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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Aldeia da Vila da Ponte aderiu à energia solar

Com pouco mais de cem habitantes e 40 painéis solares instalados, Vila da Ponte tornou-se na aldeia mais renovável do concelho e, por ventura, da região. A opção beneficia o ambiente, mas foi feita a pensar na economia.
As contas estão mais que feitas. Antes da instalação de quatro painéis solares, o professor Alcino Moura gastava cerca de três mil litros de gasóleo para aquecer a casa e ter água quente. Agora, com o sistema solar a funcionar em paralelo com a caldeira tradicional, gasta apenas mil. Ao certo, o proprietário do Restaurante Residencial a Cista só vai saber quanto vai poupar quando tiver de voltar a encher o depósito de gasóleo da caldeira. Mas, porque desde que os painéis solares estão a funcionar, o sistema anterior funciona "muito menos", acredita que a economia venha a ser significativa. Aliás, tenciona mesmo reforçar o sistema que aproveita a luz do sol.
No centro da aldeia, Maria Alves também aderiu aos painéis que transformam energia solar em água quente. "O meu é só para os banhos", explica. E dá resultado? A água sai quente? "Ai dá! Até dá para pelar as galinhas", responde. A vizinha, também Maria, mostra-se igualmente satisfeita com o investimento. Abre a torneira da cozinha para mostrar que a água sai a "escaldar". O contador instalado no local exibe mais de 70 graus.
Neste momento, na aldeia da Vila da Ponte, em Montalegre, são já 40 os painéis solares instalados. Metade são térmicos e a outra metade fotovoltaicos, ou seja, destinam-se à produção de energia que irá ser comprada pela EDP e integrada na rede de distribuição. Neste momento, Alcino Alves aguarda apenas uma última vistoria para começar a vender a energia que vai produzir a partir dos dispositivos colocados no telhado da própria casa. Entrará, assim, na restrita lista de pessoas que fazem microgeração, ou seja, consumidores que geram energia através com equipamentos de pequena escala. A inscrição nas vagas abertas pelo Governo é feita via Internet no portal "Renováveis na Hora". "Tive sorte. Mal fui aceite, o sistema fechou passados dois minutos", recorda. A quota de produção de Alcino é de 3,68 quilowatts.
Apesar dos apelos e incentivos constantes à protecção do ambiente, não foi por este motivo, nem por força da Lei (ver caixa), que a Vila da Ponte de transformou, por ventura, na aldeia com mais painéis solares por habitante. Foi graças aos apelos de um filho da terra que abriu, em Braga, uma empresa de comercialização e montagem deste tipo de sistema. João Alves decidiu começar a mostrar as vantagens dos peinéis na terra natal. Sobretudo, económicas. "Eu puxo sempre pela parte económica, mas mesmo assim não é fácil", lembra o jovem, que garante aos conterrâneos que gastem duas botijas de gás por mês, que conseguirão reaver o investimento em três anos. Para abastecer de água quente uma família de quatro pessoas, o sistema de painéis solares, instalação incluída, custa cerca de 2 mil euros. No entanto, cerca de um terço do investimento é dedutível em IRS. "É compensatório", conclui João Alves.
Menos dependente do petróleo e mais à mercê da generosidade do sol, à população da Vila da Ponte resta agora pedir que este brilhe com muita intensidade. Uma vantagem em relação às grandes cidades para que o sistema funcione melhor já tem: níveis de poluição muito inferiores.

