção.
Segundo a Plataforma Sabor Livre (PSL), escreve o jornal "Público", a “obra é ilegal porque a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) que a autoriza caducou a 15 de Junho”. E acrescenta “que a construção da barragem foi autorizada um 2004 por uma DIA que caducou em 2006”.
Para a Plataforma Sabor Livre é “inadmissível” que “se autorize uma obra que irá destruir valores naturais insubstituíveis, já reconhecidos pela Comissão Europeia, sem que estejam definidas, orçamentadas e calendarizadas as medidas de compensação que, aparentemente, justificaram um arquivamento da queixa apresentada pela PSL”.
Na cerimónia, que decorreu em Picote, Miranda do Douro, com a presença do primeiro-ministro e do ministro da Economia, foi também adjudicado o reforço de potência da Barragem do Alqueva.
“Vamos importar menos energia do estrangeiro e vamos poupar emissões de CO2”, afirmou Manuel Pinho, ministro da Economia, à Antena 1.
Segundo o governante, “este conjunto de projectos permite poupar o equivalente a 36 milhões de euros de emissões de CO2 e também permite evitar que importemos fuelóleo, carvão e gás, por isso ficamos mais independentes”.
Para Manuel Pinho “foi um erro enorme termos desprezado, durante tantos anos, aquilo que é nosso, a grande riqueza que é a água, vento e sol”.
“Tornando-nos independentes do exterior, arranjamos formas de produção de energia, que emite menos CO2. Finalmente agora foi possível montar estes projectos e eles vão arrancar imediatamente”, afirmou.
“O que é muito importante numa altura em que há uma crise internacional é haver um país, como Portugal, que está a conseguir dar passos importantes para se tornar menos dependente energeticamente e ao mesmos tempo animar a sua indústria e criar emprego”, acrescentou.
O anúncio da barragem do Baixo Sabor foi feito pela EDP, a 31 de Agosto de 2007, tendo recebido a proposta de cinco consórcios para a empreitada de construção civil.
A obra vai custar 354 milhões de euros e deverá entrar em funcionamento entre 2012 e 2013. A barragem do Baixo Sabor com uma capacidade instalada de 170 megawatts, vai produzir 2.500 gigawatts por hora de energia.
Também o contrato de adjudicação da empreitada do reforço da barragem do Alqueva, que foi objecto de um concurso internacional, vai ser hoje assinado.
A barragem do Alqueva vai ter um reforço de potência de 26 megawatts esperando-se uma produção anual de 30 gigawatts.

(Fonte: Cristina Sambado - RTP)

Concessão de barragens: Governo pode encaixar este ano receita extra de 283 milhões

O Governo poderá encaixar este ano uma receita extra de pelo menos 283 milhões de euros com a concessão das novas 10 barragens, o equivalente a 0,2 por cento da riqueza produzida, segundo cálculos da agência Lusa.
Fonte oficial do Ministério do Ambiente afirmou à Lusa que a adjudicação das 9 barragens, actualmente em concurso, será feita até ao final do ano, dando origem a um encaixe financeiro em 2008.
Com Foz Tua, adjudicada à EDP, o Estado já recebeu 53 milhões de euros.
Tendo em conta a base de licitação das restantes 9 barragens, o Estado deverá encaixar, no mínimo, e se nenhum concurso ficar vazio, 230 milhões de euros, segundo cálculos da Lusa.
Questionado sobre a possibilidade deste encaixe ocorrer este ano, fonte oficial do Ministério das Finanças afirmou que isso vai depender da execução dos concursos, não afastando a hipótese de que isso venha a acontecer ainda este ano.
"Os respectivos concursos estão em marcha, dependendo do andamento destes, o ano em que ocorrerá o encaixe das receitas", disse a fonte do gabinete de Teixeira dos Santos.
A mesma fonte garantiu que as receitas não recorrentes previstas para este ano, no valor de 0,4 por cento do PIB, "respeitam apenas ao alargamento dos prazos de concessão das barragens [já existentes] à EDP", no valor de 759 milhões de euros.
Assim, as receitas das concessões das 10 novas barragens não estão incluídas nessa rubrica.
No âmbito do plano nacional de barragens, o Governo já lançou todos os concursos para 10 novas barragens - Padroselos, Alto Tâmega, Daivões, Gouvães, Fridão, , Pinhosão, Girabolhos, Alvito e Almourol - , além de Foz-Tua, que já rendeu ao Estado 53 milhões de euros.
Contudo, é possível que o encaixe seja superior a 283 milhões de euros (230 mais 53 milhões de euros), uma vez que o critério de adjudicação refere que as propostas serão classificadas segundo "a mais elevada quantia oferecida" acrescida ao valor base de licitação.
De acordo com o presidente do Instituto da Água (INAG), Orlando Borges, trata-se de "potencializar os recurso hidroeléctricos com a maior rentabilidade possível para os Estado".
Padroselos, Alto Tâmega, Daivões e Gouvães, que terão que ser licitadas em conjunto, segundo o mesmo responsável, têm uma base de licitação de 120 milhões de euros.
Fridão, Alvito e Almourol partem de um preço base de 70 milhões de euros, valor que é de 40 milhões de euros para Pinhosão e Girabolhos.
Segundo Orlando Borges, Fridão, Alvito e Almourol é o único caso no conjunto das 10 barragens em que o vencedor poderá optar por construir apenas uma delas, mas o critério do preço será sempre decisivo na adjudicação. Assim, o concorrente pode escolher construir apenas uma delas e ganha desde que ofereça o valor mais elevado.
Fridão é a mais rentável, de acordo com o presidente do INAG, pelo que é natural que esta seja a barragem escolhida, enquanto as outras duas (Alvito e Almourol) podem vir a não ser construídas.

