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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

EDP Renováveis inaugura 12º parque eólico nos Estados Unidos

A EDP Renováveis, através da sua participada Horizon Wind Energy, inicia esta sexta-feira a produção de electricidade no parque eólico Pioneer Prairie, o primeiro do grupo no estado norte-americano do Iowa.
O parque terá uma capacidade instalada de 301 MW, dos quais mais de 200 estarão operacionais até ao final do ano, e representa o 12.º eólico da empresa nos Estados Unidos.
«Quando concluído, em 2009, as 182 turbinas Vestas instaladas no parque vão produzir o equivalente à electricidade consumida por um universo de 90 mil famílias no Iowa. A energia gerada será comercializada no mercado», esclarece a empresa em comunicado.
A entrada em operação do 12.º parque da Horizon nos Estados Unidos coincide com a abertura oficial do escritório de Minneapolis, no estado do Minnesota.
O Upper Midwest (Minnesota, Iowa, Minneapolis, North Dakota and South Dakota) detém quatro dos 10 estados com maior potencial para a produção de energia eólica, segundo estimativas da American Wind Industry Association (AWEA).
A presença do grupo nesta região iniciou-se em 2007 com a instalação do parque Prairie Star (100MW), no Minnesota, sendo agora reforçada com o Pioneer Prairie, no Iowa.
Dos mais de 11.000 MW que a Horizon detém actualmente em pipeline, cerca de 1.500 localizam-se no Upper Midwest.
Os Estados Unidos são já o maior produtor mundial de energia eólica, tendo ultrapassado a Alemanha, de acordo com a associação do sector, AWEA.
No final do primeiro semestre, a capacidade instalada nos Estados unidos atingia os 20.152 MW.

(Fonte: Agencia Financeira)

Siemens e E.ON firmam parceria para eólica

A Siemens Energy e a E.ON assinaram ruma parceria para a área da energia eólica. As empresas concordaram em trabalhar em conjunto para melhorar a performance de projectos eólicos a nível global, tornando-os fiáveis e amigos do ambiente.
Esta colaboração já inclui o fornecimento de 500 turbinas eólicas com uma capacidade total de 1150 MW à E.ON para novos projectos da empresa nos Estados Unidos e na Europa. As turbinas, que serão entregues em 2010 e 2011, vão incluir diversas combinações de alturas de torre e diâmetros de rotor. Cerca de 600 MW de capacidade destinam-se a projectos americanos e os restantes 550 MW serão utilizados em parques eólicos europeus.
Esta cooperação vai permitir a ambas as partes trabalhar no sentido de «melhorar a eficiência e reduzir os custos de manutenção das turbinas».

(Fonte: Portal Ambiente)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A estratégia certa é apostar nas energias renováveis

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu hoje que a forte aposta de Portugal nas energias renováveis nos últimos três anos vai continuar, sublinhando que esta é a estratégia certa para fazer face ao choque petrolífero em curso.
«É absolutamente fundamental que o país tome consciência que não deve estar tão dependente do petróleo, e a melhor forma de reduzir essa dependência é aumentar a percentagem de electricidade baseada em energias renováveis, aproveitando a energia que podemos produzir aqui», referiu.
José Sócrates falava em Viana do Castelo, durante a cerimónia de lançamento da primeira de uma fábrica de pás de rotor da "Enercon", um investimento de 55 milhões de euros que criará 500 postos de trabalho e que integra um cluster eólico que aquela empresa alemã está a instalar no concelho.
Sócrates lembrou que nos dois anteriores choques petrolíferos «todos disseram» em Portugal que era preciso reduzir a dependência do petróleo, mas «nada se fez».
«Não estou disponível para que tudo volte a acontecer sem ninguém fazer nada. Ninguém nos perdoaria se, daqui a 15 ou 20 anos, aqui estivessem os actores da nova geração dizendo que vivemos o terceiro choque petrolífero e nada fizemos. Não quero que isso aconteça», afirmou.
O primeiro-ministro sublinhou a aposta nos últimos três anos na energia eólica e hídrica, garantindo que estes continuarão a ser os sectores que «puxarão» pela energia do país.