(Fonte: Margarida Luzio)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Naturgas Energia compra 30 por cento da Septentrional de Gas

A EDP, através da Naturgas Energia, comprou ao grupo Empresarial Inverduero, por 11 milhões de euros, os restantes 30 por cento da Septentrional de Gas, empresa de que ambos eram accionistas. A Septentrional de Gas é uma empresa de transportes, proprietária de dois gasodutos em Castilla e Léon: Robla–Guardo, Léon, e SoriaÁgreda, na província de Soria.
Robla–Guardo é um gasoduto de transporte secundário de 74 km de comprimento, que entrou em funcionamento em 2005, e Soria–Ágreda, também de transporte secundário, tem 54 km e começou a sua actividade em 2006. Os dois gasodutos, que contam com cinco estações de regulação e medida associadas, representaram um investimento total de 26 milhões euros. Estas duas infra-estruturas permitem actualmente o abastecimento dos municípios de La Robla e de Soria-Ágreda e, proximamente, também o de Cistierna, em Léon.
De acordo com a EDP, a operação de compra deverá ser autorizada pela Comissão Nacional de Energia (CNE) e, como aconteceu recentemente com a Gás Merida, é integrada na estratégia de crescimento já anunciada pela Naturgas Energia. A empresa continuará a considerar outros investimentos que possam contribuir para o crescimento do seu negócio.

(Fonte: Portal Ambiente)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Andritz e Alstom em concurso do Baixo Sabor

O concurso para o fornecimento dos equipamentos do aproveitamento hidroeléctrico do Baixo Sabor, lançado pela EDP, está a ser disputado pelos agrupamentos Andritz Va Tech Hydro/EnsulMeci e Alstom Power Hydro/Efacec/SMM-Sociedade de Montagens Metalomecânicas.
As propostas apresentadas ao concurso, que tem um prazo de execução de 57 meses, ultrapassam os 116 milhões de euros.
O fornecimento compreende todos os equipamentos relativos aos dois escalões do aproveitamento hidroeléctrico do Baixo Sabor, nomeadamente equipamentos hidromecânicos, grupos reversíveis, aparelhos de elevação e de movimentação de cargas e pessoas, transformadores ou instalações dos postos de observação e comando das barragens.

(Fonte: Portal Ambiente)

Martifer e CME aliam-se na microgeração fotovoltaica

A Martifer e a CME formaram uma parceria com vista à instalação de sistemas solares fotovoltaicos a consumidores finais e outras entidades, nomeadamente através do canal EDP. A parceria, que começou a ser desenvolvida no início de 2008, surge no âmbito da publicação do Decreto-Lei n.º 363/2007, que estabelece o regime jurídico aplicável à produção de electricidade por intermédio de instalações de pequena potência, designadas por unidades de microprodução.
A Martifer faz a comercialização dos equipamentos à CME e esta apresenta as propostas chave-na-mão para as instalações, indica João Paulo Figueiredo, da Martifer, ao jornal Água&Ambiente. «No final do ano será feita uma avaliação da actual parceria e poderão surgir novos projectos dentro deste âmbito», avança.
Segundo João Paulo Figueiredo, a publicação deste decreto-lei veio impulsionar a energia solar fotovoltaica, mas o que está feito «é manifestamente insuficiente». Por exemplo, a limitação da quota anual a 10 MW «está a levar a que haja uma correria às licenças».

(Fonte: Tânia Nascimento)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

EDP Renováveis inaugura 12º parque eólico nos Estados Unidos

A EDP Renováveis, através da sua participada Horizon Wind Energy, inicia esta sexta-feira a produção de electricidade no parque eólico Pioneer Prairie, o primeiro do grupo no estado norte-americano do Iowa.
O parque terá uma capacidade instalada de 301 MW, dos quais mais de 200 estarão operacionais até ao final do ano, e representa o 12.º eólico da empresa nos Estados Unidos.
«Quando concluído, em 2009, as 182 turbinas Vestas instaladas no parque vão produzir o equivalente à electricidade consumida por um universo de 90 mil famílias no Iowa. A energia gerada será comercializada no mercado», esclarece a empresa em comunicado.
A entrada em operação do 12.º parque da Horizon nos Estados Unidos coincide com a abertura oficial do escritório de Minneapolis, no estado do Minnesota.
O Upper Midwest (Minnesota, Iowa, Minneapolis, North Dakota and South Dakota) detém quatro dos 10 estados com maior potencial para a produção de energia eólica, segundo estimativas da American Wind Industry Association (AWEA).
A presença do grupo nesta região iniciou-se em 2007 com a instalação do parque Prairie Star (100MW), no Minnesota, sendo agora reforçada com o Pioneer Prairie, no Iowa.
Dos mais de 11.000 MW que a Horizon detém actualmente em pipeline, cerca de 1.500 localizam-se no Upper Midwest.
Os Estados Unidos são já o maior produtor mundial de energia eólica, tendo ultrapassado a Alemanha, de acordo com a associação do sector, AWEA.
No final do primeiro semestre, a capacidade instalada nos Estados unidos atingia os 20.152 MW.