(fonte: Lusa)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

O que Portugal está a fazer é estimulante

Bill Clinton acredita que o que Portugal está a fazer na área das energias renováveis é estimulante e pode servir de exemplo para a Europa. Palavras proferidas pelo ex-presidente dos EUA esta manhã, em Lisboa.
“Tudo o que se possa fazer para tornar este pais um modelo que prove aos outros que as energias alternativas são um caminho economicamente viável é um serviço que presta ao mundo”, afirmou o ex-presidente dos Estados Unidos da América, que foi hoje orador numa conferência que decorreu em Lisboa, no Museu da Electricidade, organizada pela agência de comunicação Cunha Vaz & Associados.
As palavras de Clinton relativas à estratégia nacional na área das energias renováveis foram proferidas após um encontro do ex-presidente dos EUA com o Ministro da Economia Manuel Pinho, e o presidente executivo da EDP, António Mexia, que o informou – tal como explicou Clinton – que a eléctrica portuguesa está entre os três maiores operadores de energia eólica nos EUA.
“O que Portugal está a fazer é muito estimulante”, afirmou o fundador e presidente da Clinton Global Initiative, um projecto da Fundação William J. Clinton que visa promover o envolvimento da sociedade civil em projectos na área da saúde, edução, erradicação da pobreza e energia e alterações climáticas.
Perante uma audiência recheada de responsáveis políticos e líderes empresariais, Bill Clinton alertou para uma questão que, para si, é muito clara: seja no combate à pobreza ou na redução do efeito de estufa, nada será conseguido sem vontade política e cooperação entre os vários stakeholders. O retorno é garantido, sublinha Clinton.
“Não conseguiremos mudar nada enquanto não conseguirmos provar que o caminho é economicamente possível e rentável”. Promover a eficiência energética é “good economics”, exemplificou.
As alterações climáticas e a redução dos níveis de dióxido de carbono estão no topo das prioridades da agenda do ex-estadista que, à semelhança do seu ex-vice-presidente Al Gore, considera ser este um dos grandes desafios do século XXI, pelo que dedica agora parte do seu tempo a consciencializar e mobilizar grupos de interesse e a sociedade civil.
Citando um estudo da Goldman Sachs, Clinton relembrou que bastaria apenas que a Europa, EUA, Rússia e China tivessem o mesmo nível de eficiência energética dos edifícios do Japão para que estes países conseguissem alcançar a meta de reduzir 25% das suas emissões de carbono até 2050.
E deixou uma sugestão: porque não começar a fazê-lo “nos edifícios governamentais, na Administração Pública, nas escolas”? A prazo, a redução da factura da energia, compensará o investimento, afirmou.