(Fonte: Jornal Destak)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Impacte paisagístico de turbinas eólicas sem consenso

A luta contra a construção das turbinas eólicas industriais tem tido cada vez mais sucesso em diversas partes do mundo, desde os Estados Unidos à Austrália. Em Janeiro do ano passado, na Alemanha, a população de Bieswang conseguiu, depois de uma dura luta de dois anos, levar a que a empresa Windwârts desistisse da construção de um parque eólico na localidade. Os habitantes lutam para que esta região do Reno não perca a sua beleza paisagística, considerando que a construção de parques eólicos representa uma violação da paisagem natural.
Em Portugal, a potência eólica instalada quadruplicou nos últimos três anos, ultrapassando já os 2500 MW. A presença imponente de torres e aerogeradores vai intensificar-se nos próximos anos na paisagem portuguesa, já que, em 2012, deverão estar instalados 5700 MW.
A instalação de qualquer infra-estrutura eólica deverá, segundo a arquitecta Cristina Castel Branco, ter em atenção a Convenção Europeia da Paisagem, a qual foi ratificada por Portugal. «Todas as grandes intervenções na paisagem, como a instalação de torres eólicas, devem ter em conta a convenção», indica a especialista.
Para Hélder Spínola, presidente da Quercus, «o impacte paisagístico das turbinas eólicas não faz confusão, desde que não seja em exagero». Segundo o ambientalista, «se pudéssemos ter o aproveitamento de energia eólica sem o impacto visual seria o ideal. De qualquer modo, preocupa-me mais a questão do ruído».
As resistências a nível local vão ganhando alguma expressão. Por exemplo, a proposta inicial do Plano de Ordenamento do Parque Natural de Montesinho não permitia a instalação de um parque eólico na serra de Montesinho, já que, segundo os habitantes, as torres eólicas iriam desvirtuar a paisagem». Também a intenção de instalação de um parque eólico na Serra d'Arga foi contestada por moradores da freguesia da Montaria, em Viana do Castelo, que temiam pelo impacto visual e paisagístico das "ventoinhas gigantes".

(Fonte: Tânia Nascimento)

Offshore marcará crescimento português na eólica depois de 2015

Portugal terá de investir nos parques eólicos offshore de modo a fazer face ao decréscimo de instalação de energia eólica que se começará a verificar em 2015. Quem o diz é Ana Estanqueiro, directora da unidade de energia eólica e dos oceanos do Instituto de Engenharia, Tecnologia e Inovação, que participou no seminário sobre energia eólica offshore, promovido pela Embaixada Britânica, e que decorreu esta manhã no Centro Cultural de Belém.
Segundo a investigadora, numa primeira fase será possível instalar cerca de 3500 MW de potência eólica offshore com tecnologia convencional. A costa norte de Portugal, principalmente Viana do Castelo e Porto, tem a 40 metros de profundidade um potencial de 500 MW. Já no centro, entre Peniche e Cascais, esse potencial pode chegar aos 700 MW, sendo que a zona da Figueira da Foz pode representar 100 MW, e a zona de Lisboa poderá disponibilizar 1000 MW. Numa segunda fase, a especialista refere que será necessário recorrer a tecnologia flutuante para o deep offshore, a instalar a pelo menos 40 metros de profundidade.
O evento reuniu várias empresas e associações da Grã-Bretanha que se dedicam à energia eólica offshore, tanto ao nível do projecto, como da construção, manutenção, investimento e investigação. Os oradores salientaram as oportunidades que se abrem às empresas portuguesas que queiram ser parceiros ou investidores nesta área na Grã-Bretanha, uma vez que foi lançada uma terceira fase de disponibilização de locais pelo governo britânico, com vista à instalação de parques eólicos deep offshore.
De acordo com alguns dos oradores, o Reino Unido beneficia da experiência obtida com as plataformas de petróleo e gás natural, e a Escócia tem mesmo 25 por cento do potencial europeu de energia eólica offshore. Até 2020 a expectativa é chegar à instalação de 25 GW de energia eólica offshore.