(Fonte: Agencia Financeira)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

EDP, B&B e Efacec fazem parceria para explorar energia das ondas

A EDP, a Babcok & Brown e a Efacec estabeleceram hoje uma parceria para o desenvolvimento de projectos experimentais na área da energia das ondas. O consórcio Ondas de Portugal é detido em 45% pela EDP, 35% pela Enersis, e os restantes 20% pela Efacec.
Esta parceria vem na sequência do primeiro projecto comercial de energia das ondas que foi lançado hoje na Costa norte portuguesa.
Este projecto é uma “joint venture” com 77% detidos por um grupo de três promotores, EDP, Efacec e B&B (dona da Enersis), e 23% detidos pela tecnóloga escocesa Pelamis Wave Power Ltd. O investimento total do projecto ronda os 9 milhões de euros.

(Fonte: Jornal de Negócios)

Barragens adjudicadas valem 1850 milhões de euros

Quase um a seguir ao outro. Os concursos públicos para a construção e exploração dos 10 aproveitamentos hidroeléctricos do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico já foram todos lançados. O último a ser aberto refere-se à barragem de Pinhosão (77 MW), localizada no rio Vouga, e cujas candidaturas devem ser apresentadas até ao dia 27 de Outubro.
A esta barragem junta-se a de Girabolhos, cujo concurso está aberto até dia 20 de Outubro, sendo o investimento conjunto entre 200 e 340 milhões de euros.
Alvito, Fridão e Almourol, que vão aumentar em 392 MW a capacidade de produção hídrica do País, já têm os concursos fechados. As duas primeiras barragens foram adjudicadas à EDP, que apresentou um valor de 161,7 milhões de euros a concurso. O investimento total na construção das duas centrais está estimado em 510 milhões de euros, com início de operação previsto para 2016.

A barragem de Almourol (78 MW) não atraiu o interesse dos privados. Por sua vez, a Iberdrola ganhou a corrida ao lote de quatro novas barragens – Gouvães, Padroselos, Vidago e Daivões, todas situadas no rio Tâmega. O caderno de encargos pedia uma capacidade total de 424 MW, e um investimento entre 450 e 760 milhões de euros, mas a Iberdrola subiu a parada, apresentando um investimento de 1000 milhões de euros e uma potência total de 1134 MW.
De qualquer modo, a EDP continua a estar à frente na exploração dos aproveitamentos hidroeléctricos, tendo em conta que actualmente dispõe de 4650 MW instalados de potência em Portugal Continental e mais 692 MW em carteira. Depois de ter exercido o seu direito de preferência para a barragem de Foz do Tua, o Governo já procedeu à adjudicação provisória do aproveitamento. O investimento estimado para a construção da central e das respectivas infra-estruturas hidráulicas é de 340 milhões de euros.