(Fonte: Elisabete de Sá e André Veríssimo)

terça-feira, 24 de junho de 2008

ANA regista aumento de emissões e consumo de electricidade

Em 2007, o total de emissões da ANA – Aeroportos de Portugal correspondestes ao consumo de electricidade e gás natural cresceu 16 por cento relativamente a 2006, de acordo com o relatório de sustentabilidade da empresa, publicado recentemente. Com efeito, passou de 28,6 mil toneladas para 33,1 mil toneladas.
«O aumento das emissões de gases com efeito de estufa correspondentes ao consumo de electricidade corresponde não só ao aumento de consumo de electricidade por parte da ANA como a uma menor eficiência da rede eléctrica», explica a empresa no documento.
Quanto ao consumo de energia directa também se verificou um ligeiro aumento. No ano passado, foram consumidos 220 terajoules de electricidade, mais 2 por cento que em 2006. Ao nível do gás natural verificou-se um aumento de 6 por cento, passando-se de 76 para 80 terajoules.
Os consumos de electricidade registados nos aeroportos da ANA decorrem essencialmente da climatização e iluminação das infra-estruturas aeroportuárias. Os principais consumos aparecem associados à aerogare, às pistas e placas de estacionamento de aeronaves.

(Fonte: Tânia Nascimento)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

EDP reduz 1,1 megatoneladas de emissões de CO2 em 2007

A EDP reduziu cerca de 1,1 megatoneladas (Mt) de emissões de CO2 em 2007, ou seja, menos 4 por cento comparativamente com 2006. O dado é avançado no relatório de sustentabilidade da empresa, recentemente publicado.
Considerando o parque total instalado e o mix de produção, a emissão específica global foi, no ano passado, de 457 gCO2/kWh, contra 484 gC O2/kWh em 2006, o que representa uma redução de cerca de 6 por cento.
Em Portugal, integrado no programa interno de incentivo a boas práticas de eficiência nos consumos – Programa Econnosco, obteve-se uma redução de 4 por cento nos consumos de água e de 13 por cento nos consumos de electricidade nos edifícios administrativos.
No final de 2007, o grupo dispunha de 58,9 por cento da sua potência instalada em capacidade de origem renovável. A potência hídrica cresceu cerca de 275 MW face a 2006. Durante o ano transacto, a produção líquida de energia eléctrica a partir de fontes de energia renováveis foi de 18 873 Gwh, cerca de 39,8 por cento do total de produção do grupo. A produção de electricidade dos parques eólicos atingiu 3 772 Gwh, mais 96 por cento relativamente a 2006.

(Fonte: Sofia Vasconcelos)

terça-feira, 17 de junho de 2008

Faltam peritos para certificação energética que começa a ser exigida em Julho

Portugal não dispõe de peritos suficientes para fazer a certificação energética dos novos edifícios, norma que entra em vigor a 1 de Julho, alertou hoje Nelson Martins, docente da Universidade de Aveiro.
De acordo com o académico, a partir de 1 de Julho passa a ser obrigatória a certificação energética, mesmo para pequenos edifícios com menos de mil metros quadrados, que peçam licença de construção, como é o caso das habitações familiares, respondendo, assim, ao regulamento que transpõe a directiva comunitária dos edifícios.
No entanto, esta normativa depara-se com uma dificuldade prática de aplicação: somente cerca de duas centenas de peritos estão habilitados, em Portugal, a emitir os certificados.
Além da formação académica em engenharia, arquitectura ou climatização, reconhecida pelas respectivas ordens profissionais, os peritos têm de possuir cinco anos de experiência como projectistas e frequentar um curso de especialização que a Universidade de Aveiro está actualmente a ministrar.
Segundo o docente, «o grande fluxo de situações vai surgir agora com os pequenos edifícios residenciais», explicando que vai haver uma «grande necessidade de peritos qualificados que verifiquem a conformidade dos projectos e emitam o certificado no final da obra», sendo que esta situação deverá provocar atrasos substanciais no licenciamento das habitações porque sem o certificado energético deixa de ser possível emitir a respectiva licença de utilização.
O certificado de eficiência energética, tal como acontece com os electrodomésticos, está graduado em letras de maior ou menor eficiência e vai ter impacto no valor comercial das casas, o que é importante para os promotores imobiliários, que podem ver desvalorizados, pelo mercado, os espaços sem certificação.
A exigência de certificado decorre da calendarização do Sistema de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos edifícios, que transpõe uma directiva comunitária relativa ao desempenho energético e vai-se estender, já em 2009, às construções existentes, quando forem transaccionáveis.