(Fonte: Sofia Vasconcelos)

Martifer entra no mercado eólico da Bulgária

A Martifer passa a estar presente no mercado eólico da Bulgária, através da búlgara Vesto, detida a 100 por cento pela Martifer Renewables. A empresa vai avançar com um parque eólico de 12,6 MW na região nordeste do país, cuja construção deverá arrancar já no próximo ano e estima-se que a produção anual atinja os 70 mil MWh.
«Além deste projecto a Vesto está a analisar a possibilidade de desenvolvimento de vários projectos naquela região com vista à exploração de futuros parques eólicos», adianta a Martifer em comunicado.
De acordo com a NEK, empresa eléctrica búlgara, «16 por cento do consumo energético do país deve, a curto prazo, começar a ser produzido a partir de fontes renováveis», informa a Martifer, referindo ainda que, no final de 2007, a Bulgária tinha 29 MW de projectos eólicos em operação e 700 MW em fase de licenciamento. Para atingir o objectivo estabelecido pela NEK a Bulgária deverá instalar 1450 MW de parques eólicos, implicando a duplicação da actual capacidade de produção, o que representa para a Martifer «uma enorme oportunidade de expansão na Europa».
Além da Bulgária, a Martifer já tem presença nos mercados de Portugal, Alemanha, Espanha, Polónia, Roménia, Eslováquia, Ucrânia, Estados Unidos e Brasil. O total de projectos da Martifer em carteira, a partir de fontes de energia renováveis, soma já mais de 3300 MW.

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Parques eólicos aumentam mortalidade de aves

Portugal conta com 1360 aerogeradores espalhados de Norte a Sul. Tendo em conta um estudo desenvolvido pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), por ano morrerão entre zero e 6,24 aves por aerogerador. No limite, anualmente morrerão, tendo em conta o número de máquinas instaladas em território nacional, entre 0 e 8486 aves em Portugal devido à existência de parques eólicos.
Embora os estudos existentes não sejam conclusivos, Teresa Saraiva, do grupo de trabalho focado na energia eólica e seus impactes sobre a avifauna, pertencente à SPEA, alerta que o «panorama em Portugal não é mau, quando comparado com outros países». A especialista explica que, de um modo geral, se constroem parques eólicos em sítios que «respeitam as condições naturais, com um número reduzido de máquinas e de forma espaçada». De qualquer modo, alerta, «nos últimos tempos, têm sido aprovados parques eólicos enormes, pelo que esta tendência positiva se pode inverter».
De acordo com dados disponibilizados pela SPEA, o Sul do País tem-se revelado mais mortal para as aves que chocam com os aerogeradores. No parque eólico de Fonte dos Monteiros, em Vila do Bispo, a organização estimou uma mortalidade de 55,77 a 94,56 aves por ano.
Defendendo que os parques eólicos devem ser instalados preferencialmente fora de áreas protegidas, Paulo Lucas, da Quercus, alerta para o facto de não se conhecer como é feito o controlo das medidas compensatórias. «Gostaríamos que houvesse uma entidade que fizesse o controlo absoluto destas medidas», diz.
Os impactes negativos dos parques eólicos fazem-se sentir também nas populações de morcegos. Segundo um estudo de Erin Baerwald, da Universidade do Calgary (Canadá), os morcegos têm motivos para temer as turbinas eólicas, já que o movimento das pás causa uma diminuição da pressão atmosférica, fazendo rebentar os vasos sanguíneos dos pulmões destes mamíferos.
Dos 75 morcegos dissecados no estudo, 69 apresentavam hemorragias internas. «Uma descida na pressão atmosférica ao redor das pás das turbinas é uma ameaça indetectável, e explica o grande número de fatalidades de morcegos», explica a cientista.
Não convencido com este estudo, António Sá da Costa, administrador da Enersis, uma das principais promotoras de parques eólicos em Portugal, salienta que «aparecem morcegos mortos por várias razões». Quanto ao facto de aparecerem mortos junto a parques eólicos, o responsável não se mostra surpreendido já que «vivem junto a essas áreas».

