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terça-feira, 29 de julho de 2008

OPEP considera «anormal» actual preço do crude e crê que caíra 35%

O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Chakib Jelil, qualificou, esta terça-feira, de «anormal» o actual preço do petróleo e assegurou que, num contexto adequado, o barril poderia cair mais de 35 por cento.
Jelil argumentou em Jacarta, para onde viajou para se reunir com o ministro da energia indonésio, Purnomo Yusgiantoro, que se «o dólar continuar a subir» e «a situação política melhora», referente ao Irão, os preços do petróleo, num longo prazo podem vir a situar-se «em torno dos 78 dólares por barril».
Desta forma, o presidente da OPEP, reiterou a teses da maioria dos países pertencentes ao cartel, de que a alta dos preços do petróleo não se devem a um problema de oferta, segundo o espanhol «Cinco Días».
O presidente disse ainda que o encarecimento do petróleo não despoletou numa redução da procura. O barril de «ouro negro» negociava na segunda-feira acima dos 125 dólares em Nova Iorque, depois de um ataque a um oleoduto nigeriano. O Royal Dutch Shell anunciou uma redução petrolífera em cerca de 20%. No entanto, no início deste mês, o petróleo negociava acima dos 147 dólares por barril.
A Indonésia anunciou recentemente que vai abandonar a OPEP no final deste ano por não poder alcançar a quota mínima de produção a que obriga o cartel.

(Fonte: Agencia Financeira)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Petróleo valoriza mas negoceia em mínimos de sete semanas

Os preços do petróleo seguiam a valorizar mas perto de mínimos de sete semanas, depois de ter negociado em queda pressionado pelo aumento da produção da organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da China.
O West Texas Intermediate (WTI) seguia a valorizar 0,20% para os 123,51 dólares, em Nova Iorque, depois de já ter negociado nos 122,94 dólares. Em Londres o Brent do mar do Norte, que serve de referência à economia portuguesa, ganhava 0,18% para os 124,74 dólares por barril.
Os contratos petrolíferos seguem agora a valorizar depois de já ter estado a negociar na casa dos 122 dólares por barril, em Nova Iorque, o que corresponde a uma desvalorização de mais de 16% desde que atingiu os novos máximos acima dos 147 dólares.
Os investidores olham para estes valores como uma oportunidade de adquirir contractos a valores mais acessíveis, o que está a contribuir para a valorização dos preços da matéria-prima.
As cotações têm registado uma tendência de queda, pressionadas pelos receios de uma redução da procura devido ao abrandamento económico que se faz sentir a nível global. A contribuir para a desvalorização das últimas sessões estão também as notícias sobre um aumento de produção por parte da China e da OPEP.
O segundo maior produtor petrolífero chinês, China Petrochemical, anunciou que aumentou a sua produção petrolífera no primeiro trimestre em 2,4%, quando comparado com os valores registados no ano anterior.
Também a Ptrologistics, na passada sexta-feira, afirmou que a OPEP vai aumentar a sua produção petrolífera em cerca de 200 mil barris por dia no mês de Julho.
“O lado da oferta está bastante estável neste momento, e não há surpresas” afirmou Tetsu Emori sa Astmax citado pela Bloomberg.

(Fonte: Jornal Diário Digital)