(Fonte: Ana Cristina Ferreira)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

EDP e Lisboa promovem veículos eléctricos

A EDP, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e a Lisboa E-Nova, vai instalar pontos de carregamento para veículos eléctricos na cidade de Lisboa.
Os pontos de carregamento dos veículos eléctricos WattDrive vão estar situados nos Jerónimos (junto à Praça do Império), no Marquês de Pombal, Rossio (Rua dos Sapateiros), Praça de Londres, Chiado (Rua António Maria Cardoso) e na Estrela (Rua Domingos Sequeira).
Estão abertos ao público nos dias 20, 21 e 22 de Setembro entre as 10h e as 19h e o seu acesso é gratuito. Nos locais estará presente uma equipa de apoio da eléctrica nacional para esclarecer o condutor e ajudá-lo no carregamento do veículo. Esta é uma iniciativa da EDP que se insere na Semana da Mobilidade, que este ano adopta o tema “Ar puro para todos”.
De acordo com a EDP, os veiculos eléctricos apresentam-se hoje como uma solução com muitos beneficios para a qualidade do ar em zonas urbanas, para a redução do ruido e para as emissões de CO2.
A ligação à rede PLUG IN dos veículos eléctricos, durante os momentos em que estão estacionados, é útil à rede eléctrica, uma vez que esta poderá assim beneficiar de uma maior capacidade de armazenamento através das baterias destes veículos, para acumular energia eléctrica quando esta existe em excesso na rede e para devolvê-la à rede quando a procura ultrapassa a oferta.
A partir do dia 23 de Setembro, estes pontos de abastecimento irão funcionar durante um periodo temporário para experimentação da frota da Policia Municipal.

(Fonte: Portal Ambiente)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Bruxelas leva Portugal a Tribunal por manter direitos especiais na EDP

A Comissão Europeia decidiu instaurar um processo contra Portugal no Tribunal de Justiça Europeu acerca dos direitos especiais detidos pelo Estado português e entidades públicas na EDP - Energias de Portugal.
Bruxelas considera que “os direitos especiais detidos pelo Estado na EDP desencorajam o investimento de outros Estados‑Membros, em violação das regras do Tratado CE”, justifica a CE em comunicado.
O Estado português tem na EDP o direito de veto quanto a deliberações de alteração do contrato de sociedade da empresa, incluindo de aumento de capital, de fusão, cisão e dissolução; direito de deliberar sobre a celebração de contratos de grupo paritário e de subordinação e ainda o direito a fazer deliberações de supressão ou limitação do direito de preferência dos accionistas em aumentos de capital.
O Estado pode ainda recorrer ao direito de oposição à eleição de directores e o direito de nomeação de um director na empresa.
O contrato de sociedade da empresa impõe um limite dos direitos de voto na assembleia geral a todos os accionistas que detenham mais de 5% do capital da empresa, com excepção do Estado/entidades equivalentes.
“A Comissão considera que, em violação das regras do Tratado CE, estes direitos especiais constituem restrições injustificadas à liberdade de circulação de capitais e ao direito de estabelecimento (artigos 56.º e 43.º do Tratado CE), na medida em que colocam entraves tanto ao investimento directo como ao investimento de carteira”, refere no mesmo comunicado.
Em Junho de 2007, a Comissão convidou Portugal a renunciar aos direitos especiais detidos pelo Estado e pelas entidades públicas na EDP.
“Tendo em conta a jurisprudência do Tribunal de Justiça, a Comissão considera insatisfatórios os argumentos invocados por Portugal em defesa de tais direitos”, conclui Bruxelas.
Portugal argumenta, de acordo com a CE, que os direitos especiais se justificam por duas razões: primeiro, porque os serviços prestados pela EDP são de interesse económico geral; segundo, por razões de segurança e interesse públicos - segurança do aprovisionamento de energia.
Mas, com base na jurisprudência do TJE, a Comissão concluiu que as restrições “não satisfazem critérios de necessidade, adequação e proporcionalidade que justifiquem a imposição de restrições à liberdade de circulação de capitais. Na opinião da Comissão, os direitos especiais detidos pelo Estado português na empresa excedem o necessário para atingir os objectivos em vista”.