(Fonte: Tânia Nascimento)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Paisagem condiciona instalação de parques eólicos

Os parques eólicos estão a alterar a paisagem de muitas localidades portuguesas. A potência eólica instalada, no final de Junho de 2008, situava-se em 2526 MW e distribuía-se por 161 unidades, de acordo com os dados mais recentes da Direcção-Geral de Energia e Geologia. A presença imponente de torres e aerogeradores vai intensificar-se nos próximos anos, devendo atingir os 5700 MW em 2012.
O facto de os locais de maior potencial eólico se situarem em cumeadas de serras, integradas em áreas protegidas ou sítios da Rede Natura 2000, tem vindo a chamar a atenção para os impactes ambientais desta fonte de energias renováveis, com destaque para o impacte paisagístico. Esta situação veio trazer maior exigência à avaliação ambiental dos parques eólicos, por exigir a justificação da compatibilidade entre a aptidão para a conservação e os impactes induzidos pelo projecto.
Não será de estranhar que, desde 2000, 20 das 113 ocorrências (17,7 por cento) de processos de AIA que apresentaram desconformidade de EIA digam respeito à instalação de parques eólicos. De qualquer forma, alerta António Sá da Costa, presidente da Apren, essa “sentença” significa que «o estudo tem deficiências ou está mal instruído. Mas a maior parte dos resultados dos estudos são favoráveis condicionados». Ou seja, o projecto pode avançar, mas cumprindo diversas exigências de minimização de impactes ambientais.
Da lista da Agência Portuguesa do Ambiente, das 112 ocorrências de processos de AIA da área da energia, 65 (58 por cento) são projectos de aproveitamentos eólicos. Só este ano estão indicados 8 parques. O exemplo mais recente, cuja decisão remonta a 14 de Agosto, é o da ampliação do Parque Eólico do Passarinho, do proponente Empreendimentos Eólicos Verde Horizonte.

Apesar da oposição à instalação de parques eólicos em zonas sensíveis, como áreas protegidas ou Rede Natura 2000, existe ainda um elevado potencial eólico por explorar nesses locais, acredita Luís Antunes, country manager da empresa Airtricity. O Parque de Montesinho, para onde a empresa irlandesa tem planos, é apenas um dos exemplos. «Do lado de cá ainda não há nada, mas do lado de lá da fronteira os espanhóis já estão a aproveitar o vento gerado na região», lembra o responsável.
Outra região a explorar é a Serra do Marão, o que levou a empresa irlandesa a assinar um acordo com a Hispano Lusa, do qual resultará a constituição da empresa Airtricity Marão, que será detida em 90 por cento pela Airtricity. A nova empresa será responsável pelo desenvolvimento de oito potenciais parques eólicos, cuja potência a instalar poderá rondar os 150 MW, nos municípios de Baião, Amarante e Mondim de Basto. «Há ali um raio de 5 a 10 km que tem um potencial enorme. Mas existem outras zonas com grande potencial, até fora da área protegida», afirma.
No mesmo sentido, Sá da Costa lembra que todas as zonas onde haja vento são interessantes, independentemente de estarem ou não em áreas protegidas. «Resta saber se os terrenos estão disponíveis e a que distância se encontra a subestação», diz.
Existência de linhas de alta tensão condiciona instalação
Para Aníbal Fernandes, presidente da Eneop, o potencial eólico, além do vento, tem de ter também em conta a proximidade da instalação de linhas de alta tensão. É por esta razão que afirma que «não há muito mais por explorar em termos eólicos». O especialista defende antes a substituição das máquinas antigas por novas. Desta forma, consegue-se mais potência com menos equipamentos.
A instalação de parques eólicos em áreas sensíveis, defende Hélder Spínola, presidente da Quercus, deve ser analisado caso a caso. «Nas áreas protegidas e na Rede Natura 2000 é necessário um cuidado acrescido. É preciso ter noção do potencial eólico em todo o território nacional para saber se não haverá outras áreas com igual potencial em zonas menos sensíveis», acrescenta o presidente da associação ambientalista, advogando também que se dê atenção às instalações offshore.

