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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Sócrates: aposta nas renováveis é a estratégia certa

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu esta quinta-feira que a «forte aposta» de Portugal nas energias renováveis nos últimos três anos vai continuar, sublinhando que esta é a estratégia certa para fazer face ao «choque petrolífero» em curso.
«É absolutamente fundamental que o país tome consciência que não deve estar tão dependente do petróleo, e a melhor forma de reduzir essa dependência é aumentar a percentagem de electricidade baseada em energias renováveis, aproveitando a energia que podemos produzir aqui», avançou a «Lusa».
José Sócrates falava em Viana do Castelo, durante a cerimónia de lançamento da primeira de uma fábrica de pás de rotor da «Enercon», um investimento de 55 milhões de euros que criará 500 postos de trabalho e que integra um cluster eólico que aquela empresa alemã está a instalar no concelho.
Sócrates lembrou que nos dois anteriores choques petrolíferos «todos disseram» em Portugal que era preciso reduzir a dependência do petróleo, mas «nada se fez».
«Não estou disponível para que tudo volte a acontecer sem ninguém fazer nada. Ninguém nos perdoaria se, daqui a 15 ou 20 anos, aqui estivessem os actores da nova geração dizendo que vivemos o terceiro choque petrolífero e nada fizemos. Não quero que isso aconteça», afirmou.
O primeiro-ministro sublinhou a aposta nos últimos três anos na energia eólica e hídrica, garantindo que estes continuarão a ser os sectores que «puxarão» pela energia do país.
«Três anos depois, podemos dizer que Portugal está numa situação no Mundo que nos coloca no conjunto de países mais evoluídos em termos de energias renováveis», frisou.
O chefe do Governo disse ainda que esta aposta nas energias renováveis é também «essencial» para a modernização da indústria e da economia do país, apontando como exemplo o cluster que a Enercon está a instalar em Viana do Castelo.

(Fonte: Lusa)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

AIP, AEP e CIP propõem avaliação produção de energia nuclear

O documento conjunto das associações Industrial Portuguesa (AIP) e Empresarial de Portugal (AEP) e da Confederação da Industria Portuguesa (CIP), entretanto enviado ao Governo e ao Presidente da República, inclui ainda outros aspectos como o melhor aproveitamento de oportunidades, o aumento da concorrência e estímulos à eficiência no consumo.
No documento, as associações propõem a intensificação dos estímulos à utilização dos biocombustíveis e a avaliação da oportunidade de produção de energia nuclear em Portugal.
Entre as medidas propostas ao nível da promoção da eficiência no consumo energéticas as três associações recomendam ao Governo, entre outras, o incentivo à reconversão dos equipamentos industriais e de transportes no sentido de os tornar energeticamente mais eficientes por recurso a verbas comunitárias.
O estímulo à utilização do transporte de mercadorias por via ferroviária, deverá igualmente ser assegurado, bem como à poupança de energia nas empresas de serviços e microempresas, acrescentam.
As associações dizem ainda que dada a importância da energia no desenvolvimento do país, procederão a estudos que conduzam à concretização dos objectivos propostos.
"É preocupante, e urgente, a situação de muitas empresas em Portugal que, por geralmente comprarem a electricidade ou o gás mais caros do que as suas concorrentes em Espanha, são penalizadas na sua estrutura de custos, afectadas na sua competitividade, e têm dificuldades em se manterem no mercado", refere o documento entregue a Cavaco Silva e José Sócrates.

(Fonte: Lusa)

terça-feira, 17 de junho de 2008

Faltam peritos para certificação energética que começa a ser exigida em Julho

Portugal não dispõe de peritos suficientes para fazer a certificação energética dos novos edifícios, norma que entra em vigor a 1 de Julho, alertou hoje Nelson Martins, docente da Universidade de Aveiro.
De acordo com o académico, a partir de 1 de Julho passa a ser obrigatória a certificação energética, mesmo para pequenos edifícios com menos de mil metros quadrados, que peçam licença de construção, como é o caso das habitações familiares, respondendo, assim, ao regulamento que transpõe a directiva comunitária dos edifícios.
No entanto, esta normativa depara-se com uma dificuldade prática de aplicação: somente cerca de duas centenas de peritos estão habilitados, em Portugal, a emitir os certificados.
Além da formação académica em engenharia, arquitectura ou climatização, reconhecida pelas respectivas ordens profissionais, os peritos têm de possuir cinco anos de experiência como projectistas e frequentar um curso de especialização que a Universidade de Aveiro está actualmente a ministrar.
Segundo o docente, «o grande fluxo de situações vai surgir agora com os pequenos edifícios residenciais», explicando que vai haver uma «grande necessidade de peritos qualificados que verifiquem a conformidade dos projectos e emitam o certificado no final da obra», sendo que esta situação deverá provocar atrasos substanciais no licenciamento das habitações porque sem o certificado energético deixa de ser possível emitir a respectiva licença de utilização.
O certificado de eficiência energética, tal como acontece com os electrodomésticos, está graduado em letras de maior ou menor eficiência e vai ter impacto no valor comercial das casas, o que é importante para os promotores imobiliários, que podem ver desvalorizados, pelo mercado, os espaços sem certificação.
A exigência de certificado decorre da calendarização do Sistema de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos edifícios, que transpõe uma directiva comunitária relativa ao desempenho energético e vai-se estender, já em 2009, às construções existentes, quando forem transaccionáveis.