(Fonte: Jornal de Negócios)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Caixa Geral de Depósitos inaugura maior central solar térmica do País

Foi hoje inaugurada a maior central solar térmica nacional, que se encontra instalada no edifício sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Apesar de já estar a funcionar há cerca de seis meses, hoje teve lugar a inauguração oficial pelo ministro da Economia, Manuel Pinho.
Num investimento de 1, 2 milhões de euros, que terá o seu retorno em menos de 10 anos, os 1 600 m2 de colectores solares térmicos produzem cerca de 4 MWh por dia, o que equivale ao consumo de energia de 400 mil famílias. A central foi desenvolvida em parceria com a EDP.
A energia produzida é utilizada para aquecer água (sanitárias e das cozinhas) e para a climatização do edifício, tanto para ar quente como para ar frio. Para o efeito, a central conta com um chiller de absorção, que serve para arrefecer água para o sistema de refrigeração, tornando esta central na maior central solar térmica com sistema de arrefecimento na Europa.
O aquecimento de água do edifício, no qual trabalham cerca de 5000 pessoas, é, assim, inteiramente assegurado pela central solar, o que permite poupar cerca de 470 MWh. A restante energia produzida é aproveitada para a climatização do edifício, numa poupança de mais 500 MWh. A poupança anual estimada é de 1 200 MWh, o que corresponde entre 3 e 4 por cento do consumo anual do edifício sede. Os painéis permitem ainda uma poupança anual de carbono de 500 toneladas de emissões de CO2 e a uma poupança de electricidade equivalente ao consumo anual de 2000 habitantes.
«A Caixa Geral de Depósitos procura, com a instalação desta central, que equivale a mais de170 mil árvores em termos de absorção de CO2, dar um contributo importante para a sustentabilidade, um aspecto extremamente importante da nossa estratégia de responsabilidade social», disse Faria de Oliveira, presidente do banco estatal.
Já Manuel Pinho referiu que o exemplo da CGD «deve ser seguido por um maior número de empresas», já que «o futuro passa pelas energias renováveis e pela eficiência energética, e os vencedores serão aqueles que se empenharem na criação de um modelo sustentável».

(Fonte: Sofia Vasconcelos)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

EDP Renováveis vai investir 3 mil milhões de euros em Espanha

A EDP Renováveis prevê investir 500 milhões de euros na Andaluzia e 3 mil milhões em Espanha, disse hoje o CFO da empresa portuguesa, Rui Teixeira, numa conferência sobre investimentos hispano-luso.
Rui Teixeira avançou que o investimento da participada da Energias de Portugal na província da Andaluzia deverá ser de 500 milhões de euros, em projectos de energias renováveis até 2012. Em Espanha, o investimento da EDP Renováveis deverá atingir os 3 mil milhões de euros, disse o responsável citado pela agência EFE.
O CFO da EDP Renováveis frisou que estes investimentos estão sujeitos às autorizações que forem concedidas para a construção de parques eólicos e elogiou a fixação de regras para a adjudicação da exploração dos parques eólicos levada a cabo pela Junta da Andaluzia.

(Fonte: Jornal de Negócios Online)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Águas do Douro e Paiva poupa energia com optimização de estação elevatória

A Águas do Douro e Paiva está a realizar várias intervenções nas estações elevatórias do sistema multimunicipal de abastecimento de água da área do Grande Porto, com o objectivo de melhorar a eficiência energética destas instalações, adianta o grupo Águas de Portugal (AdP).
A optimização do sistema de comando da estação elevatória de Escariz, intervenção concluída em Julho, permitiu garantir «uma maior eficiência no funcionamento dos grupos de bombagem de acordo com o tarifário energético da EDP», sublinha a holding.
De acordo com os dados da AdP, será possível alcançar uma poupança de 154 euros na factura da electricidade da estação elevatória. A mesma intervenção já foi realizada nas instalações de S. João de Ver e Vale de Ferreiros e deverá ser replicada noutras quatro estações elevatórias do sistema gerido pela Águas do Douro e Paiva – Milheirós de Poiares, Lixa, Santa Eulália e Feiteira.