(Fonte: Tânia Nascimento)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

EDP Renováveis vai investir 3 mil milhões de euros em Espanha

A EDP Renováveis prevê investir 500 milhões de euros na Andaluzia e 3 mil milhões em Espanha, disse hoje o CFO da empresa portuguesa, Rui Teixeira, numa conferência sobre investimentos hispano-luso.
Rui Teixeira avançou que o investimento da participada da Energias de Portugal na província da Andaluzia deverá ser de 500 milhões de euros, em projectos de energias renováveis até 2012. Em Espanha, o investimento da EDP Renováveis deverá atingir os 3 mil milhões de euros, disse o responsável citado pela agência EFE.
O CFO da EDP Renováveis frisou que estes investimentos estão sujeitos às autorizações que forem concedidas para a construção de parques eólicos e elogiou a fixação de regras para a adjudicação da exploração dos parques eólicos levada a cabo pela Junta da Andaluzia.

(Fonte: Jornal de Negócios Online)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Martifer constrói fábrica de torres eólicas no Texas

A Martifer vai iniciar este mês a construção de uma fábrica de torres eólicas, nos Estados Unidos. Localizada na cidade de San Angelo (Texas), esta é a segunda fábrica de torres eólicas que o grupo Martifer constrói, num espaço de 4 anos, representando um investimento que ronda os 40 milhões de dólares. O pacote de incentivos atribuídos pelo Estado do Texas, de 945 mil dólares, foram «determinantes para a Martifer se decidir pelo Texas para a localização desta unidade», justifica a Martifer.
A empreitada deverá estar concluída no segundo semestre de 2009 e para 2013 calcula-se a uma capacidade de produção anual de 400 torres. «Esta fábrica será a alavanca da actividade da Martifer Energy Systems nos Estados Unidos, um novo mercado para a área de negócio dos equipamentos para energia e uma enorme oportunidade para a expansão das actividades de fornecimento de parques eólicos chave-na-mão, alinhando com as restantes áreas de negócio do grupo na estratégia definida para este segmento», conclui.

(Fonte: Portal Ambiente)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

EDP renováveis lança parque eólico de 120 MW na Polónia

A EDP Renováveis lança hoje a primeira pedra de um novo parque eólico em Margonin, na região de Wielkopolska, na Polónia. Este será o primeiro de vários investimentos planeados pela empresa no sector das energias renováveis para a Polónia, Europa de Leste e Europa Central.
O parque eólico de Margonin, com uma capacidade instalada de 120 MW, será constituído por 60 turbinas, fornecidas pela Gamesa, e irá produzir anualmente cerca de 260 000 Mwh de electricidade, o equivalente ao consumo médio de mais de 50 mil famílias.
A primeira fase, com 20 MW de capacidade instalada, estará concluída até ao final de 2008. A conclusão da segunda fase, com 100 MW, está prevista para o primeiro semestre de 2010. Quando terminado, Margonin estará entre os maiores parques eólicos da Europa Central e de Leste.
Adicionalmente, a EDP Renováveis, que tem cerca de 1 GW em desenvolvimento naquele país, incluindo o parque eólico de Margonin, considera a Polónia um dos seus principais mercados estratégicos.

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Açores querem aumentar quota das renováveis através dos transportes

Cerca de 30 por cento da electricidade produzida nos Açores tem origem em fontes de energia renovável. Mas o arquipélago quer mais. O objectivo, vertido no plano estratégico para a energia dos Açores, é aumentar essa quota através do sector dos transportes.
O Governo quer «assegurar que, dentro de 10 anos, um terço da frota de autocarros e táxis da região seja constituída por veículos híbridos, híbridos plug-in e eléctricos», sublinha o Governo dos Açores em comunicado.
Para aumentar a injecção de renováveis na rede eléctrica, o executivo deste arquipélago também tem em curso investimentos na geotermia, designadamente na Terceira, e na implantação de parques eólicos e mini-hídricas. Dados do Serviço Regional de Estatística referem que as fontes renováveis garantiram, entre Janeiro e Junho, uma produção acumulada de 109 908 MWh, dos quais 87 935 de origem geotérmica. Com efeito, na primeira metade do ano a produção eléctrica açoriana registou um aumento de 2,1 por cento, passando de 388 296 para 396 637 MWh. Recorde-se que cerca de 28 por cento da electricidade produzida nos Açores durante este período foi assegurada com recurso a centrais geotérmicas e aproveitamentos hídricos e eólicos.
O próximo investimento a ser inaugurado é um parque eólico, cuja capacidade de produção anual é de 10 GWh. Este projecto representou um investimento de 5,8 milhões de euros e integra cinco aerogeradores com uma potência unitária de 900 kW.