(Fonte: Lusa)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Responsável da Agência Internacional pede "revolução energética" para evitar desastre ambiental

O director-executivo da Agência Internacional da Energia (AIE), Nabuo Tanaka, pediu hoje, em Roma, uma "revolução energética" para evitar "resultados desastrosos" ao meio ambiente se a política actual não mudar.
Falando na abertura do 11º Fórum Internacional da Energia (IEF, em inglês), que decorre até terça-feira em Roma, Itália, Nabuo Tanaka anunciou que a Agência elaborou um relatório que delineia as acções necessárias para reduzir as emissões de dióxido de carbono (Co2) em 50 por cento até 2050.
O documento será apresentado na cúpula do Grupo dos países mais industrializados do mundo G8 (Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia) em Hokkaido, no Japão, em Julho próximo, mas o director-executivo da AIE sublinhou que alcançar o citado objectivo exigiria "enormes quantidades" de investimento.
"Só na captura e armazenamento de carvão, precisaríamos de construir pelo menos 20 unidades até 2020, com um custo de 1,5 mil milhões de dólares cada", avançou.
O responsável sublinhou que "se as políticas actuais não mudarem", a AIE calculou que o uso de combustíveis fósseis continuará sendo a fonte prioritária de energia nos próximos 30 anos.
Até 2030, a procura de energia crescerá mais de 100 por cento, avançou o responsável, especialmente devido à China e à Índia, que juntos serão responsáveis por cerca de 45 por cento do aumento do consumo energético.
Isso elevará em 57 por cento as emissões que provocam o aquecimento do planeta, e aumentará a insegurança energética, segundo as estimativas do documento da AIE.
"Estes resultados desastrosos seriam obtidos enquanto 1,6 mil milhões de pessoas continuariam sem acesso à electricidade", disse o principal responsável da agência internacional.
No entanto, afirmou que "estas sentenças não estão gravadas em pedra", e que "é possível mudá-las", se os Governos aplicarem políticas e medidas para reduzir significativamente a procura de combustíveis fósseis e emissões poluentes.
Nabuo Tanaka considerou também essencial aprofundar o diálogo entre os produtores e consumidores de energia para enfrentar os desafios do futuro.
A segurança e futuro energéticos e o desenvolvimento sustentável de energia são os principais temas em debate durante o maior encontro de ministros do sector energético a nível mundial.

(Fonte: Lusa)

Lucro da Iberdrola Renováveis subiu 170% para 126,4 ME no primeiro trimestre

O lucro da Iberdrola Renováveis aumentou 170 por cento no primeiro trimestre deste ano, face a igual período do ano passado, para 126,4 milhões de euros, superando o resultado obtido durante todo o ano de 2007.
O resultado bruto de exploração (EBITDA) subiu 123 por cento para 357 milhões de euros, enquanto o resultado operacional (EBIT) aumentou 108,2 por cento para 219,7 milhões de euros.
A Iberdrola refere que a significativa melhoria dos resultados da empresa entre Janeiro e Março se deve, fundamentalmente, ao aumento em 80 por cento da potência instalada e da produção.
A Iberdrola Renováveis aumentou durante o primeiro trimestre deste ano a potência instalada em 460 megawatts (MW), tendo já uma capacidade total de 8.164 MW, dos quais 7.822 MW correspondem a parques eólicos e 342 MW a mini-hídricas.
A filial da Iberdrola para as renováveis prevê investir 8.600 milhões de euros até 2010 para alcançar uma capacidade instalada de 13.600 MW.

(Fonte: Lusa)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Energia solar vai iluminar noites nas praias algarvias

A Coelha, praia de Albufeira frequentada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, vai ser o primeiro areal do país a ganhar, ainda antes do Verão, iluminação nocturna com o aproveitamento da energia solar.
A iluminação pública envolvente da praia da Coelha está já a ser removida e estima-se que em Junho os candeeiros com iluminação fotovoltaica sejam uma realidade, informa a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da região (CCDR) do Algarve.
«Está já a ser retirada a iluminação eléctrica vinda de fontes de energia convencionais e está a preparar-se o terreno e a limpar os acessos à praia para instalar as armaduras», explicou à Lusa José Torrão, da Agência Regional de Energia Ambiental do Algarve (AREAL), empresa projectista da empreitada.
O estudo de viabilidade e o projecto de execução é da responsabilidade da AREAL.
As novas armaduras vão ser compostas por placas especiais de um metro quadrado que recebem a luz solar e a transforma depois em energia eléctrica enchendo de luz o areal durante a noite, mas de forma ecológica, explicou a AREAL.
A obra, subsidiada por fundos comunitários, está orçada em 200 mil euros e prevê que até 2009 estejam terminadas outras intervenções em areais algarvios.

(Fonte: Lusa)