(Fonte: Portal Ambiente)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

EDP compra distribuidora Gás Mérida por 15 milhões

A EDP, através da sua empresa Naturgas Energia, chegou a um acordo com a Iniciativas Emeritenses e Extremadura 2000 de Gas, para a aquisição da Gás Mérida, por 15 milhões de euros.
A Gás Mérida é uma companhia distribuidora de gás natural com sede social em Mérida, a capital da Comunidade Autónoma da Estremadura. Iniciou a sua actividade em 2001, e actualmente conta com 100 Km de redes. A sua facturação em 2007 foi de 1,7 milhões de euros.
O acordo, que supõe a compra de 100 por cento da distribuidora da Estremadura, deverá ser aprovado pelo Serviço de Defesa da Competência do Ministério de Economia e Hacienda e pela Comissão Nacional de Energia (CNE).
Esta operação de compra enquadra-se na estratégia de crescimento já anunciada pela EDP, via Naturgas Energia, mediante o aproveitamento de oportunidades de investimento em operações rentáveis, incluindo os mercados não tradicionais da empresa, como é o caso da Estremadura.
A Naturgas Energia prevê um investimento na rede de de 3,8 milhões nos próximos quatro anos. A empresa fornece gás e electricidade a empresas e particulares, e está presente com infra-estruturas próprias em sete comunidades autónomas: País Basco, Astúrias, Catalunha, Castilla e León, Madrid, Murcia e Navarra.

(Fonte: Portal Ambiente)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

EDP renováveis lança parque eólico de 120 MW na Polónia

A EDP Renováveis lança hoje a primeira pedra de um novo parque eólico em Margonin, na região de Wielkopolska, na Polónia. Este será o primeiro de vários investimentos planeados pela empresa no sector das energias renováveis para a Polónia, Europa de Leste e Europa Central.
O parque eólico de Margonin, com uma capacidade instalada de 120 MW, será constituído por 60 turbinas, fornecidas pela Gamesa, e irá produzir anualmente cerca de 260 000 Mwh de electricidade, o equivalente ao consumo médio de mais de 50 mil famílias.
A primeira fase, com 20 MW de capacidade instalada, estará concluída até ao final de 2008. A conclusão da segunda fase, com 100 MW, está prevista para o primeiro semestre de 2010. Quando terminado, Margonin estará entre os maiores parques eólicos da Europa Central e de Leste.
Adicionalmente, a EDP Renováveis, que tem cerca de 1 GW em desenvolvimento naquele país, incluindo o parque eólico de Margonin, considera a Polónia um dos seus principais mercados estratégicos.

(Fonte: Portal Ambiente)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Enercon inicia produção de torres eólicas

A Enercon, empresa alemã que está a instalar um cluster eólico em Viana do Castelo, começou a produzir torres de betão para os geradores que irão servir vários parques eólicos de Portugal. Programada para o mês de Setembro, a produção avança agora na fábrica de 12 mil metros quadrados, que está instalada no parque empresarial da Praia Norte, onde está também uma outra de pás de rotor da mesma empresa.
A fábrica, cuja produção irá permitir a construção mensal de 20 torres de betão com 83 metros de altura, emprega 100 trabalhadores e implicou um investimento de 21,7 milhões de euros. Para Outubro, está previsto o início da laboração da fábrica de mecatrónica situada no Parque Empresarial de Lanheses, completando assim o cluster eólico da Enercon que o Governo Português classificou como PIN (Projecto de Potencial Interesse Nacional).
A primeira fábrica da Enercon em Viana do Castelo, a funcionar desde Novembro de 2007, tem vindo a aumentar progressivamente a sua produção, atingindo actualmente as dez pás de rotor por semana. Em breve, deverá atingir as 15 pás de rotor semanais. Por isso, da fábrica de Viana do Castelo estão a sair estes equipamentos para diversos parques eólicos nacionais, como é o caso do da Serra da Gardunha, em Castelo Branco.
O investimento total do cluster eólico de Viana do Castelo, pertencente ao grupo que integra ainda a EDP, a Finerge, a Generg e a TP – Térmica Portuguesa, ronda os 1700 milhões de euros e criará cerca de 2000 postos de trabalho, para além de várias empresas subsidiárias ou de actividades associadas.