(Fonte: Portal Ambiente)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Enercon inicia produção de torres eólicas

A Enercon, empresa alemã que está a instalar um cluster eólico em Viana do Castelo, começou a produzir torres de betão para os geradores que irão servir vários parques eólicos de Portugal. Programada para o mês de Setembro, a produção avança agora na fábrica de 12 mil metros quadrados, que está instalada no parque empresarial da Praia Norte, onde está também uma outra de pás de rotor da mesma empresa.
A fábrica, cuja produção irá permitir a construção mensal de 20 torres de betão com 83 metros de altura, emprega 100 trabalhadores e implicou um investimento de 21,7 milhões de euros. Para Outubro, está previsto o início da laboração da fábrica de mecatrónica situada no Parque Empresarial de Lanheses, completando assim o cluster eólico da Enercon que o Governo Português classificou como PIN (Projecto de Potencial Interesse Nacional).
A primeira fábrica da Enercon em Viana do Castelo, a funcionar desde Novembro de 2007, tem vindo a aumentar progressivamente a sua produção, atingindo actualmente as dez pás de rotor por semana. Em breve, deverá atingir as 15 pás de rotor semanais. Por isso, da fábrica de Viana do Castelo estão a sair estes equipamentos para diversos parques eólicos nacionais, como é o caso do da Serra da Gardunha, em Castelo Branco.
O investimento total do cluster eólico de Viana do Castelo, pertencente ao grupo que integra ainda a EDP, a Finerge, a Generg e a TP – Térmica Portuguesa, ronda os 1700 milhões de euros e criará cerca de 2000 postos de trabalho, para além de várias empresas subsidiárias ou de actividades associadas.

(Fonte: Portal Ambiente)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Martifer Renewables entra no mercado eólico brasileiro

A Martifer Renewables detém agora uma participação de 55 por cento na brasileira Ventania, empresa de projectos de geração eléctrica a partir de fontes de energia renovável. O investimento nesta participação de controlo na Ventania, que ascenderá a 6,9 milhões de euros, formaliza a entrada da Martifer Renewables no mercado brasileiro.
A Ventania detém dois parques eólicos com cerca de 14 MW no nordeste do Brasil, os quais deverão entrar em operação em Outubro. Estima-se que estes parques atinjam uma produção anual de cerca de 61 200 MWh. Aliado a isso, esta empresa ainda está a desenvolver um porta-fólio de projectos de cerca de 350 MW.
Com este novo mercado, a Martifer Renewables está presente em Portugal, Alemanha, Espanha, Polónia, Roménia, Ucrânia, Estados Unidos e Brasil. O total de projectos da Martifer Renewables em operação e em desenvolvimento corresponde a cerca de 3 300 MW.

(Fonte: Portal Ambiente)

EDP estabelece acordo para venda de energia eólica nos EUA

A EDP, através da sua subsidiária norte-americana Horizon Wind Energy, assinou um acordo a longo prazo com a Snohomish County Public Utility District (Snohomish) para a venda de energia renovável do parque eólico Wheat Field.
De acordo com o comunicado enviado pela eléctrica portuguesa ao regulador, «este parque eólico da Horizon, localizado na Gilliam County Oregon, terá uma capacidade instalada de 96.6 megawatts (MW) de energia renovável e será constituído por 46 turbinas Suzlon S88».
Para a EDP, este acordo com a Snohomish «veio ao encontro da sua visão para as energias renováveis».
Localizado no Estado de Oregon, o parque eólico Wheat Field irá ter energia suficiente para abastecer anualmente cerca de 29 mil habitações de Washington.
«Este parque oferece significativos benefícios económicos à comunidade local, incluindo as receitas de impostos prediais. O projecto está actualmente em construção e espera-se que comece a produzir energia renovável para os clientes da Snohomish na Primavera de 2009», acrescenta a eléctrica.
Segundo o Gerente Geral da Snohomish, Steve Klein, «estão satisfeitos por adicionarem este projecto de energia renovável como outra fonte de energia limpa ao seu mix de capacidade». «Esta aposta reforça o nosso compromisso para com o meio ambiente e fontes de energia limpas e ajuda a cumprir as exigências ao abrigo das leis para as energias renováveis de Washington», comentou ainda.
O valor do acordo não é mencionado no comunicado.