(Fonte: Lusa)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

PME nacionais poderiam poupar 154 milhões com utilização mais eficiente de energia

As pequenas e médias empresas (PME) do sector industrial em Portugal poderiam poupar 154 milhões de euros por ano com uma utilização mais eficiente da energia, de acordo com os dados do Índice de Eficiência Energética, elaborado pela Union Fenosa. O estudo, apresentado ontem, na Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola, é o primeiro índice quantitativo que se realiza em Portugal sobre as práticas energéticas no sector industrial.
De acordo com o relatório, o índice de eficiência energética nas PME industriais atinge um valor de 3 pontos num máximo de 10. Isto corresponde a um desperdício de cerca de 17,1 por cento da energia que consomem ou 2080 GWh, o que daria, por exemplo, para abastecer 16 mil empresas do sector industrial português durante um ano.
Entre os pontos fortes dos resultados do estudo destacam-se alguns hábitos eficientes das PME industriais portuguesas como, por exemplo, a optimização do tarifário energético ou a troca de fornecedores (84 por cento). Mais de metade das empresas (54 por cento) realizam inventários periódicos dos equipamentos consumidores de energia, 26 por cento utilizam baterias de condensadores e 31 por cento dispõem de programas de manutenção e limpeza de lâmpadas.
A maioria das empresas (68 por cento) não pensa realizar acções de poupança de energia a curto/médio prazo, demonstrando também um reduzido conhecimento sobre programas e financiamentos de apoio estatal em matéria de eficiência energética. A contabilização energética foi identificada como a principal área a melhorar, uma vez que apenas 7 por cento das empresas inquiridas contrataram nos últimos três anos uma auditoria energética.
As PME mais eficientes encontram-se no distrito da Guarda, enquanto que as de Santarém apresentam o valor mais baixo a nível nacional.

(Fonte: Portal Ambiente)

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Fase C do concurso eólico com 13 lotes entre 5 e 50 MVA

A Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) anunciou, na passada sexta-feira, a distribuição dos 200 MVA da Fase C dos concursos para atribuição de potência eólica. A potência total será redistribuída por 13 lotes, os quais foram colocados a concurso com potências entre 5 e 50 MVA. As regiões do interior foram as localizações privilegiadas.
O primeiro lote, no concelho de Torre de Moncorvo, contempla uma potência de 50 MVA; o segundo, respeitante aos concelhos de Leiria, Vila Nova de Ourém e Porto de Mós tem atribuídos 20 MVA. Com 25 MVA de potência atribuída estão os lotes 3, 4 e 5, correspondendo, respectivamente, a Castelo Branco, Macedo de Cavaleiros juntamente com Valpaços e Mirandela, e Tábua.
Os lotes 6, 7, 8 e 9, com 8 MVA cada um, estarão localizados em Montemor-o-Novo com Alcácer do Sal, em Alcobaça e Santarém, em Idanha-a-Nova com Castelo Branco e em Portalegre, respectivamente. Com 6 MVA atribuídos estão os lotes 10, 11 e 12, respeitantes a Santa Maria da Feira, Figueira da Foz e a Loulé com Tavira e Silves. Por ultimo, com 5 MVA, estão os concelhos de Lagos e Aljezur.
Os anúncios oficiais respeitantes aos concursos foram enviados para publicação hoje. Os documentos concursais serão disponibilizados no dia da sua publicação em Diário da Republica, a partir das 14 horas, na DGEG.

(Fonte: Sofia Vasconcelos)

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Suécia é inspiração para Portugal nas renováveis

«A Suécia é uma fonte de inspiração para Portugal», afirmou o ministro da Economia, Manuel Pinho, na abertura do simpósio sobre energias renováveis na Suécia e em Portugal, que decorreu ontem, no Museu da Electricidade, por ocasião da visita de Estado dos reis da Suécia a território português.
Segundo Manuel Pinho, o simpósio, que contou com a presença do rei Carlos XVI Gustavo, «é a melhor maneira de mostrar a importância das renováveis para os dois países». Já segundo António Mexia, presidente executivo da EDP, Portugal e Suécia são os dois países europeus que lideram a «revolução» nas energias renováveis, e esta é um oportunidade de troca de experiência.
Presente na iniciativa, Andreas Carlgren, ministro do Ambiente sueco, relembrou que, há cerca de 50 anos, a Suécia deparou-se com problemas ambientais severos. «Actualmente, Estocolmo é uma das cidades mais limpas do mundo», referiu o governante, acrescentando que «é possível ter uma economia florescente em simultâneo com um desenvolvimento sustentável». Na Suécia, 40 por cento de toda a energia consumida é renovável, mas o objectivo do Governo sueco é chegar aos 100 por cento em 2020.
O evento contou ainda com as participações de António Sá da Costa, presidente da Apren, e com as apresentações das empresas suecas Envac, Ena Energi, Scandinavian Biogas, Scania Portugal, Chemrec e da portuguesa Martifer.

(Fonte: Portal Ambiente)