quarta-feira, 7 de maio de 2008

IPO da EDP Renováveis decidida em Maio

A decisão de avançar ou não para a dispersão em bolsa da EDP Renováveis será tomada este mês, reafirmou hoje o presidente da empresa energética, António Mexia, na apresentação dos resultados da EDP Renováveis referentes ao primeiro trimestre.
«O calendário mantém-se. Tomaremos a decisão em meados de Maio para avançar em Junho», disse. Segundo António Mexia, «a IPO [Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês] é o mais correcto e adequado», no entanto, a empresa continua a monitorizar as condições de mercado.
Durante a apresentação, António Mexia salientou ainda que a EDP Renováveis alcançou um crescimento de 129 por cento de capacidade eólica instalada, comparativamente com o período homólogo. Esse resultado foi acompanhado por um aumento de 161 por cento da electricidade produzida.
Nos primeiros três meses de 2008, a EDP Renováveis registouum resultado líquido de 26,6 milhões de euros e o cash flow operacional ascendeu a 125,5 milhões de euros.

(Fonte: Portal Ambiente)

terça-feira, 6 de maio de 2008

Edificio do ISEP foi premiado por poupar energia

O Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) é a primeira instituição de ensino superior a vencer prémio internacional Greenlight pela poupança de energia. A cerimónia de entrega realiza-se, esta quinta-feira, em Frankfurt, na Feira Light Building.
A distinção internacional Greenlight é atribuída pela Comissão Europeia e reconhece organizações que se destacam na poupança de energia.
O projecto apresentado pelo ISEP consistiu na remodelação do edifício I, de electrotecnia, que fazia parte do núcleo de raiz do instituto desde 1965. Todos os edifícios contíguos foram também reabilitados, mas no último (edifício I) foi incluído um projecto de sistemas eléctricos que previa a utilização racional de energia e a qualidade de iluminação.
O responsável pelo projecto na parte dos sistemas eléctricos, o engenheiro Barrote Dias, explicou que foram usadas "tecnologias que permitem alto rendimento e lâmpadas que promovem a poupança de energia".
Em edições anteriores do Prémio Internacional Greenlight, houve outros vencedores portugueses como a EDP, a Vodafone e o Futebol Clube do Porto, com o Estádio do Dragão.

(Fonte: JornalismoPortoNet)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Solar fotovoltaico: o dilema da escala de produção

Portugal é um dos países mais ricos da Europa em termos de energia solar. A insolação em Portugal Continental varia entre 1800 e 3100 horas de sol por ano. Para aproveitar este recurso estão a ser investidos, por exemplo, quase 600 milhões de euros no solar fotovoltaico.
A central de Serpa, com 11 MW de capacidade, e a de Moura, na qual vão ser instalados 46,41 MW de pico e 35 MW de potência de injecção na rede, são dois dos projectos mais emblemáticos do País, figurando entre os maiores do mundo. No entanto, a escala de produção é um dos dilemas que se colocam relativamente a este tipo de investimentos. Para António Sá da Costa, presidente da Associação de Energias Renováveis (Apren), «a aposta na vertente fotovoltaica não deve ser feita em projectos de grande escala, da mesma maneira que a bicicleta não dá para ser um transporte de massas», metaforiza.
Muito pequena, pequena e média dimensão. É nesta escala que Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Sociedade Portuguesa de Energia Solar (SPES), também vê o futuro da fotovoltaica. «É negativo e contraproducente investirmos em projectos megacentralistas. Não faz sentido praticar uma cultura intensiva de painéis solares. É como termos um mono, um elefante perdido num monte alentejano», compara. A solução passa por diversificar as utilizações dos painéis, em explorações agrícolas, hotéis, escolas, e outros edifícios públicos.
A Associação Portuguesa da Indústria Solar (Apisolar) é outra entidade contra os projectos de grande dimensão. «Uma potência de 62 MW é megalómana. No máximo aprovaríamos três centrais de 5 MW e repartidas pelo País», defende o presidente da associação, Carlos Campos. «A conta é muito simples: 62 MW equivalem a 24 800 pequenos sistemas de 2500 W, o que daria para 248 empresas se criarem e instalar cada uma delas 100 sistemas de 2500 W, o que é muito», enfatiza.
No mesmo sentido, Sá da Costa lembra que existem perto de 3 milhões de casas em Portugal. «Se em 10 por cento for instalada essa potência, teremos 800 MW, disseminados em 300 mil projectos, ou seja, uma potência 12 vezes superior à que será instalada em Moura», reflecte. «Ao contrário da centralização da potência, é preciso descentralizar», conclui Carlos Campos.