(Fonte: Agencia Financeira)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Martifer alarga pipeline de parques eólicos na Polónia

A Martifer Renewables, empresa do grupo Martifer para a área de negócios da geração eléctrica, aumentou recentemente o seu pipeline de projectos com dois parques eólicos em fase de desenvolvimento na Polónia. Para o estabelecimento destas parcerias foi pago um valor agregado de 2,6 milhões de euros.
Um parque eólico, na zona de PodKarpacie, no sul da Polónia, detém já condições para ligação à rede de 45MW e encontra-se já licenciado para 28MW. Estima-se que a construção desta unidade possa avançar até ao final de 2009. O outro projecto corresponde a 36MW e está situado na zona centro-oeste da Polónia. Prevê-se que este parque possa iniciar construção em 2010. A expectativa é que ambos os projectos possam estar em operação durante o ano de 2010.
Com estes dois projectos passa para 541 MW o porta-fólio de projectos eólicos em desenvolvimento pela Martifer Renewables na Polónia, onde se incluem 28MW respeitantes aos dois parques em construção na região de Krosno.
A Martifer Renewables detém já parques eólicos de 53,1 MW em produção na Alemanha desde 2007 e prepara também para este ano a construção dos seus primeiros parques eólicos na Roménia. O total de projectos de geração eléctrica de fontes renováveis em desenvolvimento por parte da empresa do grupo Martifer corresponde já a mais de 3000 MW.

(Fonte: Portal Ambiente)

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Martifer e Caixa são parceiras na área das energias renováveis

A Martifer e o grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), através da Caixa Capital, celebraram um acordo de entendimento com vista à promoção e a investimentos conjuntos na área das energias renováveis, sobretudo ao nível das energias eólica e solar, como forma de «aproveitar as oportunidades de negócio existentes, quer em Portugal quer no estrangeiro», anuncia a Martifer em comunicado.
Nestes projectos o Fundo de Capital de Risco Energias Renováveis, Caixa Capital, poderá ter uma participação até 49 por cento do capital, sendo a Martifer a responsável pelo desenvolvimento, construção, operação e manutenção dos parques prevendo-se, ainda, o envolvimento do Caixa – Banco de Investimento para liderar a organização e montagem das estruturas de financiamento desses projectos.
Este fundo da CGD é o primeiro em Portugal direccionado para as energias renováveis e conta com um capital de 50 milhões de euros. Deste montante, «cerca de 50 por cento já foi investido em diversos projectos, fundamentalmente em empresas de energia eólica», continua a Martifer.

(Fonte: Portal Ambiente)

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Renováveis atingem 7737 MW de potência instalada até Maio

O total da potência instalada em Portugal atingiu, no final de Maio, 7 737 MW. De acordo com a Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), o aumento de potência instalada renovável em Maio, relativamente a Abril, ficou a dever-se aos contributos das energias eólica e fotovoltaica, devido à entrada em funcionamento de quatro novas centrais, duas eólicas e duas fotovoltaicas.
No entanto, a produção total de energia eléctrica a partir de fontes de energia renovável (FER) decresceu no período de Janeiro a Maio, relativamente a igual período de 2007, devido ao comportamento da sua componente hídrica, revelam as últimas estatísticas da DGEG. Ainda assim, nos dois últimos meses deste período a produção hídrica foi 8 por cento superior à verificada nos meses homólogos do ano anterior. Também a produção eólica cresceu 47 por cento comparativamente com igual período de 2007. Em Maio, a produção foi 4 por cento superior à registada no mês homólogo do ano anterior.
A produção de energia eléctrica a partir de FER está concentrada no Norte, principalmente nos distritos de Bragança,Viana do Castelo, Viseu, Coimbra, Vila Real e Braga (1001, 1001, 812, 735, 627 e 614 MW, respectivamente). Excluindo a grande hídrica, Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Viana do Castelo, Lisboa, Vila Real, Guarda, Braga e Santarém são os principais distritos em termos de potência instalada (562, 468, 363, 336, 289, 247, 224, 174 e 171 MW, respectivamente), correspondendo a potência destes nove distritos a 81 por cento do total, em Maio de 2008.
Quanto à incorporação de FER no consumo bruto de energia eléctrica, e para efeitos da Directiva, foi de 42 por cento em 2007, depois de Portugal se tornar, em 2006, no terceiro país da União Europeia (UE15) com maior incorporação de energias renováveis. A subida de três lugares, relativamente a 2005, deve-se ao aumento acentuado da produção hídrica em 2006, relata o documento.