(Fonte: Portal Ambiente)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

EDP estabelece acordo para venda de energia eólica nos EUA

A EDP, através da sua subsidiária norte-americana Horizon Wind Energy, assinou um acordo a longo prazo com a Snohomish County Public Utility District (Snohomish) para a venda de energia renovável do parque eólico Wheat Field.
De acordo com o comunicado enviado pela eléctrica portuguesa ao regulador, «este parque eólico da Horizon, localizado na Gilliam County Oregon, terá uma capacidade instalada de 96.6 megawatts (MW) de energia renovável e será constituído por 46 turbinas Suzlon S88».
Para a EDP, este acordo com a Snohomish «veio ao encontro da sua visão para as energias renováveis».
Localizado no Estado de Oregon, o parque eólico Wheat Field irá ter energia suficiente para abastecer anualmente cerca de 29 mil habitações de Washington.
«Este parque oferece significativos benefícios económicos à comunidade local, incluindo as receitas de impostos prediais. O projecto está actualmente em construção e espera-se que comece a produzir energia renovável para os clientes da Snohomish na Primavera de 2009», acrescenta a eléctrica.
Segundo o Gerente Geral da Snohomish, Steve Klein, «estão satisfeitos por adicionarem este projecto de energia renovável como outra fonte de energia limpa ao seu mix de capacidade». «Esta aposta reforça o nosso compromisso para com o meio ambiente e fontes de energia limpas e ajuda a cumprir as exigências ao abrigo das leis para as energias renováveis de Washington», comentou ainda.
O valor do acordo não é mencionado no comunicado.

(Fonte: Agencia Financeira)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

EDP e Generg com acordo para pequenas centrais hídricas

A EDP Produção e o grupo Generg celebraram, em Agosto, um acordo de princípios para os cursos de água das bacias dos rios Mondego e Tejo.
O objectivo do acordo é identificar, analisar e desenvolver conjuntamente pequenos/médios projectos de produção de energia hidroeléctrica, através da construção e exploração de novos centros electroprodutores hídricos, com potência instalada limitada a um máximo de 30 MW.
De acordo com as empresas, esta cooperação contribuirá para «reforçar a estratégia de valorização dos recursos hídricos nacionais na produção de electricidade, reforçando a independência energética do País e reduzindo as emissões de CO2».

(Fonte: Portal Ambiente)

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Pinhosão é a nona barragem com concurso aberto

Depois de o Instituto da Água (Inag) abrir concurso público para a produção de energia hidroeléctrica, concepção, construção, exploração e conservação do aproveitamento hidroeléctrico de Girabolhos, localizado no rio Mondego, chega a vez de Pinhosão.
As candidaturas a esta barragem, localizada no rio Vouga, deverão ser apresentadas até ao dia 27 de Outubro.
Este concurso, realizado no âmbito do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, classifica as propostas, para efeitos de adjudicação, através da mais elevada quantia oferecida pela exploração do aproveitamento hidroeléctrico de Pinhosão à cota de 290 metros.
Quanto aos restantes empreendimentos, a EDP apresentou um investimento de 161,7 milhões de euros no concurso à construção das barragens de Alvito e Fridão. As espanholas Unión Fenosa, Iberdrola e Endesa concorreram apenas a Fridão, e a construção da barragem de Almourol não teve empresas a concurso.
Por sua vez, a Iberdrola venceu também o concurso para a construção de um complexo hidroeléctrico de quatro barragens em Portugal, prevendo investir mil milhões de euros, entre 2012 e 2018. A empresa apresentou a proposta financeira mais elevada para as barragens de Padroselos, Alto Tâmega, Daivões e Gouvães.