(Fonte: Portal Ambiente)

DGEG abre novo período para pedidos de ligação à rede

De 1 a 15 de Maio vai decorrer um novo período de apresentação de pedidos de informação prévia (PIP) para ligação à rede de instalações do sistema eléctrico independente. A Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) vai aceitar pedidos para aproveitamentos hidroeléctricos que tenham sido objecto do respectivo título de utilização do domínio hídrico e para ampliação da potência de ligação para instalações de cogeração em funcionamento, para fins de viabilização de uma adequada exploração das unidades existentes, limitada a 1 megawatt (MW).
A satisfação dos pedidos apresentados terá em conta a capacidade disponível na rede SEP para 2008/2010.
A DGEG justifica este novo período com o novo quadro regulamentar introduzido pela Lei da Água e as recentes metas definidas pelo Governo para a energia hídrica, que visam revitalizar o potencial ainda por explorar, e que vieram «enquadrar a necessidade de promover o desempenho das pequenas centrais hidroeléctricas como forma de aproveitamento dos recursos endógenos e redução da dependência energética».
É reconhecida, ainda, a necessidade de proceder a ajustamentos de pequena dimensão na potência de ligação de algumas unidades de cogeração, derivados de «alterações tecnológicas introduzidas nas unidades industriais, que conduziram a uma melhoria significativa da eficiência eléctrica, o que acarreta um desequilíbrio no balanço entre a energia eléctrica e térmica, com a consequente dificuldade de exploração do sistema».

(Fonte: Portal Ambiente)

Portugal importou mais 9,3 por cento de energia em 2007

O saldo importador de energia de Portugal sofreu um agravamento de 9,3 por cento em 2007, segundo a factura energética do País, relativa ao ano passado, colocada recentemente no sítio da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). O saldo corresponde a 6 448 milhões de euros, contra 5 901 milhões de euros em 2006 devido, fundamentalmente, explica a DGEG, ao aumento das cotações internacionais do petróleo bruto.
Em 2007 Portugal gastou 8 mil milhões de euros em importação de energia, da qual 81 por cento é petróleo, 10,3 por cento é gás natural, 4,9 por cento electricidade, 3,4 por cento hulha e 0,4 por cento coque de petróleo. O valor das exportações de energia (reexportação de refinados e exportação de electricidade) sofreu um decréscimo de 19,6 por cento, 1 558 milhões de euros em relação a 1 939 milhões de euros em 2006.
A exportação de refinados decresceu 11,9 por cento, enquanto a electricidade decresceu 28,2 por cento. Por sua vez, a importação de energia eléctrica cresceu 9,6 por cento, a de gás natural aumentou 13,4 por cento, registando a maior subida, e a de refinados aumentou igualmente, 12,3 por cento. A energia importada teve um peso na balança de mercadorias de 14,7 por cento.
Segundo a DGEG, o agravamento do saldo importador foi mitigado devido à acção conjugada de um ano de 2007 relativamente húmido, «onde a redução de necessidades de fuel ( menos 17,1 por cento) e de carvão ( menos 18 por cento) para a produção de electricidade foram significativas. Para além disso, diz, houve uma redução de stocks de produtos de petróleo de cerca de 400 mil toneladas e uma quebra geral no consumo de derivados de petróleo de 2,2 por cento.
(Fonte: Portal Ambiente)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Nunes Correia lança concurso para barragens de Almourol, Alvito e Fridão

Decorre hoje a sessão de lançamento do terceiro concurso público no âmbito do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, presidida pelo ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Francisco Nunes Correia.
Este terceiro concurso público internacional irá atribuir a concessão para captação de água para a produção de energia hidroeléctrica e concepção, construção, exploração e conservação de obras públicas das respectivas infra-estruturas hidráulicas dos aproveitamentos hidroeléctricos de Almourol, Alvito e Fridão.
Com o lançamento deste terceiro concurso concluem-se os procedimentos necessários à concretização das dez barragens identificadas no Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico.

(Fonte: Portal Ambiente)