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Volumes de electricidade e gás distribuídos pela EDP crescem no semestre

A Energias de Portugal (EDP) revelou hoje os dados operacionais previsionais do primeiro semestre, apresentando um crescimento dos volumes de electricidade e gás distribuídos em Portugal e Espanha e um forte aumento no número de clientes liberalizados de electricidade da EDP em Portugal. A produção eólica quase triplicou.
A eléctrica liderada por António Mexia revela, no documento enviado à CMVM, que o primeiro semestre foi marcado por um “crescimento de 182% da produção eólica, um declínio da produção convencional no mercado Ibérico liberalizado (MIBEL) e crescimento do factor médio de utilização das nossas CCGT’s para 63%, o que representou um aumento de produção de 61%”.
A capacidade instalada bruta eólica da EDP aumentou em 2.114 MW nos últimos 12 meses, um crescimento para o qual contribuiu Horizon, “que foi consolidada pela primeira vez em Julho de 2007, tendo atingido 1.321 MW de capacidade em Junho”. Na Europa, a capacidade instalada aumentou 41% e em Espanha a produção eólica da EDP cresceu 38%, salienta a EDP.
Segundo a empresa, assistiu-se a um crescimento dos volumes de electricidade e gás distribuídos pela EDP em Portugal e Espanha. “O volume de electricidade distribuído pela EDP mostrou um aumento de 1,3% face a período homólogo, e o volume de gás distribuído aumentou 3,9%”.
“No Brasil, o volume de electricidade distribuída aumentou 2,6% no 1S08, suportado no aumento do número de clientes ligados à rede na região da distribuidora Bandeirante e a aceleração do crescimento do consumo na área de concessão da Escelsa”, salienta a EDP no mesmo documento, que antecipa os dados operacionais. Os resultados da EDP só serão conhecidos a 30 de Julho.
Os volumes fornecidos pela EDP a clientes eléctricos de retalho em mercado liberalizado na Península Ibérica, aumentaram 17%, essencialmente devido ao aumento dos volumes vendidos em Espanha, revela a empresa, acrescentando que “o número de clientes liberalizados de electricidade da EDP em Portugal mais do que duplicou”.
“O volume de gás vendido a clientes no mercado liberalizado espanhol aumentou 49% em termos homólogos, um crescimento suportado nos contractos de fornecimento de gás assinados com a Sonatrach no terceiro trimestre de 2007”, conclui a eléctrica no mesmo comunicado.

(Fonte: Agencia Financeira)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ligação de eólicas no Douro custa 15 milhões de euros

A subestação de Carrapatelo 220/60kV, que entrou em funcionamento no Douro no início deste mês, vai possibilitar a alimentação da rede regional de alta tensão da EDP Distribuição e a recepção de energia proveniente do parque eólico de Arada/Montemuro, «permitindo aumentar a capacidade de recepção da energia eólica produzida na região», explica a Redes Energéticas Nacionais (REN) em comunicado.
Esta empreitada de ampliação, que se traduz num investimento de 15 milhões de euros, fará ainda a ligação a mais quatro subparques – Aveloso, Carvalhosa, Picão e Arada -, responsáveis por um total de 56 aerogeradores, com uma potência unitária de 2 MW.
Instalada no antigo edifício de comando, a subestação de Carrapatelo obrigou a uma reformulação geral do espaço. «Foi necessário ampliar e reconverter o actual posto de corte, de 220kV, em subestação de 220/60kV (com transformador)», conclui a REN.

(Fonte: Portal Ambiente)