(Fonte: Portal Ambiente)

EDP Renováveis lucra 49,6 milhões

A EDP Renováveis (EDPR) obteve um resultado líquido de 49,6 milhões de euros no primeiro semestre deste ano.
Uma vez que a unidade ainda não tinha sido criada no período homólogo do ano passado não há base comparável. No entanto, é de referir que o seu lucro em 2007 ficou nos 4 milhões.
Com uma capacidade instalada bruta de 3.846 MegaWatts (MW) em Junho de 2008, a EDPR gerou no primeiro semestre uma margem bruta de 287,6 milhões de euros e EBITDA de 227 milhões, com uma margem EBITDA de 79%», adianta a empresa em comunicado.
A eléctrica salienta que aumentou a sua capacidade instalada em 206 MW, 140MW em
Portugal e Espanha no segundo trimestre, e 66MW nos EUA no primeiro trimestre.
«A margem bruta alcançou 287,6 milhões de euros, suportada pelo aumento da produção para 3.961 GWh, mais 99%, face a período homólogo, e pelos preços de venda atractivos de 96 euros/MWh na Europa e 86 dólares/MWh nos EUA (incluindo PTCs)», acrescenta.
No decurso do período, a EDPR investiu cerca de 800 milhões de euros, sendo que 760 milhões correspondem a investimento operacional e 44 milhões à aquisição de uma carteira de projectos eólicos em França.
A dívida líquida diminuiu «substancialmente», reflectindo a capitalização de suprimentos no valor de 1,3 mil milhões, realizados em Maio de 08, e o encaixe do IPO no valor de 1.567 milhões. A empresa adianta ainda que a unidade de renováveis detém «project finances» no valor de 502,6 milhões, contabilizados como empréstimos bancários e que a EDPR será «principalmente financiada via suprimentos do Grupo EDP».
De acordo com a mesma, o plano de construção da EDPR está a decorrer como previsto de forma a alcançar os 1,4 GigaWatts (GW) de capacidade adicional no final de 2008, tendo mais de 40 projectos eólicos em construção, com um total de 1.677 MW.
«A EDP Renováveis tem como prioridade estratégica a execução da sua carteira de projectos eólicos, de forma a alcançar o objectivo de aumentar a capacidade instalada numa média de 1,4 GW por ano no período entre 2008 e 2012», termina.

(Fonte: Agencia Financeira)

Barragem de Girabolhos em concurso até Outubro

O Instituto da Água (Inag) tem concurso público aberto para produção de energia hidroeléctrica, concepção, construção, exploração e conservação do aproveitamento hidroeléctrico de Girabolhos, localizado no rio Mondego.
As candidaturas deverão ser apresentadas até ao dia 20 de Outubro. Este concurso, realizado no âmbito do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, classifica as propostas, para efeitos de adjudicação, através da mais elevada quantia oferecida pela exploração do aproveitamento hidroeléctrico de Girabolhos à quota de 300 metros.
Quanto aos restantes empreendimentos, a EDP apresentou um investimento de 161,7 milhões de euros no concurso à construção das barragens de Alvito e Fridão. As espanholas Unión Fenosa, Iberdrola e Endesa concorreram apenas a Fridão, e a construção da barragem de Almourol não teve empresas a concurso.
Por sua vez, a Iberdrola venceu também o concurso para a construção de um complexo hidroeléctrico de quatro barragens em Portugal, prevendo investir mil milhões de euros, entre 2012 e 2018. A empresa apresentou a proposta financeira mais elevada para as barragens de Padroselos, Alto Tâmega, Daivões e Gouvães.

(Fonte: Portal Ambiente)